<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605</id><updated>2012-03-01T17:59:34.208-08:00</updated><category term='Livros Horríveis'/><category term='Emir de Carvalho'/><category term='Picaretagem'/><category term='Soneto'/><category term='Dorsal Atlântica'/><category term='Brazil'/><category term='Tortura'/><category term='Waldick Soriano'/><category term='Rock'/><category term='Desumanismo'/><category term='Inutilidade'/><category term='Ética'/><category term='Apresentação'/><category term='Filosofia'/><category term='Esporro'/><category term='Leonardo Panço'/><category term='Bloco de Concreto'/><category term='Plágio'/><title type='text'>Bacharéis em Baixaria</title><subtitle type='html'>Um nome a zerar! Apresentamos um novo conceito de blog. Todos os outros que você conhece foram idealizados e editados por pessoas altamente capacitadas. Aqui não, violão! Ao contrário dos habituais “gênios” incompreendidos que andam por aí, lamuriando-se pela ignorância da plebe ignara, e que na verdade não passam de verdadeiras bestas, neste espaço você encontrará bestas se esforçando ao máximo para atingir a genialidade dos leitores de blogs.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-2503205357782918617</id><published>2012-01-18T19:26:00.000-08:00</published><updated>2012-01-18T19:28:34.954-08:00</updated><title type='text'>O MIJO &amp; O MACHO: MUDUS VIVANT</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;[Publicado na revista Meketref – nº 45 – dezembro de 2009]&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SyWZY-EiO7I/AAAAAAAAANY/6Kl-NxuQZ1U/s1600-h/abaixo+do+t%C3%83%C2%ADtulo.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414902781240818610" src="http://1.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SyWZY-EiO7I/AAAAAAAAANY/6Kl-NxuQZ1U/s400/abaixo+do+t%C3%ADtulo.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;O mijo e o macho &amp;amp; a vida e a morte&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Do menininho com o short arriado pela mãe, pingulim na mão que faz pipi no meio da rua ( que gracinha! todos pensam) ao velho no asilo exalando o forte cheiro de urina ( que velho fedorento! todos pensam), o mijo faz parte da vida do macho. Do nascimento à morte. Do bebê que molha o rosto do padre no batismo ao senhor encharcado de urina pela dor do enfarto fulminante. O mijo é presente em todas as etapas das nossas trajetórias: quando criança morremos de vergonha quando fazemos na cama; moleques, fazemos o concurso de mijo à distância entre os amigos; adolescentes, mijamos na piscina com medo da tal substância que torna-a azul para o nosso constragimento ( não há comprovação científica nenhuma disso); jovens, escrevemos eufóricos e emaconhados nosso nome na areia da praia ( sempre! sempre acaba antes de conseguirmos escrever e última letra); adultos, fazemos bêbados em qualquer esquina; na meia-idade temos a tal tesão de mijo ( diz a fêmea sacaneando: aproveita! aproveita que tá duro!); velhos, temos a humilhante frada geriátrica. No leito de morte, hospitalizados, lá vem a enfermeira mal-humorada trocar a sonda que, vulneráveis, só nos resta abaixar a(s) cabeça(s).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não há com indissociar o mijo do macho. Nos momentos mais felizes e mais tristes ele está presente. Nos momentos “felizes &amp;amp; tristes” também: comemorando eufórico o golaço do nosso time no Maraca, vem logo o saco de mijo estourar na nossa cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os momentos mais constrangedores? Tá lá o mijo marcando presença. Nos momentos de alívio também: Quem, acima dos trinta anos, barriga cheia de cerveja, dormindo, não sonhou que estava mijando gostoso e acordou todo molhado? Sensação de alívio...Como a de mijar no chuveiro antes da bronha. Quem nunca fez isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;O mijo, o macho &amp;amp; a manifestação sexual&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sim! O mijo interpõe-se também no sexo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E quando, depois da foda, pau meia-bomba apontando pra privada e vem o jato duplo de mijo; um na água outro no chão. Coisa de macho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas, relativo a mijo &amp;amp; foda, temos que ficar atentos. Por que as mulheres, quando acordamos de pau durão querendo tirar uma, podem dizer “sai pra lá sso é tesão de mijo!” e nós ,no meio da foda aceitamos que elas interrompam “porque me deu uma vontadezinha de fazer xixi!”, quando, depois do clima cortado, voltam todas eufóricas do banheiro,e o tesão foi pro bebeléu, pau molão, e elas ainda nos chamam de “broxas” ? Basta! Façam seus “xixis” antes de abrir as pernas pra nós!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Toda fêmea deve respeitar o mijo do macho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nunca se sinta constragido quando for dormir na casa da sogra e de madrugada te der uma vontade de mijar. Com medinho de “fazer barulho do mijo batendo na água”. Um conhecido de disse que quando acontece isso ele dá descarga ao mesmo tempo em que está mijando pra abafar o barulho. Nada disso! Mije no meio da água, fazendo o máximo de barulho possível. Mostra que é macho. Não fique com vergonha. Deixe que a sua sogra fique constrangida ao ouvir a barulheira!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;O mijo, o macho &amp;amp; o marchand&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O mijo não é só vulgaridade! É alta arte também.!- diriam as fêmeas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se te disserem isso, é porque estão se referindo ao polêmico urinol que o artista plástico Marcel Duchamp, com o pseudônimo de R. Mutt, em 1917, enviou para o Salão da Associação de Artistas Independentes de de Nova York.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Porra(é só uma interjeição, isso já é assunto pra outra crônica )! Alta arte é o caralho! Tendo como fonte um emboiolado conceito chamado de “ready made”, na verdade , tratou-se de um urinol comum, branco e esmaltado, comprado numa loja de construção e assim mesmo enviado ao júri. Um urinol de louça, utilizado em sanitários masculinos, com um título sugestivo de “Fontaine” (Fonte). Entretanto, a despeito do “gesto iconoclasta” de Duchamp a “Fonte” sofreu há um tempo uma depredação no Centro Pompidou, em Paris por um cara com a bexiga apertada que, revoltado, o atacou com um martelo. Não antes de dar uma boa mijada dentro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Coisa de macho!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Há quem veja nas formas do urinol uma semelhança com as formas femininas, de modo que se pode, caso a fêmea queira insistir em rebaixar o mijo a frescas esferas intelectuais ensaie uma explicação psicanalítica ( outra frescuragem, mas proveitosa, no caso), dizendo que a fêmea tem - oriunda da tal "inveja do pênis" tem mente o membro masculino lançando urina sobre a forma feminina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Xeque mate!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;&lt;b&gt;O mijo, o macho &amp;amp; a macheza&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como eu estava falando, o mijo nasceu pro macho. O mijo é e liberdade completa do macho, não da fêmea. Estamos em plena vantagem: mijar onde quiser: no pneu de um carro, no meio da estrada ( é, sempre passa um filho da puta num carro e grita “ô mijão”), porta de banco, moita, beira da praia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Macho não fica em fila de porta de banheiro químico. Mija entre uma cabine e e outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No nosso lazer o mijo tá lá, presente. Quem não segurou o mijo, bexiga doendo de cerveja, esperando os últimos minutos da partida decisiva do se time?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;O mijo &amp;amp; o macho &amp;amp; a medicina&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Até na medicina o mijo é terapia: a tal urinoterapia. Uma espécie de “terapia alternativa” ou “filosofia de vida” que busca “a harmonia do corpo, da mente e do espírito através da ingestão de urina.” A prática remonta aos primórdios da história dos países orientais tendo se difundido também em culturas dos países do ocidente. Sua prática, asseveram os adeptos, previne e cura diversas doenças, existindo relatos de cura do câncer. Dizem que cientificamente, a urina não é tóxica e se compõe de 90% de água e 10% de nutrientes não absorvidos pelo corpo e hormônios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Macho não bebe mijo. Macho bebe pra mijar para as fêmeas que curtem essa “terapia alternativa” beba nosso mijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SycWayDJ8fI/AAAAAAAAAOQ/blnAZxrM2mA/s1600-h/mict%C3%B3rio+boca.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415321726303728114" src="http://2.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SycWayDJ8fI/AAAAAAAAAOQ/blnAZxrM2mA/s400/mict%C3%B3rio+boca.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 314px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;&lt;b&gt;O mijo, o macho &amp;amp; o meretrício&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No sexo pervertido, há o chamado “golden shower”. Mijar em cima da mulher. Fazer ela bebê-lo. Todos os machos deviam ter a experiência de poder mijar na cara de uma mulher. Tratá-la como prostituta. Mas, antes de experimentar com a sua fêmea, vá numa profissional que entenda do assunto. Seu casamento ia por água abaixo se tentasse de cara na cara da sua esposa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;&lt;b&gt;O mijo, o macho &amp;amp; o matrimônio&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Falemos, então, de casamenteo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;“Tu já tá mijando de porta aberta!” é a senha que o sogro dá quando percebe que estamos enrolando no noivado e não casamos. Mas, não há do que esquentar a cabeça. Sogro também é macho e com certeza passou pela mesma pressão que nós. Já “mijou de porta aberta”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Hormônio de macho é testosterona expelido pelo mijo. No chão, marcando território. Coisa antiga na vida do macho. Herança darwiniana do nosso antigo Ardipithecus ramidus, atualmente considerado o ancestral mais antigo do homem, com 4,4 milhões de anos. Simbolicamente, ainda marcamos território pelo mijo. Mostramos para as nossas fêmeas quem é que manda. Impor respeito. Impor respeito através do mijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sim! Gradualmente, devemos impor o respeito às fêmeas pelo mijo sem que ela perceba. Deve-se aumetar o grau de intimidade de um namoro a partir da mijada, em sete etapas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Siga-as:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;1ª etapa mijar de porta fechada, fora da água, dando descarga ao mesmo tempo pra que o barulho não seja ouvido, levantando a tampa da privada;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;2ª etapa: mijar fazendo barulho alto, tipo cavalo inteiro;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;3ª etapa: mijar fazendo barulho alto tipo cavalo inteiro e não dar descarga;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;4ª etapa: mijar de porta aberta fazendo barulho tipo cavalo inteiro e não dar descarga;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;5ª etapa: mijar na tampa da privada de porta aberta fazendo barulho tipo cavalo inteiro e não dar descarga;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;6º etapa: mijar no chão de porta aberta fazendo barulho tipo cavalo inteiro,não dar descarga e ainda peidar enquanto está mijando;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;7º chegar de madrugada doidão, mijar na pia do banheiro mesmo, ir pra cama e ao acordar ver que ela, ao escovar os dentes, deixou cair a escova na pia mijada do cavalo inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os fracos, os pau-mandados são aqueles que submetem-se aos caprichos da fêmea e deixam que elas controlem seu poder mais precioso, o mijo. Como os que são obrigados enxugar a pontinha do pau com papel higiênico – valha-me Deus - e a fêmea confere o cheiro de sabonete nas mãos pra ver “ se está bem lavadinha!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SycOY6WfyjI/AAAAAAAAAN4/fdwqW4nGjbo/s1600-h/mictorio1.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415312898079574578" src="http://4.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SycOY6WfyjI/AAAAAAAAAN4/fdwqW4nGjbo/s400/mictorio1.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 309px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pior do que isso são os já derrotados que se submetem à humilhação de obedecer a ordem da fêmea e são obrigados a mijar sentados. Mijar sentado? “Mijar sentado pra não respingar na tampa da privada!”. Conheço um cara que entregou os pontos e faz isso. Um absurdo! Quase uma boiolagem!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;O mijo, o macho &amp;amp; o manja-rola&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SycNa3xXX9I/AAAAAAAAANw/_KIaEiK-74g/s1600-h/manja+rola.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415311832235073490" src="http://4.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SycNa3xXX9I/AAAAAAAAANw/_KIaEiK-74g/s400/manja+rola.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 318px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Falando em boiolagem, há também os dessa espécie, as bichas enrustidas que tentam se infiltrar na nossa relação com o mijo. O famoso manja-rola. È aquele cara com cara de senhor distinto que, sorrateiramente, enquanto estamos no mictório público. Posiciona-se ao nosso lado e, bigodinho e olhinho de manja-rola torto, fica soslaiando fixamente nosso aparelho mijador. Coisa mais desgraçada! Aquele barbudo, cheio de neura, enrustidão, risinho no canto da boca e olhando fixamente. Tem que partir pra ignorãncia logo! Só perguntando “qual é?” e ameaçando meter a porrada que essa praga se afasta e você mija sossegado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Desgraça mesmo é quando tem aquela porra de banheiro público de rodoviárias,como o da Rodoviária Tietê em São Paulo e a da rodoviária Belo Horizonte. Você ameaça entrar no banheiro e eles vêm aos bandos. Saem do nada, como zunbis-manja-rolas e fazem aquele corredor ao seu lado no mictório. Todos manjando. Você concentrado, bexiga doendo, ereto ( o corpo lógico!), olhando pra frente e percebendo as dezenas de olhares manja-rolas. O mijo trava na hora. A dor de travar o mijo no meio. Filha da puta do manja rola! Se você é frequentador assíduo desses lugares, ao te verem, uns até comentam com os outros “Ah...essa rola já é manjada!”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas como rodoviárias são feitas pro povão, ninguém se preocupa em solucionar esse problema. Nos shoppings,repare, já inventaram a muretinha anti-manja rola. Aquela muretinha que separa um urinol do outro. O manja-rola tenta, se entorta, mas não consegue obter êxito. Bendito o engenheiro ou arquiteto que, talvez padecendo do mesmo problema de ser vítima do manja-rola, projetou esse valioso dispositivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SycO-q-UASI/AAAAAAAAAOA/TNFi6Ug765M/s1600-h/mureta.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415313546786636066" src="http://4.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SycO-q-UASI/AAAAAAAAAOA/TNFi6Ug765M/s400/mureta.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 263px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 350px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tá certo, você não é muito de ir em shoppings. Macho de verdade não freqüenta esses ambientes. Só vai quando a fêmea decide ir fazer compras.“Bem hoje nós vamos ao shopping, né?”. Quase mijamos na calça quando ouvimos essa notícia pavorosa, quase molhando o nosso futuro zerado cartão de crédito. Mas, vá lá, esse é o território delas e levá-las de vez em quando - por mais enfadonho, custoso, e chato que possa ser - nos dá o álibi para irmos para o nosso território por excelência. O território onde os machos se encontram: O botequim da esquina, o lugar onde nos sentimos mais à vontade do que na nossa própria casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;O mijo, o macho &amp;amp; os outros machos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nossa 2ª casa. Me refiro ao boteco mesmo. Aquele em que não comparece mulher nenhuma, só macho bêbado, cachaceiro, vagabundo, pé-sujo. Não bares ou restaurantes onde mulheres frequentam. Outra coisa, o que deve interessar ao macho quando vai a esses lugares com as suas respectivas fêmeas, não é aquela tal pergunta : “Por que as mulheres vão ao banheiro sempre juntas”, mas “ como deve ser um banheiro feminino com aquele monte de fêmeas de perninhas abertas fazendo seu xixizinho gostoso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas, voltando ao botequim-bitaca-pé-sujo, o antro dos machos, lá é que é o lugar da galhofa, da sacaneação, de mijar à vontade, banheirinho ao lado do balcão. Dentro do banheirinho do botequim, bêbados, mijamos de longe da privada que molha sempre o chão, pro desespero do dono.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas há os contratempos até para os frequentadores de botecos. Nunca, nunca se deve demorar mais do que cinquenta segundos pra dar uma mijada. Cinquanta segundos, o máximo! Mais do que isso já é desrespeito. Como quando há mais de um querendo ir ao banheiro mijar, do lado de fora, e um filho da puta demora pra caralho lá dentro. Deve ser daqueles que foram adestrados a mijar sentados e não perdem o hábito. Muvuca na porta, quase porradaria. Panças cheias de cerveja, bexigas idem. Empurra-empurra, abre-se a porta e lá vão três de uma vez mijar desesperados numa privada só. Como nesse ambiente o manja-rola é o ser mais odiado da face da terra, fazemos questão de não sermos confundidos com os tais. Instrumentos na mão e olhando pra cima, propositalmente pra não dar a entender que poderiamos estar olhando as manjubas alheias. Mijamos olhando pro teto e bêbados, nem percebemos que respingamos, os três ao mesmo tempo, mijo um na perna do outro. Saímos com a calça jeans mijada, mas com a certeza de que não fomos confundidos com o desgraçado do manja-rola. Tudo pela macheza. Não esquente a cabeça se você mijou a perna toda do cachaceiro do lado. Mande-o tomar no cu. Dê uma de Pôncio Pilatos, lave as mãos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ahh.! Falando nisso, me lembrei de uma coisa: nunca lave as mão na pia do banheiro de boteco. É uma questão lógica: se a rapaziada acaba de mijar vai lavar as mãos, é obvio que eles pegam na torneira da pia com mãom de mijo! Aquilo tá infectado de mijo de tudo quanto é macho. Saia sem lavar as mãos e, de preferência, sem encontá-las na maçaneta. Meta a sola do sapato na maçaneta, bruto, como num filme de cowboy.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mais uma dica: antes de entrar num banheiro fedorento e imundo de botequim, treine, ainda no balcão, quanto tempo você aguenta com a respiração presa. Treine. Aguenta 50 segundos? ( se for fumante). Então esse será exatamente o tempo que você terá pra dar a sua mijada no fétido ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Resumindo a regra básica para a mijada em banheiro de boteco: 50 segundos, abrir o zíper, mijar, fechar o zíper,não dar descarga, sacudir de qualquer jeito, não lavar as mãos, pé na porta e já sai gritando: “mais uma gelada aê ô Zé!”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E parte pro torresmo com a Bohêmia gelada. E dá-lhe deboches de bêbados de botequim sobre o mijo. Um recorrente é quando você vai mijar e o camarada no mictório ao lado seu dispara aliviado pela sensação da bexiga esvaziando:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Ca-ra-lho! Mijar é a melhor coisa do mundo! Não é?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Responda de bate-pronto:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Mermão, ou sou eu que não sei mijar ou é você que não sabe fuder...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ou quando sai outro do banheiro, e você tasca-lhe a pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Rapaz, ao mijar cê contou quantas bolinhas de naftalina tinham no mictório?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Eu não! Por que?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Não contou porque tava manjando a rola dos outros né?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É. Todo macho tem pavor de ser considerado manja-rola.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;O mijo, o macho &amp;amp; os mililitros&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Outro pavor é o de pegar engarrafamento, feriadão, família no carro, e bater aquela vontade de mijar. Estrada cheia de gente, crianças e fêmeas alheias nos outros carros, sem chance de dar uma saidinha pra mijar na beira da estrada. Tem solução. É só engarrafar o mijo. Compre, antes de sair, uma garrafinha de Guaraviton e esvazie-a. Bateu a vontade no trânsito parado? Desatarraxe a tampa e mije dentro. É perfeito! Cabe a quantidade certinha de mijo e o diâmetro é perfeito pra encaixar a pontinha sem molhar o estofado do carro. A não ser que você mije mais do que 275 ml de uma só vez ou que você seja o Kid Bengala.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Se não for no trânsito, vale mijar em qualquer greta que aparecer. Exceto no meio da multidão de show de rock. Certa vez aconteceu isso comigo. Show de heavy metal. Só metaleiro nervoso na multidão. Vontade de mijar, olhei pra trás, e aquele mar de gente entre mim e o banheiro, longe pra caralho. Apelei. Tentei, no desespero, mijar no buraquinho da latinha vazia e, bêbado, o mijo não acertava de jeito nenhum. Não acertava a porra do buraquinho da latinha de cerveja. Pegava na borda e resvalava o no braço do metaleiro marombado do meu lado. Só me lembro de acordar todo mijado e com o lho roxo no estacionamento do show.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estacionamento de show é o melhor lugar pra se mijar. Entre no estacionamento e mije em qualquer lugar. Na primeira roda de pneu do carro importado que você inveja. Mas coisa linda é ver mulheres mijando em estacionamento. Fazem aquela rodinha pra protegem a amiga, mas você manja-xota profissional, dá um jeito de vê-la chegando a calcinha pro lado, o barulhinho fininho do esguicho, o gemidinho, as amigas tentando fazer paredinha, o buraquinho que fica na terra fofa, coisa fofa, fofa...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pronto! O pau endurece e o mijo trava!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;O mijo, o macho &amp;amp; a mulher-macho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Falando em trava, já viu coisa mais estranha do que traveco mijando em banheiro masculino. Esquisitão. De ver quase que também trava o mijo ( de paumolescência, diga-se de passagem.)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas como macho, admito, já travei o mijo vendo uma mulher mijar. Sim, eu dando o meu mijão sossegado num botequim, daqueles sem privada, só o mictório de alumínio, fedorento, quando pra minha surpresa, entrou uma negona sapatão, levantou a saia meteu um pé acima do mictório, o outro fincado no chão, acertou a calcinha ( ou cueca, sei lá!) e jorrou o mijão, estalando, tremendo o alumínio do pobre mictório envelhecido, olhando desafiadoramente pra minha cara enquanto eu mijava pingos humildes. Admiti! Pelo barulhão ela era mais macho do que eu. Intimidou. Recolhi-me à minha insignificância, aproveitei e saí de fininho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que deve interessar ao macho, não é aquela tal pergunta : “Por que as mulheres vão ao banheiro sempre juntas”, mas “ como deve ser um banheiro feminino com aquele monte de fêmeas de perninhas abertas fazendo seu xixizinho gostoso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #ffff33;"&gt;O mijo, o macho &amp;amp; o maricas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Bem...ia terminando e quase ia me esquecendo de contar uma das coisas mais estranhas sobre o mijo que aconteceu na minha vida. Com um indivíduo que era um misto de macho, criança, fêmea, e manja-rola. Refiro-me ao Jorgete.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Jorgete foi um(a) companheiro(a) de trabalho quando eu exercia, há vinte anos, a função de office-boy num escritório de contabilidade. Jorgete era contabilista chefe no escritório. Ele(a) era era uma espécie de transexual ultra-excêntrico.Pessoa estranhíssima: mantinha a idumentária sóbria que a profissão pedia: camisa social, blaser cinza, sapatos de mocassim e jeans, barba cerrada, gogó, bigodinho fininho... Mas, escondidos sob aquela sisudez pseudo-macho-contabilística, estavam lá, sem poder esconder totalmente, os peitinhos siliconados e a cintura de pilão. Mas até aí, por mais incrivel que possa parecer, tudo bem. Havia, de verdade, algo que intrigava todos do escritório. Como ninguém tinha coragem de perguntar, houve um maldito sorteio pelo palitinho. Adivinhem quem foi o infeliz que teve que ir fazer a bizarra pergunta pro Jorgete? O próprio que vos escreve.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pé ante pé, dirigi-me à sua sala e mandei na lata do chefe-traveco da repartição:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Jorgete. A parada é a seguinte: a rapaziada daqui do escritório sempre ficou bolada com essa parada de você se vestir de macho e coisa e tal e ser fêmea ao mesmo tempo. Mas a pergunta é a seguinte: mesmo se vestindo de mecho e tal, como é que você consegue fazer com que a sua calça jeans fique com essa testa de morde-pano, tipo de mulher, sem volume nenhum. Porra, cê arrancou os bago cara? É operado?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Atrevidinho você einh?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Ahh..Porra, me fudi lá no palitinho e tive que vir aqui perguntar essa merda senão a rapaziada ia me fuder. Os caras iam me botar pra fazer entrega e cobrança só em lugar longe e iam me tacar em fila de banco. Tive que vir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Não sou operada não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Como assim? Mas e os bago?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Uso um truquezinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Tipo mágico? Esconde cobra?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Ahn?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Jorgete, o chefão, não gostou muito da brincadeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Mais ou menos isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Como assim mais ou menos?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Emplastro sabiá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Como assim? Essa merda não é aquele band-aid gigante, ultra adesivo, que a minha vó bota no bico-de-papagaio dela?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- É. Só que eu coloco em outro lugar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Quer saber? Todo mundo do escritório quer saber mesmo? Então vai lá contar para aquela vcambada de curiosos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Contar o que?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Pego o meu pênis e a bolsa escrotal, empurro por entre as pernas e prendo pra trás colando com o emplastro-sabia. Daí eu ficar sem volume nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Me deu uma uma agonia pensar naquilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Mas não dói não? O saco e o pau ficarem espremidos entre as pernas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Dói a bexiga, mas vale a pena. Me torna a fêmea que realmente sou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Porra e pra mijar cara? Tem que colar e descolar essa merda o toda vez que você vai tirar a água do joelho?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Não como assim?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Tô adorando você ficar repetindo esse “Como assim..., “”Como assim...”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Como assim?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Ah..Deixa pra lá, você fingiu que não entendeu o trocadilho...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Tá, mas o mijo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Eu não faço xixi.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Não mija?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Não?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Fica o dia inteiro sem mijar?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Sim! Não bebo água nem líquidos durante o dia. Quando dá vontade, seguro o dia inteiro.Só vou ao banheiro à noite, tiro a calcinha e o emplastro e faço xixi antes do banho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Não mija o dia inteiro?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;-Não!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Essa foi a última gota! Um sacudo que não mija!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dica final: quando for mijar não precisa sacudir antes de guardar. A última gota vai ser sempre da cueca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Portanto, amigos, vou-me já e volto já!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;################&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por Olavo Sader &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-2503205357782918617?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/2503205357782918617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=2503205357782918617' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/2503205357782918617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/2503205357782918617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2012/01/12.html' title='O MIJO &amp; O MACHO: MUDUS VIVANT'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xzal6TDhCOg/SyWZY-EiO7I/AAAAAAAAANY/6Kl-NxuQZ1U/s72-c/abaixo+do+t%C3%ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-6530044584849214697</id><published>2011-12-30T14:55:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T12:34:16.673-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leonardo Panço'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esporro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros Horríveis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emir de Carvalho'/><title type='text'>DEVORA-ME OU TE DECIFRO ou  SEM REI NEM ROCK : uma análise literário-escatológica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UDHyCUupihQ/Tw3xNSb2VQI/AAAAAAAAACY/mNg7dXhOW-8/s1600/capa-600x605.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-UDHyCUupihQ/Tw3xNSb2VQI/AAAAAAAAACY/mNg7dXhOW-8/s320/capa-600x605.jpg" width="396" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BcJJpkTnjjA/Tv49TvMnddI/AAAAAAAAABs/OpyKPGHOePY/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6_rPtZ4MzIE/Tv4-JIdIiTI/AAAAAAAAAB4/3hEqNkHXV64/s1600/FEZES.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6_rPtZ4MzIE/Tv4-JIdIiTI/AAAAAAAAAB4/3hEqNkHXV64/s1600/FEZES.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sempre tive o desejo de escrever sobre os piores livros que li. Tem tanta gente boa escrevendo sobre bons livros que pensei em inaugurar a linhagem dos caras maus que escrevem sobre livros mal escritos. Os de rock sempre foram, nesse critério, os mais propícios a receberem criticas destrutivas. Com trocadilho, são de lascar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Arthur Dapieve e seu BROCK e o Tom Leão com o HEAVY METAL&amp;nbsp; estão entre os que mais me encantam e estimulam a vontade de descer a lenha. Mas jamais havia experimentado a urgência que senti&amp;nbsp; ao ler (sic) ESPORRO, livro de Leonardo Panço sobre o underground carioca que vai do “começo de 1992, até o final de 93, chegando ao comecinho de 94”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É o único livro (sic) da história da literatura, que conheço, errado, literalmente, da primeira a última frase. Inicia com esse primor de precisão temporal transcrito acima e se encerra com “as infos a seguir não são &lt;i&gt;exatamente &lt;/i&gt;precisas (...)”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Curioso que, como diz o autor, tenho sido “ &lt;i&gt;gasta &lt;/i&gt;uma verba” (pág. 223) para se imprimir uma porcaria dessas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6_rPtZ4MzIE/Tv4-JIdIiTI/AAAAAAAAAB4/3hEqNkHXV64/s1600/FEZES.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6_rPtZ4MzIE/Tv4-JIdIiTI/AAAAAAAAAB4/3hEqNkHXV64/s1600/FEZES.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6_rPtZ4MzIE/Tv4-JIdIiTI/AAAAAAAAAB4/3hEqNkHXV64/s1600/FEZES.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6_rPtZ4MzIE/Tv4-JIdIiTI/AAAAAAAAAB4/3hEqNkHXV64/s1600/FEZES.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZuO5-_O5sOs/Tv4-e3-1cNI/AAAAAAAAACE/XrlwQba2ndw/s1600/FEZES.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZuO5-_O5sOs/Tv4-e3-1cNI/AAAAAAAAACE/XrlwQba2ndw/s640/FEZES.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6_rPtZ4MzIE/Tv4-JIdIiTI/AAAAAAAAAB4/3hEqNkHXV64/s1600/FEZES.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O &amp;nbsp;tempo todo há um desencontro entre o pensamento (sic) do autor e o que este escreve. Vai cada um para um lado, sem a menor possibilidade de encontro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não tenho saco para dissecá-lo, mas transcrevo, ao acaso, alguns trechos bastante ilustrativos da &lt;i&gt;arte &lt;/i&gt;(&lt;i&gt; &lt;/i&gt;arteiro que só ele!) do garoto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na página 11 está escrito que "Este livro não é uma ciência exata." Existe algum livro que seja ciência? Nunca ouvi falar que um livro fosse ciência. Conheço livros que descrevem uma ciência, mas nenhum que seja em si mesmo A ciência. Essa jóia do penççamento panceiro está na primeira página do livro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Também nos diz o macanudo autor que "(...) o número de pagantes foi maior do que o necessário". Isso está escrito na página 23. Nunca, até me deparar com esse livro tão repleto de ineditismos, tinha ouvido falar em número de pagantes MAIOR que o necessário. Mais incompreensível&amp;nbsp;se torna a frase&amp;nbsp;quando verificamos&amp;nbsp;que a informação é passada para descrever um prejuízo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na pág. 31 o autor escreve que "Segundo ele (Ronaldo Chorão) a banda&amp;nbsp; (Gangrena Gasosa) ( ...) toca(r) muito mal. Há controvérsias. Eles até tocam mal (...)" &amp;nbsp;Qual é a controvérsia se os dois CONCORDAM que a banda toca mal? Esse Leonardo Panço é um prodígio, pois desconhecendo gramática, sintaxe e léxico escreve e, ousadia das ousadias, publica um livro. Anote aí: CONTROvérsia indica oposição, é contra o que se diz, menino. Exemplificando: Leozinho diz que sorvete é bom para chupar. Gordinho diz que é bom para lamber. Há, aí, entre essas personagens fictícias, uma controvérsia sobre a melhor forma de saborear um sorvete. Entendeu?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pág. 32 "Como o Cid conheceu o Paulão (...) por muito tempo já é mais a cara deles".???? A frase é essa. &amp;nbsp;Há uns parênteses ali no meio. Mas parênteses são empregados, ou deveriam ser,&amp;nbsp;para se incluir informação paralela, ou seja, que não fazem parte da oração principal. No entanto, para não dizerem que estou de má fé, segue a frase com os parênteses tal qual está no livro. "Como o Cid conheceu o Paulão (o outro vocalista da Gangrena, depois do Funk Fuckers e da carreira solo do B. Negão) por muito tempo já é mais a cara deles". Viram como não ajuda nada?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sobre a utilização dos parênteses pelo meninote ainda escreverei um texto inteiro. É caso para camisa de força!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"Só que já que falou mal teve que aturar a revolta dos suburbanos de plantão (o que acabou nem sendo uma REGRA, já que o Planet e o Cabeça tocaram no festival e alguns deles são da zona sul". (pág. 58) É ou não uma regra? Se há uma regra, essa seria que os suburbanos ficaram revoltados, logo a exceção é que alguns suburbanos NÃO tiveram o mesmo sentimento. Os caras da zona sul não tem nada a ver com os suburbanos da regra descrita. Não sabe o que é regra. Não sabe o que é exceção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pág. 66 "(...) Plebe, era quase uma unanimidade". Quase unanimidade é algo como meio grávida? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na página 74 o autor fala sobre um "(...) festival que meio que aconteceu, meio que não." Aconteceu ou não, afinal?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Somos informados sobre o fato do Beach Lizards "tocar em português"??????? Não faço a menor idéia do que possa ser TOCAR em português, inglês, alemão ... E não venham me dizer que é piada, gracejo, leveza e bom humor do texto, pois o contexto não autoriza nenhum leitura nessa linha, apenas a que detecta o quadro inconteste de analfabetismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao comentar o fim do Soutien Xiita (pág. 140) o autor diz que o referido encerramento das atividades da banda foi matéria de página inteira na revista Showbizz. Na página 141 é reproduzida a matéria citada. Ocorre que o que foi publicado na Showbizz é sobre a Gangrena Gasosa, não sobre o Soutien Xiita. &amp;nbsp;Ou ele não leu o que foi publicado, ou acreditou que ninguém leria o que foi escrito nas páginas da Showbizz. Não acho que ele tenha tentado empurrar uma mentira aos seus leitores. Para mim é só burrice. Afinal, até mesmo para o penççamento panceiro, seria ingenuidade demais mentir e expor a prova da mentira. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Outra frase surreal é "Por ele ser meio &amp;nbsp;temporão, seus pais são bem mais velhos (...)" Como assim?!? Meio temporão?&amp;nbsp; Os pais do rapaz tinham 45 anos e 05 meses de idade? Há pais mais novos que os filhos? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Incompreensível para mim é "De outra vez, também no Garage, arrumaram um cabrito emprestado na favela perto da casa e um ganso, que era vigia da oficina de um tio de um vizinho." (pág. 156) Favela perto de que casa? O ganso era o vigia? Tio do vizinho de quem? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mais uma "No começo, eles até tinham guitarra, mas é uma época da qual só FICOU&amp;nbsp; O BAIXISTA Zé Felipe. Baixista não, guitarrista. E agora, sendo ex-Zumbi, a banda está igual ao Napalm Death, SEM NENHUM INTEGRANTE ORIGINAL na formação." (pág. 163) O baixista (ou guitarrista, não entendi direito) faz ou não parte da formação atual? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Outra "Bruno (...) guarda em casa o parentesco do irmão." (pág. 165) Existe quem não seja parente do próprio irmão???? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pág. 178 "(...)antes de morrer pediu a (...)". Só dá para pedir antes de morrer, não é? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vários capítulos curtos tem títulos que NÃO GUARDAM RELAÇÃO ALGUMA com os seus conteúdos. Por exemplo, &amp;nbsp;DEFALLA NO CIRCO (pág. 189) fala sobre um degrau "colocado" na base do palco e que causava acidentes. Se alguém tiver a intenção de fazer uma pesquisa sobre o DeFalla, ao consultar o livro, e for conferir o contéudo, certamente irá se decepcionar. Para pesquisa o livro é imprestável. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A seguinte passagem também é ininteligível. Senão, vejamos. "A Sociedade HQ (...) e o gibi do Tirica - chamou a banda para tocar (...)" Um gibi chamou a banda para tocar? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por tudo o que restou dito acima (muito mais poderia ser falado)&amp;nbsp; não posso concordar que “ o que de mais relevante aconteceu no cenário da época está, senão esmiuçado, pelo menos citado”. Muito menos que o que ocorreu está “satisfatoriamente” retratado, como escreveu o senhor Adelvan &lt;span style="color: #c00000;"&gt;( &lt;a href="http://escarronapalm.blogspot.com/2011/10/leonardo-panco-testemunha-ocular-da.html"&gt;http://escarronapalm.blogspot.com/2011/10/leonardo-panco-testemunha-ocular-da.html&lt;/a&gt; ),&lt;/span&gt; pois o autor&amp;nbsp; do Esporro não possui a menor intimidade com a inculta e bela. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aliás, sobre a crítica do senhor Adelvan, sendo este escriba espada juramentado, não havia a menor&amp;nbsp; possibilidade de que eu concordasse com uma análise que inicia exaltando o cheiro do Esporro,&amp;nbsp; exalado por um livro (sic) grande e grosso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfim, para mim é o pior livro escrito em língua portuguesa. Se duvidar o pior escrito em qualquer língua, viva ou morta. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Feliz 2012 para todos. Menos para o Leonardo Panço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cordiais saudações.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;Emir de Carvalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;****************&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1Ok1NQfNnG8/Tv4-_GZGtrI/AAAAAAAAACQ/McHzyl57Wfo/s1600/COCO+COELHO+FINAL.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-1Ok1NQfNnG8/Tv4-_GZGtrI/AAAAAAAAACQ/McHzyl57Wfo/s400/COCO+COELHO+FINAL.jpg" width="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;P.S. Panço, você sabe por que motivo esse cocô é redondo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;P.S.2 Esporro é uma espécie de puta falta de sacanagem. Lembram do vídeo?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-6530044584849214697?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/6530044584849214697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=6530044584849214697' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6530044584849214697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6530044584849214697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2011/12/devora-me-ou-te-decifro-ou-sem-rei-nem.html' title='DEVORA-ME OU TE DECIFRO ou  SEM REI NEM ROCK : uma análise literário-escatológica'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UDHyCUupihQ/Tw3xNSb2VQI/AAAAAAAAACY/mNg7dXhOW-8/s72-c/capa-600x605.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-1427725604183761335</id><published>2010-09-02T00:07:00.000-07:00</published><updated>2010-09-02T00:07:33.827-07:00</updated><title type='text'>NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DAS BIBLIOTECAS</title><content type='html'>Considerando a vitória certa da candidata Dilma, nós do Baixaréis em Baixaria, em razão do enorme sucesso do livro “Lula é Minha Anta”, do jornalista e colunista da revista Veja Diogo Mainardi, sugerimos ao nosso mandatário-maior um título para um livro escrito por este, em represária à detratora obra do referido jornalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não nos propomos ser os copidesquestes, já que não nos consideramos à altura desta obra magna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Bacharéis.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/TH9Jid-cKVI/AAAAAAAAABE/s_Ox9Rne1Mk/s1600/dilma+2.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/TH9Jid-cKVI/AAAAAAAAABE/s_Ox9Rne1Mk/s320/dilma+2.bmp" width="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-1427725604183761335?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/1427725604183761335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=1427725604183761335' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/1427725604183761335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/1427725604183761335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2010/09/nunca-antes-na-historia-das-bibliotecas.html' title='NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DAS BIBLIOTECAS'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/TH9Jid-cKVI/AAAAAAAAABE/s_Ox9Rne1Mk/s72-c/dilma+2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-3316227951327232324</id><published>2010-08-23T12:07:00.000-07:00</published><updated>2010-08-23T20:06:05.376-07:00</updated><title type='text'>Manifesto de fundação do PSAC do B</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/THM2mLsNluI/AAAAAAAAAA8/fv2ONwbAj_o/s1600/eu+assinando.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/THM2mLsNluI/AAAAAAAAAA8/fv2ONwbAj_o/s320/eu+assinando.JPG" width="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Momento de profunda concentração durante a elaboração do Manifesto no boteco Cospe Fino. Concentração no copo de cachaça&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Considerando a nova interpretação dada a lei 9.504 de 1997 pelo TSE os signatários do presente manifesto passam a tecer os seguintes apontamentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Não sendo possível, como de fato não o é, produzir qualquer piada, sátira ou ironia contra os próceres da política nacional – com o que, ressaltamos, estamos em total acordo – , sob pena de multa, impôs-se a sociedade brasileira a seguinte questão: sendo os humoristas profissionais uma minoria estes necessitam (como os negros, os gays, as mulheres, os deficientes físicos etc etc) proteção especial e garantias para exercer livremente seu ofício, por mais desagradável que o seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Se criaturas insignificantes, v.g. arara azul e sindicalistas, possuem um partido político para representar seus interesses, por que esses seres desagradáveis, conhecidos como humoristas, não podem também eles contar com um partido para chamar de seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Foi pensando nisso que nos reunimos para fundar o PSAC do B – Partido Sacaneável do Brasil, o qual se compromete desde já a, contrariando a regra dos demais partidos políticos brasileiros, só apresentar candidatos que não poderão ser levados a sério, sendo, ipso facto, altamente sacaneáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Para alcançar tal desiderato, lutaremos para transversalizar horizontalmente por todo o Brasil o PAG – Programa de Aceleração da Galhofa, cujas linhas mestras resumiremos sucintamente abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.a. – Somente aceitaremos como oradores portadores de aderência congênita da língua ao assoalho da boca ou abóbada palatina, fenômeno conhecido como anciloglossia, que o vulgo chama de língua presa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.b. – Nossos representantes, seja no Congresso Nacional, nas diversas Assembléias e Câmaras Legislativas ou nos cargos executivos que ocuparem, ao discursarem escabicharão a língua portuguesa, com denodo, para provocar o aperfeiçoamento da qualidade democrática da nossa massa encefálica, por meio de frases sem sentido como esta;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.c. – Os Sacanagistas, quando idosos, manterão seus bigodes impecavelmente pretíssimos e cabeleiras (sic) idem. Aceitando-se, para as cabeleiras, e somente para essas, a variação acaju;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.d. – Toda e qualquer doação partidária, preferencialmente a não contabilizada, será transportada em cuecas, o que, além de permitir um contato mais íntimo do Sacanagista com a verba do otário, rectius eleitor-contribuinte, ainda poderá proporcionar cenas e explicações hilárias se eventualmente flagrados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.e. – Não deixaremos de participar de convescotes com socialites onde declararemos de forma inequívoca nossas convicções a favor da manutenção do status quo mesmo que tenhamos saído de um encontro com grupelhos revolucionários que pregam a invasão de terras produtivas, que receberam nosso integral apoio, sem qualquer preocupação com o fato de ambos os encontros terem sido registrados pela imprensa. E muitos outros atos de mesma natureza serão praticados, sempre tendo em vista a realização da nossa meta de, proporcionando matéria prima para os humoristas, acalmá-los, contribuindo assim para a tão sonhada paz social, pois um verdadeiro Sacanagista nunca faz nada de graça, melhor dizendo, sem que seu ato seja revestido do mais nobre simbolismo e intenção como soe ocorrer com os nossos melhores representantes em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Como restou claramente descrito no item e sub-itens acima o verdadeiro Sacanagista não poupará esforços em proporcionar a classe humorística matéria prima para continuar divertindo o bravo povo brasileiro, enquanto os impolutos políticos brasileiros, referimo-nos aos não-Sacanagistas, continuarão propiciando aos brasileiros e brasileiras &amp;amp; companheiros e companheiras os mais belos exemplos de lisura e ética no trato coisa púbica, rectius pública, livres da importunação dos humoristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – Acreditando que o brasileiro é bob... ops, bondoso o suficiente para entender a relevância e seriedade da nossa proposta, eivada das mais nobres intenções conclamamos todos a unirem-se a nós, contribuindo para a nossa campanha, filiando-se e pagando a taxa de adesão, ajudando-nos a, em breve, desembarcar em Brasília, se não em vôo fretado de jato particular ao menos de primeira classe, tudo isso, claro, pago pelo erário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: você que simpatizou com as propostas do Movimento Sacanagista Nacional pode colaborar com a nossa campanha adquirindo o cd com o hino do PSAC do B interpretado pela cantora Vanusa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filie-se já: lxndrcoimbra51@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-3316227951327232324?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/3316227951327232324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=3316227951327232324' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/3316227951327232324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/3316227951327232324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2010/08/manifesto-de-fundacao-do-psac-do-b.html' title='Manifesto de fundação do PSAC do B'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/THM2mLsNluI/AAAAAAAAAA8/fv2ONwbAj_o/s72-c/eu+assinando.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-720471218186153840</id><published>2010-08-23T11:25:00.001-07:00</published><updated>2010-08-23T11:25:59.329-07:00</updated><title type='text'>NOTA DE ESCLARECIMENTO</title><content type='html'>Quando idealizamos essa bagaça, nunca imaginamos que alcançaríamos, em menos de três anos de existência deste ignóbil blog, a marca de quase 180 mil visitas. Quando nos reunimos no nosso QG&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;( o boteco “Cospe Fino”) para dar início ao blog Bacharéis em Baixaria, determinamos que seria de suma importância que não fugíssemos do tema que nos é mais caro: sexo &amp;amp; política. Ou seja: putaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 2009,começamos a receber ameaças da patrulha “politicamente correta”, quando tratávamos de assuntos que “os ofendiam”. Fizemos o que qualquer acadêmico da baixaria faria. Mandamos um “Fodam-se!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando, e fomos postando quinzenalmente os textos, em sua maioria tratando do mais baixo nível do que nós, bacharéis, julgávamos em baixaria: a polítitica(gem) nessa nossa terra brasilis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual foi a nossa primeira surpresa quando soubemos da restrição imposta pelo TSE às emissoras de rádio e televisão vetando qualquer piada que degrade ou ridicularize candidato, partido político ou coligação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bacharéis em Baixaria não é rádio e televisão.Não somos humoristas profissionais. Na verdade, nem humoristas e muito menos profissionais, mas, dadas as circunstâncias aterradoras, nos vimos acuados diante dessa arbitrariedade inconstitucional, que fere a liberdade de expressão. Reunimo-nos, nós da redação (sic) do Baixaréis em Baixaria novamente lá no boteco “Cospe Fino” e chegamos a conclusão de que se essa lei se estendesse para os blogs e sites, estaríamos fudidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a postagem “Simplismo sem cérebro ou a letra de Tortura da Dorsal Atlântica” de 13 de dezembro de 2008 e a “Brasileiras e Brasileiros” de 28 de maio de 2010, vimos que havíamos postado vários textos tratando exclusivamente do tema política e seus sacanas personagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relendo os textos já cientes da nova sacanagem preparada em Brasília, percebemos que havíamos pegado muito leve com os políticos e a política nacional. Resolvemos então retirar todos os textos diretamente ligados a política, reescrevê-los, e, a medida que for possível, ir postando numa versão expandida e sem cortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta continua!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-720471218186153840?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/720471218186153840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=720471218186153840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/720471218186153840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/720471218186153840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2010/08/nota-de-esclarecimento.html' title='NOTA DE ESCLARECIMENTO'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-8416195618598657692</id><published>2010-08-21T18:03:00.001-07:00</published><updated>2010-08-23T04:15:07.698-07:00</updated><title type='text'>"Ô MOÇO...ME DÊ U'A CARIDADE..."</title><content type='html'>Época de eleições. Do povo fazer merda e os eleitos darem continuidade. Urge apresentarmos uma merda de um texto de um merda de um blogueiro que, por acaso, é um dos membros ( são dois,e não entra mais nenhum) deste tosco blog feito a quatro patas. Atende, o sujeitinho nesta carreira (sub)solo, pela alcunha de O MERDA FRACASSADO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá, por caridade, uma lidinha lá na merda do texto,que ele tá implorando aqui na redação - leia-se: qualquer lan house dessas plagas - do Bacharéis em Baixaria, já que o tal blog agoniza e morre por visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://autobiografiadeummerda.blogspot.com/2009/01/candidato-vereador-fracassado.html"&gt;http://autobiografiadeummerda.blogspot.com/2009/01/candidato-vereador-fracassado.html&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou sigam o menino no twitter:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.twitter.com/fracassado"&gt;www.twitter.com/fracassado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Emir de Carvalho ou Olavo Sader ( vá saber...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-8416195618598657692?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/8416195618598657692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=8416195618598657692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/8416195618598657692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/8416195618598657692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2010/08/o-mocome-de-uma-caridade.html' title='&quot;Ô MOÇO...ME DÊ U&apos;A CARIDADE...&quot;'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-8123058319545177241</id><published>2010-05-28T10:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-28T11:03:11.305-07:00</updated><title type='text'>Brasileiras e Brasileiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://osincomodados.files.wordpress.com/2009/02/sarneyoficial1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 316px; CURSOR: hand; HEIGHT: 450px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://osincomodados.files.wordpress.com/2009/02/sarneyoficial1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em matéria publicada no Estadão no início de abril fomos informados que o Brasil poderá reviver a inesquecível experiência de ter na presidência o eminente senador da república pelo Amapá José Ribamar Sarney. Se ocorrer será para evitar que os outros habilitados à substituição do Presidente da República se tornem inelegíveis neste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo isso me lembrei do “brasileiras e brasileiros”, muitíssimo superior ao inefável “nunca antes na história deste país”. Sei que é covardia a comparação, pois o primeiro bordão foi cunhado por um exímio estilista da língua portuguesa, cujo manejo só encontra rival em Antônio Vieira, Machado de Assis e quejandos, o grande acadêmico e imortal chamado de gênio por Millôr Fernandes&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;, enquanto o outro é obra de um simples filho de mãe que nasceu analfabeta&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, por mais tentador que seja a possibilidade de se entregar a prazerosa hermenêutica da obra literária do macanudo escritor, é na obra política deste grande vulto da história brasileira que vemos o quanto este homem é indispensável ao novo Brasil que está sendo construido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que possuem mais de 40 anos conhecem a capacidade administrativa do capadócio senador. Se não foi um pascácio no palácio, fez muitos de palhaço. Até hoje me lembro de um primo idiota, com um crachá de fiscal do Sarney, nas Casas da Banha, gritando “Sunab! Sunab!” balançando uma tabela com o preço do feijão enquanto os seguranças tentavam “acalmá-lo!”. Cena digna do realismo mágico praticado pelo dublê de político e escritor. Sob a coordenação do Sarney vivíamos um ambiente surreal, com happenings e intervenções urbanas como essa ocorrendo a todo momento. Zé Celso não faria melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente foram só cinco anos presidindo o Brasil, razão pela qual não podemos desfrutar de todos os benefícios proporcionado aos maranhenses pelo insigne senador amapaense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisar, com isenção e objetividade, a obra política do generoso senador&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; naquele estado é compreender a grandiosidade do seu projeto, cuja a qualificação só pode ser, revolucionário. Jornalistas e cientistas políticos soi disant preparados para o debate de questões políticas vivem apontando fisiologismo na aproximação do Partido dos Trabalhadores com bravo e combativo senador, alvo constante de difamadores e agentes a serviço de interesses escusos. A aproximação é ideológica e programática conforme provaremos abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, esse grande animal político, sabendo que a tomada de consciência geral dos trabalhadores não se dá espontaneamente sacou antes de todos o projeto humanista-revolucionário, voltado para a construção de uma sociedade igualitária e de uma democracia socialista está sendo levado a cabo há décadas no Maranhão sob a orientação abnegado patriarca da família Sarney. Se não, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem ilustrado que é, o chefe do clã, depois de estudar profundamente os grandes teóricos do socialismo chegou a mesma conclusão a que chegariam muitos anos depois grandes vultos do pensamento revolucionário tupiniquim como Vicentinho, Emir Sader, Paulinho da Força Sindical, José Genoíno, Ziraldo, Delúbio Soares, Marilena Chauí et caterva: para o Brasil se tornar um paraíso é preciso acabar com a sociedade de classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou (!) o menino Sarney com seus bigodes ainda não tão pretos, quanto os exibidos quando presidente da república: “construir uma nação que dê oportunidades iguais a todos e prover toda a população dos serviços essenciais é muito difícil, já instituir uma nação igualitariamente miserável é mole pros piratas”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1966, quando se elegeu governador do Maranhão, filhos e aliados do senador José Sarney dominam a política local, sem perder de vista o norte moral. O José Reinaldo, que se tornou adversário dos Sarney, foi eleito em 2002 pela coligação “Juntos pelo Maranhão”, cujos candidatos a senador eram os honradíssimos Edson Lobão e Roseana Sarney. E o governador Jackson Lago não esquentou o banco. Foi logo mandado para o chaveiro pelo TSE, sendo substituído pela governadora Roseana Sarney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por conta dessa velha hegemonia moral e política&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt; que o Maranhão, pelo menos até 2005, possuía 73 entre os 100 municípios mais pobres do país, 29 entre os 100 com pior IDH, 23,24% de casas com paredes não duráveis, o que garantia o primeiríssimo lugar nesses quesitos. Amargava um terceiro lugar como estado mais escuro do país e maior número de analfabetos&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 2007 o Maranhão apresentava segunda maior taxa de mortalidade infantil do país, segunda menor expectativa de vida entre os brasileiros, além da espetacular taxa de 43% de domicílios urbanos com renda per capita de até meio salário mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano teremos novos dados do IBGE para conferir o atual estado da work in progress do José Sarney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas que o Maranhão marcará novos e expressivos tentos nessa partida em que o estado dá de goleada nos demais membros da federação, graças ao abnegado esforço do senador Sarney &amp;amp; família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nossa parte só esperamos que os bravos povos do Maranhão e Amapá não abandonem José Sarney quando chamados a comparecer nas urnas para renovarem sua confiança no senador, permitindo ao mesmo dar continuidade ao brilhante trabalho desenvolvido ao longo dos anos. E espero também que venha se confirmar a posse, ainda que temporária, do&lt;br /&gt;Senador para que possamos avançar um pouco em nível nacional rumo a tão sonhada sociedade igualitária brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida alguma o Brasil saberá receber de braços abertos a volta de José Sarney à Presidência da República, afinal ele “não é um cidadão comum”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Para demonstrar o quanto o imortal da Academia Brasileira de Letras não descansa um só minuto quando o assunto é manter o Maranhão no rumo traçado lá nos idos de 1966, basta dizer que em 2005 o então governador José Reinaldo Tavares num ato impensado firmou um convênio com o Bird de US$ 30 milhões para programas de geração de renda, o que teria como consequência lógica a formação de uma reprovável sociedade capitalista e competitiva, não mais dependente de bolsas famílias e que tais. Para impedir que esse desvairado projeto fosse a frente o probo José Sarney mobilizou todas suas forças para vetar o projeto no Senado. Nem mesmo a proposta de retornar o pagamento de R$ 700.000,00 mensais ao grupo editorial dos Sarney amoleceu o coração do nobre senador. Contudo, ele não teve sucesso. Mas graças a Deus o dinheiro não foi bem aplicado e não surtiu nenhuma mudança na tradicional sociedade maranhense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. 1. Os caluniadores não param. Depois de fechado esse texto foi ventilado na grande mídia que o nome do José Sarney consta de uma lista de propinas do nefasto governador do Distrito Federal José Arruda. Impossível! Tenho certeza que tudo não passa da mais deslavada mentira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emir de Carvalho&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; “Fascinado, continuo procurando demonstrar que Brejal dos Guajas é obra sem similar na literatura de todos os tempos. Só um gênio conseguiria fazer um livro errado da primeira a última frase.” In Critica da Razão Impura ou O Primado da Ignorância, pág. 23, 2ª ed., 2002, L&amp;amp;PM.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Nossa equipe de reportagem apurou que a mãe do FHC veio à luz chorando em três idiomas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Várias pessoas foram empregadas por meio de atos secretos, pois o que interessa ao impoluto senador é ajudar ao próximo, não fazer publicidade do ato. Os verdadeiros justos praticam o bem pelo bem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Cuba ‘tá aí mesmo para nos provar o acerto da tese.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Homenagem ao deputado paulista-cearense Ciro Gomes. Ele anda precisando de um afago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8156707898122792605#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Temos um estudo em desenvolvimento no qual a literatura do senador, as teses do Erich Auerbach, especialmente Mimese, e o analfabetismo maranhense são articulados na tentativa de apreender melhor a obra sarneiana. O título provisório é “Sarney, Analfabetismo e Mimese: Um estudo de caso”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-8123058319545177241?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/8123058319545177241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=8123058319545177241' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/8123058319545177241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/8123058319545177241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2010/05/brasileiras-e-brasileiros.html' title='Brasileiras e Brasileiros'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-6187623537699516050</id><published>2008-12-13T09:33:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T03:49:22.962-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dorsal Atlântica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tortura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emir de Carvalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plágio'/><title type='text'>SIMPLISMO SEM CÉREBRO ou A LETRA DE TORTURA DA DORSAL ATLÂNTICA</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: right;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ricardo Franzin (Revista Rock Brigade) –&lt;br /&gt;Teve alguma vez em que você foi interpretado&lt;br /&gt;corretamente? Alguma vez alguém leu um negócio&lt;br /&gt;que você escreveu e entendeu [risos]?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;CARLOS LOPES – Nunca [mais risos]. Impressionante, né?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/SUP8K3q7uhI/AAAAAAAAAAk/ZFEz9C_SEUg/s1600-h/IMAGE72.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 294px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/SUP8K3q7uhI/AAAAAAAAAAk/ZFEz9C_SEUg/s320/IMAGE72.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279340451881269778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/SUP8Z2Nq_CI/AAAAAAAAAAs/uGRXoCeKrlA/s1600-h/tortura.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 224px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/SUP8Z2Nq_CI/AAAAAAAAAAs/uGRXoCeKrlA/s320/tortura.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279340709188140066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu estimado amigo Jean Marie me faz a seguinte provocação: “Que história é essa de você dizer que a música ‘&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tortura&lt;/span&gt;’ foi chupada do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Glauco Mattoso&lt;/span&gt;?”. Daqui a pouco a resposta Monsenhor Jean Marie.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes vamos a uma pequena digressão que tornará possível a compreensão do título acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista concedida à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista Rock Brigade&lt;/span&gt; publicada na edição nº 229 (08/2005) cuja íntegra está disponível &lt;a style="color: rgb(0, 0, 153);" href="http://www2.rockbrigade.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=24&amp;amp;Itemid=35"&gt;aqui&lt;/a&gt; além da sem cerimônia com que o entrevistado faz a si mesmo os mais rasgados elogios, podemos extrair do seu “pensamento” a seguinte máxima: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o simplismo com que uma letra de rock relê um livro é resultado da ação de um descerebrado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os juristas chamam isso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ratio decidendi&lt;/span&gt;, razão sobre a qual se fundamenta a decisão e de onde se extrai uma regra que deve ser aplicada a todas as situações semelhantes submetidas ao crivo do Judiciário, sacou? Mas como isso não é um tratado sobre jurisprudência nada de ocupar espaço com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;obter dictum&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de onde foi extraída essa máxima você me pergunta Jean Marie? Do trecho da referida entrevista no qual nos diz Carlos Lopes que “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quando eu ouvia Led Zeppelin, eu nunca ia imaginar que tinha coisas que eles tinham lido do Tolkien, nunca ia passar pela minha cabeça. Nunca ia imaginar que certas coisas o cara lê, é um livro maravilhoso, e relê de uma forma até rasteira. Porque letra de banda é uma coisa rasteira, uma coisa sem profundidade. ‘O templo do dragão, aí o cavaleiro levantou a espada, enfiou no rabo do dragão [risos]...’ Aí, o cara fala: ‘Eu li Tolkien e essa é a minha tradução de Tolkien’. Puta que o pariu, entendeu? Isso é ser muito sem cérebro, o cara é descerebrado&lt;/span&gt;”, pois “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;existe um simplismo nas coisas&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o Carlos Lopes se isenta dessa regra, pois acredita que “o&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; discernimento que eu (ele) tenho (tem)&lt;/span&gt;” o impediria de cometer tal desatino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que um pensamento só é válido quando pode ser universalizado. Se uma regra é criada, ou todos se submetem a ela ou não é regra. E se não é regra, não passa de um conjunto de palavras vazias. Não há letra “c” para esta questão. Ou uma. Ou outra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolvi testar a máxima do Carlos Lopes na sua própria obra, para verificar se ele tem ou não razão ao identificar simplismo descerebrado nas letras de rock que “traduzem” livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto escolhi a letra de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tortura&lt;/span&gt;, do álbum &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dividir e Conquistar&lt;/span&gt;, óbvia “tradução” (o termo é empregado no sentido que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carlos Lopes&lt;/span&gt; dá a esta palavra) do livro de bolso “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que é Tortura?&lt;/span&gt;” do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Glauco Mattoso&lt;/span&gt;, que faz parte da coleção Primeiros Passos da Nova Cultural/Brasiliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Letra De Tortura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1ª. estrofe&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Culpa, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;capuz&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;oficina&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;nudez&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Terror, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;sessão&lt;/span&gt;, porrada, &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;sevícia &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pensou em Deus, na mulher, nos filhos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ninguém vem, ninguém sabe &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecemos a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando que vamos procurar algo com relação específica a primeira estrofe. Não se relacionando a ela, iremos ignorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro começa na página 7 (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antecâmara&lt;/span&gt;). E até a página 11 não há qualquer indício de simplismo descerebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na página 12 encontramos algumas passagens que me causaram a impressão de que a primeira estrofe é um fichamento de livro, tal qual é feito quando se coleta dados para estudo. Vejamos: “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para que o ambiente seja estranho ao máximo, é preciso que você não saiba exatamente onde está.&lt;/span&gt;” (pág. 12) “(...) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;às vezes até durante a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;sessão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;, às vezes só até chegar à &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;oficina&lt;/span&gt;.” (pág. 12) “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chegamos então à oficina, isto é, o local de trabalho.&lt;/span&gt;” (pág. 12) O mesmo ocorre com as duas páginas seguintes: “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Já pôs seu&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;capuz&lt;/span&gt;? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Claro, e cobrindo o que estava descoberto, automaticamente você terá que despir o que estava vestido. A &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 51, 204);"&gt;nudez&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; é o segundo fator comum.&lt;/span&gt;” (pág. 13) "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O mero ato de mostrar a você toda a parafernália de ferramentas levava o nome de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;territio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;, isto é, apavoramento.&lt;/span&gt;” (pág. 14) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Entretanto, ninguém quer acabar com você. Isto é só o começo, mas nos depoimentos vai aparecer sob a denominação genérica de ‘&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;espancamento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;’ ou ‘&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204); font-weight: bold;"&gt;sevícias&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;’ (...)”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras foram pinçadas aqui e ali. Nada que vincule a tortura do Carlos à do Glauco. Será que estou forçando a mão ao tentar vincular torturas de diferentes graus de eficácia? Afinal houve ou não com a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tortura&lt;/span&gt; da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dorsal&lt;/span&gt; o mesmo fenômeno do “simplismo descerebrado” detectado pelo Carlão no&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; Led Zeppelin&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente os próximos capítulos da nossa eletrizante aventura intelectual (Ha! Ha! Ha! Royalties para Hélio Fernandes) poderá esclarecer essa dúvida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;2ª. estrofe&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Todos que suportaram a tortura mentem &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;E os que não puderam suportar mentem também &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;O medo da dor é mais forte que a própria dor &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Tortura não passa de um ato sexual &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ih! Aqui a coisa começa a ficar feia para o entrevistado. Se não, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas páginas 07/08 lemos a frase do jurista latino Hugo Grotius “&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;os que suportaram a tortura mentem, e os que não puderam suportá-la mentem também.&lt;/span&gt;” Bem parecidinha com os versos do nosso poeta, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não paremos por aí. Vamos seguindo na leitura do livrinho do Glauco. Epa! Mas o que é isso aqui na página 13? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Se, como diz o ditado, o melhor da festa é esperar por ela,&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;na tortura o medo da dor é mais forte que a própria&lt;/span&gt; (...)” Uai? Será que já não li algo parecido por aí? Será que o Carlos Lopes está mesmo certo sobre o “simplismo descerebrado”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu achar mais algumas passagens com esse nível de coincidência entre os textos, penso que o Carlão poderá se gabar de ter sido a Dorsal vanguardista (termo que ele adora) também na arte do control C + control V. E eles eram tão pra frentex que faziam isso numa época em que  computador pessoal era coisa de milhonários! Ou seja, provavelmente nosso herói nem possuia um. Mas gênio que é gênio não liga pra essas coisas, né não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada de julgamentos precipitados meninos! Evidências! Queremos evidências!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estou na página 33 do &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"O que é Tortura?&lt;/span&gt;" E até agora nada! Realmente tudo não deve ter passado de um mal entendido. Sigamos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;adelante&lt;/span&gt;. O livro é pequeno; no entanto, mal começo a página 34 e não é que lá está escrito que “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ainda que nem sempre seja fisicamente sexual para o torturado&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;toda&lt;/span&gt; tortura não passa de um ato sexual&lt;/span&gt;”?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coisa feia, Carlinhos!!! Seguindo a risca o ditado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;que quem não cola não sai da escola&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada para respirar. Beber uma água, fumar um cigarrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descansaram? Então, hora de partir. Embarquem todos: rumo à terceira estrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3ª estrofe&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Tormentum, &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;ignis&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;famis&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;sitis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O carrasco espera, sorri, demora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A pele do lobo como a pele do cordeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E ninguém vence durante o tempo todo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estávamos mesmo? Ah, sim! Lembrei. Página 34. Seguimos: 35, nada. 36, nada. 37, nada. 38, n... epa! Que é isso?!? Aí não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a palavra o Duque Glauco Mattoso: “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os romanos empregavam o fogo&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;tormentum&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; ignis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;), &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a fome&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;tormentum &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;famis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;),&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; a sede&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;tormentum&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; sitis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;) (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui eu joguei o chapéu. Vou parar antes que eu acabe chegando à conclusão que a letra de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tortura&lt;/span&gt;, mais que um simplismo descerebrado, é uma redação ginasiana de escola de palafita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ACM (Rock Brigade) – E qual seria a solução nesse caso: nivelar por baixo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carlos Lopes – Não tem solução... A evolução foi muito rápida. Eu vivia em cinema de arte, eu li uns calhamaços, li todos os Machado de Assis, eu começava a ler livro em inglês, aquela loucura... E eu tocando hardcore. Então, comecei a ver que eu era um estranho no ninho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Carlão: baixa a bola, moleque! Vai por mim. Curto seu trabalho. Até mais ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*********&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mudando de assunto, que tal mais notícias do nosso amado Brazil?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o Brazil continua nos orgulhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em matéria publicada no dia 11/12/2008, sob o título de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"PF acha material pornográfico em equipamentos da ABIN"&lt;/span&gt; do jornalista Fausto Macedo, ficamos sabendo que “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;‘Farta quantidade de arquivos de conteúdo pornográfico’ é o que os peritos da Polícia Federal encontraram entre os registros secretos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).&lt;/span&gt;” E que “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma cópia está em poder do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência. Outra na mesa do general Jorge Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, ao qual está afeta a Inteligência do Brasil.&lt;/span&gt;” Com os nomes sugestivos de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Boqueteira", "Ninfeta que você nunca viu" e "Jussara" (...) rotulados estratégicos&lt;/span&gt;” foram  o “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;que os peritos identificaram na CPU HP DX5150 MT, patrimônio Abin 89408, lacrado sob número 012545.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvido que a Cia ou qualquer órgão de inteligência do mundo trabalhe com tanto afinco como os agentes na nossa gloriosa ABIN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emir de Carvalho&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-6187623537699516050?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/6187623537699516050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=6187623537699516050' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6187623537699516050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6187623537699516050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/12/ricardo-franzin-revista-rock-brigade.html' title='SIMPLISMO SEM CÉREBRO ou A LETRA DE TORTURA DA DORSAL ATLÂNTICA'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_0De7hJwyE80/SUP8K3q7uhI/AAAAAAAAAAk/ZFEz9C_SEUg/s72-c/IMAGE72.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-6357529195283848459</id><published>2008-11-18T13:03:00.000-08:00</published><updated>2012-01-02T16:33:28.592-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dorsal Atlântica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Picaretagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emir de Carvalho'/><title type='text'>MEU BRAZIL BRASILEIRO ou a estória da Dorsal Atlântica</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/smarttagtype&gt;&lt;smarttagtype name="metricconverter" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/smarttagtype&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} a:link, span.MsoHyperlink  {color:blue;  text-decoration:underline;  text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed  {color:purple;  text-decoration:underline;  text-underline:single;} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Recentemente um amigo andou comentando comigo alguns fatos que ele considera descabidos. Seriam sinais da degradação da sociedade moderna ou coisa que o valha. Para tanto falou da política anti-tabagismo da Holanda, onde não se pode fumar em bares e restaurantes um cigarro desses que a Souza Cruz produz, mas pode-se meter fogo num baseadão à vontade. Desde que, obviamente, se trate de maconha, porque afinal tem que haver disciplina nesta porra!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Tentando me convencer das excentricidades legiferantes (ah, como é gostoso por pedra no caminho do leitor!) da “vanguardista” Holanda, ainda me enviou um &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081103_bordel_deficientes_dg.shtml" style="color: #3366ff;"&gt;link&lt;/a&gt; no qual continha uma reportagem sobre a construção de motel destinado aos deficientes físicos daquele país, bem como a reivindicação da Federação Nacional de Deficientes Físicos holandesa para que o estado reembolsasse o valor gasto pelos deficientes na contratação das profissionais do sexo. Uma espécie de “Bolsa Piço”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Como eu, infelizmente, não tenho mais a idade dele (18 anos), já não me espanto mais com essas coisas. Fiquei quietinho pensando “nunca país algum conseguirá superar o nosso amado Brasil em matéria de extravagâncias”. Quando não são criadas leis absurdas a criatividade popular se encarrega de inscrever nossa marca originalíssima no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Lendo o jornal &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;O Globo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; edição nº 27.494 de 18 de novembro de 2008, na página 14, seção RIO, no canto inferior direito, num trecho da reportagem com o título “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;PM encontra &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;metricconverter productid="500 Kg" st="on" style="font-weight: bold;"&gt;500 Kg&lt;/metricconverter&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt; de maconha – Quadrilha da Favela do Jacarezinho também tinha fuzis e granadas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;”, podemos ler que “(...) No entanto, o que chamou atenção dos policiais foram duas máquinas de cartões de crédito. Estes equipamentos, segundo os policiais, podem estar sendo usados pelos traficantes para vender drogas a prazo.(...)”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Leiam de novo e me digam: algum país da galáxia (hoje vou falar &lt;i&gt;ingal &lt;/i&gt;o Lula) oferece tamanha facilidade? Ficar doidão hoje e só pagar mês que vem? Duvido! A Holanda pode ficar puta nas calças, mas nunca na história da humanidade vai conseguir ser mais bisonha que a gente! Nóis é pobre, mas é foda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;E olha que nem vou comentar o fato de que somente as máquinas de cartão de crédito chamaram atenção dos policiais, porque senão seria covardia. Ou será que vocês conhecem outro país no universo (eta nóis!) no qual a polícia acha normal apreender droga, fuzil e granada? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Só aqui meus caros. Mais uma vez a Europa se curva diante de nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;* * * * * * * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;E ainda temos um jeitinho todo especial de escrever nossa história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Vejamos um exemplo pego ao acaso. Podia ser qualquer outro. Mas acabei ficando com esse por dois motivos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;1º. De medalhão todo mundo fala. Para ganhar alguma “respeitabilidade”, mesmo que seja entre pessoas que não mereçam nenhum respeito, é só falar mal de cara bem sucedido. Mesmo que seja infundada a crítica. A patuléia adora falar mal de gente que se dá bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;2º. O caboclo em questão, de quem até curto uma coisa ou outra, fica posando de intelectual do rock (sei que é uma contradição em termos, mas fazer o quê?). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Pois vamos ao caso. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Carlos Lopes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; escreveu um livro intitulado "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Guerrilha! A história da Dorsal Atlântica"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; (editora beat press, 1999), modestamente apresentado pelo autor com estas humildes palavras: “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;depois deste livro, você nunca mais será o mesmo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;”, pois a “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;incompreendida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;” &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Dorsal Atlântica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; é a “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;representante-mor de algo que se cogitou chamar idealismo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;‘Tá certo, sei que ninguém leu. Mas talvez por isso mesmo é considerado um bom livro. Feita a fama, o cara deita na cama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Como diz o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Glauco Mattoso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; (de quem foi inteiramente chupada a letra de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Tortura&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; do LP &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Dividir e Conquistar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;) em terra de cego quem tem um olho é Camões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A partir dessa semana, sempre que tiver saco vou apontar erros pontuais, distorções, adulterações ou interpretação equivocadas do autor para embelezar sua “história”. Todas as condutas tipicamente brasileiras. Não nos enganemos. Os erros dele são os nossos. Todos brasileiros somos assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;No capítulo 8, página 43, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Carlos Lopes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; escreve que “não existiam rodas de pogo no meio do metal nessa época, porque também não havia sido feito a outra conexão, muito importante para a Dorsal, que foi a colaboração com a banda punk carioca &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;DESORDEIROS&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;, que nos ‘levou’ para o subúrbio, para juntos, em 84, fazermos o primeiro show unindo as duas tribos no Brasil. O fato foi documentado pela socióloga Janice Caiafa em seu livro &lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Movimento Punk na Cidade&lt;/span&gt;. &lt;/i&gt;O pessoal do metal agitava batendo as cabeças (outro exagero muito engraçado era quando alguns enfiavam a cabeça dentro das caixas do P.A.!) ou levantando os punhos, e os punks pogavam, mas somente em 86 houve a ‘unificação das tribos’ que teve no LP &lt;i style="font-weight: bold;"&gt;ANTES DO FIM &lt;/i&gt;o seu sustentáculo.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Lendo esse trecho somos levados a acreditar que a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Dorsal Atlântica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;, ou não seria melhor dizer &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Carlos Lopes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; foi o responsável pelo feito de unir as tribos punk &amp;amp; metal com seu pioneirismo, num show que agradou aos &lt;i&gt;bangers &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;punks&lt;/i&gt; presentes show. Fusão essa, que dois anos depois, teria sua expressão musical registrada num LP da própria &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Dorsal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Entre essas duas informações, malandramente, como quem não quer nada, o autor salpica lá que tudo isso foi registrado em livro por uma socióloga, que, pelo ofício, se presume ser alguém respeitável, ainda mais se publicado em livro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Pois sendo a ênfase do texto no “fato histórico” e no “pioneirismo” da banda a menção ao livro só entra para dar maior credibilidade à “informação” apresentada. Mas se muito poucos leram &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Guerrilha!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;, quantos terão ido conferir no &lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Movimento Punk na Cidade&lt;/i&gt; o que estava realmente “documentado pela socióloga”?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Bem, como eu havia lido o livro da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Janice Caiafa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; (que é chatíssimo) bem antes do livro do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Carlos Lopes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; ser escrito, achei que algo não batia bem naquilo lá e fui checar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Para que não restem dúvidas, esclareço que a minha edição do &lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Movimento Punk na Cidade&lt;/i&gt; é de 1985, primeira edição, Jorge Zahar Editor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;É no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Capítulo XVIII – HEAVY METAL E HEADBANGER&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;, que a autora descreve o show que uniu os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;punks&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bangers&lt;/span&gt; desse modo “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;22 de setembro de 1984. Sábado. (...) Perto do palco agora, olho mais ainda tentando ver os punks. Punk nenhum&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;.” (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;página 130&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;). Depois de muito procurar “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;conto meticulosamente os punks, na sala que aprendi a conhecer na escuridão: são 12. E quanto aos heavys? Cem, provavelmente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;” (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;página 131&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Ou seja, a união entre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-style: italic;"&gt;bangers&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-style: italic;"&gt;punks&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; que o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Carlos Lopes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; nos conta ocorreu sem a participação dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-style: italic;"&gt;punks&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;. E nem se pode colocar em cheque a credibilidade da autora sobre o fato, já que é o próprio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Carlos Lopes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; que a cita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Especificamente sobre a aproximação dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-style: italic;"&gt;punks&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-style: italic;"&gt;bangers&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Janice Caiafa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; diz: “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;e não era uma proximidade o que estava acontecendo? Lá estavam juntas as bandas hard-core e as bandas heavy-metal, no mesmo show. Sendo que não havia nenhum equilíbrio: a platéia não era mais os punks, era completamente heavy-metal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;”. (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;página 134&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Por fim a autora, na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;página 135&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;, depois de relatar que “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;o vocal da Dorsal Atlântica disse ao microfone nesse show: ‘Vamos nos unir todos, punks e heavys.’&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;”, ironiza: “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Que punks?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;” (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;página 135&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Assim é contada a saga da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Dorsal Atlântica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;. Sem apego a verdade dos fatos, omitindo o que não interessa, citando obras de modo equivocado etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Do mesmo modo é escrita a “história” do Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Ah, e para terminar, gostaria de esclarecer que a “socióloga” na verdade é graduada em psicologia e pós-graduada &lt;personname productid="em antropologia. Currículo Lattes" st="on"&gt;em antropologia. Nem nisso ele acertou. Currículo Lattes&lt;/personname&gt; da moça &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4781143J2" style="color: #3333ff;"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Emir de Carvalho &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;P.S.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; Sei que se trata de um evento lateral na história, de importância nenhuma para a historiografia brasileira. Um livro marginal de um autor idem sobre uma banda igualmente desimportante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Mas é que o livro acaba sendo uma síntese, num plano menor, de uma prática bem nossa que consiste mais ou menos no seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Elaboramos um projeto. Levamos a cabo. Mas se não obtemos amplo reconhecimento, logicamente não foi por falta de competência ou alguma deficiência ou falha nossa. Foi incapacidade dos outros de compreender a grandiosidade e genialidade do projeto. E justificamos nosso fracasso concluindo que não podia ser diferente, afinal todo gênio é incompreendido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;No livro do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Joaquim Ferreira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Feliz 1958, O Ano Que Não Devia Acabar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;” (ótimo por sinal) ele cita uma frase do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Max Nunes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; que ilustra bem esse fato. Como não estou com o livro na mão, vai de memória: “Como dizem que todo gênio é incompreendido, no Brasil basta não ser compreendido para se achar um gênio”. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: courier new; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;P.S.2&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; Até curto a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Dorsal Atlântica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt; de quem possuo alguns CDs. Só não posso concordar com essa genialidade que é atribuída ao &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;Carlos Lopes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;, com plena concordância do próprio. Aí é demais! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-6357529195283848459?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/6357529195283848459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=6357529195283848459' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6357529195283848459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6357529195283848459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/11/meu-brazil-brasileiro.html' title='MEU BRAZIL BRASILEIRO ou a estória da Dorsal Atlântica'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-8609881554052930730</id><published>2008-11-15T16:09:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T16:13:48.987-08:00</updated><title type='text'>CHEGA DE SAUDADE DA BOSSA NOVA</title><content type='html'>A respeito dessa encheção de saco sobre a comemoração dos 50 anos da bossa nova, pergunto: qual o legado musical importante, hoje, em 2008, deixado por essa turma? O cd novo do ultra-cabeça Marcelo Camelo? Puta merda, que bosta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não curto essa merda de banquinho e violão e odeio os que se dizem “influenciados por João Gilberto”. Um bando de chatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se deve haver lembranças musicais  sobre o ano de 1958, considero mais relevantes  as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ano, com o ingresso de Elvis, no auge do sucesso, nas forças armadas Jerry Lee Lewis passa a ser o candidato natural para seu posto, rebelde, carismático... e branco. Seu apelo ao público era proporcional ao seu ego e Great Balls Of Fire rapidamente se tornou o sucesso do ano. Ainda em 1958  Chuck Berry lança dois dos maiores clássicos do rock de todos os tempos, Sweet Little Sixteen (sim, sobre garotas púberes adolescentes) e Johnny B. Goode. Yeeeaaarr! Roooqueeenrôuu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bossa nova é o caralho! O preto-velho-barreiro Chuck Berry é que tem que receber todos aplausos. Vivão e tocando até hoje! Yeeeaaarr! Roooqueeenrôuu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps&gt;   Eu e o meu dileto amigo Emir de Carvalho tivemos o privilégio de aplaudir pessoalmente, no dia 17 Junho de 2008, na casa de shows Vivo Rio, a lenda  Chuck Berry !  Yeeeaaarr! Roooqueeenrôuu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal aí, pra quem não foi  lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, então, uma letra que fiz em homenagem para esses comemoráveis cinqüenta anos  do rock’n roll. Yeeeaaarr! Roooqueeenrôuu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROCK DE UMA NOTA SÓ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui este roquinho feito numa nota só&lt;br /&gt;Nenhuma outra nota vai entrar e base é uma só&lt;br /&gt;Esta outra é indecência,  é  que eu acho bem maneiro&lt;br /&gt;Essa é  a conseqüência inevitável de um roqueiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom roqueiro é aquele que não é “influenciado”&lt;br /&gt;Apenas pega a guitarra  e faz um som pauleira bem pesado&lt;br /&gt;Banquinho e violão é coisa de intelectual viado&lt;br /&gt;bicha, pederasta, sapatona, cabra safado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltei  pra minha nota como eu volto pra minha mina&lt;br /&gt;Ela senta na minha pica, rebola e empina&lt;br /&gt;Vou contar com uma nota como eu gosto de  trepar&lt;br /&gt;Mi em cima de si sem dó até ralá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yeeeaaarr! Roooqueeenrôuu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo Sader&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yeeeaaarr! Roooqueeenrôuu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-8609881554052930730?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/8609881554052930730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=8609881554052930730' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/8609881554052930730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/8609881554052930730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/11/chega-de-saudade-da-bossa-nova.html' title='CHEGA DE SAUDADE DA BOSSA NOVA'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-2547522799811102489</id><published>2008-11-11T19:05:00.000-08:00</published><updated>2008-11-11T19:11:25.478-08:00</updated><title type='text'>ALTER EGO DE OLAVO SADER</title><content type='html'>Meninos e meninas, caso queiram saber mais sobre a desinteressante vida do homem que se esconde sobre a alcunha de Olavo Sader, acessem o blog&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://autobiografiadeummerda.blogspot.com/"&gt;http://autobiografiadeummerda.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Os mais assíduos perceberão que transmutei alguns posts daqui pra lá, mas, foda-se! Leiam novamente!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo Sader&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-2547522799811102489?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/2547522799811102489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=2547522799811102489' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/2547522799811102489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/2547522799811102489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/11/alter-ego-de-olavo-sader.html' title='ALTER EGO DE OLAVO SADER'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-6877419850640100423</id><published>2008-10-29T05:45:00.000-07:00</published><updated>2008-12-18T03:52:07.333-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soneto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inutilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emir de Carvalho'/><title type='text'>VIVA A POESIA!!!</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Bem, amigos dos Bacharéis em Baixaria, após uma temporada no recanto das musas Clio, Euterpe, Tália, Melpômene, Terpsícore, Érato, Polímnia, Urânia e Calíope, todas devidamente comidas, retorno de um surto poético que me acometeu depois da leitura de inúmeros blogs de poesia, além das obras poéticas de Élson Fróes, Leminsk, Fernando Rodrigues (professor de filosofia no IFCS UFRJ), Viviane Mosé, Michel Melamed, Fausto Fawcett e especialmente J. M. Estrela (proprietário da livraria Camões, localizada no Largo da Carioca) com seu &lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Carretel de Letras&lt;/i&gt;. Claro que muitos outros grandes poetas da língua portuguesa me influenciaram, mas  os nomes acimas estão entre os mais representativos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Uma verdadeira epifania foi vivida por este mais novo poeta brasileiro. Num jorro me saíram 48 (quarenta e oito) sonetos. Camonianos, decassilábicos, heróicos. Em breve serão publicados. A Real Academia Sueca pode ir assinando o cheque de US$ 1,000,000, pois em 2009 o Nobel de literatura já tem dono. O Jabuti eu deixo para qualquer um dos ilustres poetas citados acima. Não me interessa.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Escolhi o soneto de número 19 para ser postado aqui. Poderia ser qualquer outro. Todos são páreo para a atual poesia brasileira. Como no caso dos insignes poetas (e agora colegas de ofício) citados acima meus poemas tem o mesmo rigor de construção, a mesma qualidade poética, o mesmo conteúdo arrebatador. Humildemente, como meus pares de poesia, admito que meus poemas são foda!!!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Um petisco à guisa de demonstração do saboroso bródio poético que será servido em breve:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;SONETO 19&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Bumbum praticumbum prugurundum&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Pelé, Dedé, Mussum, José Mojica&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Marins, Zeca, Cartola, Dona Zica&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Pará parapapá ziriguidum&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Exciter, Nile, Torture, Burzum&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Passeio pela praça de Benfica&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Vestindo uma roupa na estica&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;The Haunted, Azaghal, do Bode o pum&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Queimando, expelido pelo cu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Inspira delicado meninote&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Poeta flamenguista urubu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Mistura Mano Brow com Dom Quixote&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Metralhas, Tio Patinhas, Brucutu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial; font-weight: bold;"&gt;Cai fora viadinho! Não me fode!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Emir de Carvalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-6877419850640100423?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/6877419850640100423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=6877419850640100423' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6877419850640100423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6877419850640100423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/10/viva-poesia.html' title='VIVA A POESIA!!!'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-3407986372200893194</id><published>2008-10-26T06:17:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T06:22:05.197-07:00</updated><title type='text'>Momento Cultural</title><content type='html'>Resenha de um livro de uma amiga que está pra sair. Eu li os originais e digo: é do caralho! Comprem e leiam meninos e meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Olavo Sader&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Clockwork Orange sul-fluminense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23/10/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da sucursal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Iolanda Greyck&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1985, na novela Ti Ti Ti ( aquela dos costureiros Victor Valentin e Jacques Léclair) a personagem Eduarda ( Betty Gofman) vira punk / dark e entra para uma gangue, a Turma da Lazinha. Nessa gangue todo mundo era meio punk, meio dark e ninguém tomava banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma inocente e pueril novela da Rede Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, um grupo de rapazes, autodenominados também de “Turma da Lazinha” , saía  às ruas da pacata cidade de Barra do Piraí, interior do Estado do Rio de Janeiro, com um único propósito: arrumar briga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pancadarias, linchamentos, dilacerações, fichas na polícia, prisões, hospitalizações e até mortes marcaram as ações dessa gangue nada Global ou  inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é morador dessa cidadezinha e tem hoje, passados mais de 20 anos, idade acima de 50, 55 anos vai, provavelmente, dizer;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Nunca houve uma gangue aqui assim! Como é que aconteceu na minha cidade e eu não fiquei sabendo?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo engano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A temível Turma da Lazinha existiu sim e aterrorizou quem na época tinha idade entre 15 e 25 anos: a garotada que saía da escola, os freqüentadores do Waldo Dicotheque, do bar calçadão, do extinto Cine Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         De posse dessas preciosas informações, a jornalista carioca Maria Lucia Camargo passou três meses nesta cidade com o propósito de investigar minunciosamente as ações desse nefasto grupo. Foram colhidos vários depoimentos dos envolvidos e entrevistas com os parentes dos, então, delinqüentes. Todas essas informações acabaram dando origem ao livro “Lazinha: quando a barra era pesada – histórias de violência e pancadaria de uma gangue que aterrorizou a pacata cidade de Barra do Piraí nos anos 80”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler o livro, bastante investigativo e impactante, ficamos imediatamente estarrecidos com o poder brutal dessa gangue do interior do Rio de Janeiro . Maria Lucia Camargo nos deixa tensos durante toda a leitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relatos de policiais civis e militares envolvidos, registros na polícia, registros nos hospitais, recortes de jornais da época, entrevistas com os ex-membros da gangue e com os pais e mães dos delinqüentes, costurados pela escrita fluida e intensa da autora, resultam num primoroso livro onde a investigação sobre a violência juvenil é o mote principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Alguns depoimentos, como os de “Toninho”, ex-membro de uma gangue rival, a “Turma do Chalet”, nos faz ter idéia do tom do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;“ O bicho pegava mermão! Nessa época bicho pegava feio! Era trinta contra trinta. Quando a galera do Chalet batia de frente com a da Lazinha, o tempo fechava. Só tô vivo hoje, com meus 42 anos, porque dei sorte quando a Lazinha me pegou de porrada. Me detonaram de cacete mas acharam que eu tava morto e me deixaram caído estatelado no chão. Tomei chute de botina de biqueira de aço na cara, chute no saco, paulada na costela, jogavam cachaça nas feridas que iam abrindo no meu rosto e doía mais ainda.Tive meu pé esquerdo quebrado por um paralelepípedo jogado de quina no meu tornozelo. Fiquei detonado. To aleijado até hoje. Os caras eram cruéis. Cruéis mesmo. Quem tivesse no caminho deles ia se dar mal, como eu me dei&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          “Russo”, no capítulo “Vítimas do Ódio”, relata que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt; Porra! Os caras baixavam o pau a troco de nada! Apanhei, só porque eu tinha uma namorada no bairro que eles se reuniam. Numa noite, vindo da casa dela,  dei de cara com a galera da Lazinha. Dei mole. Ao invés de dar meia volta, continuei andando na direção deles e , naquela de não querer botar a viola no saco, entrei numa de bater boca e, ironia do trocadilho, bateram muito, muito mesmo, na minha boca. Socaram uma barra de ferro bem no meio dos meus dentes. Quebrou todos os da frente na hora. E continuaram batendo: pisão na cabeça, pontapé na costela e o caralho. Me viraram do avesso.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No capítulo “Iniciação”, o ex-membro  e um dos fundadores da Lazinha, Sérgio ( nome fictício), hoje um respeitado pai de família de 44 anos, dá em mínimos detalhes preciosas informações  sobre o ritual de iniciação aos que quisessem, na época, entrar para a gangue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ &lt;em&gt;Não era mole não. Tinha que ter disposição pra passar no teste de iniciação e ser aceito na Lazinha. Assim que  o camarada se apresentava dizendo que queria participar do grupo a gente o levava pro QG e começava o que a gente chamava de “A sabatina”. A gente metia no talo um  Black Sabbath  no toca-fitas, pra abafar os gritos,  e tocava a porrada no calouro: surra de toalha molhada, telefone, corredor polonês, afogamento, cigarro aceso na língua e, com a língua queimada de cigarro,  o camarada tinha que limpar os nossos pisantes, A gente escarrava, aquele escarro verde fedorento no nosso tênis e o calouro tinha que lamber tênis por tênis sujo de bosta de cachorro, catarro e lama.  Se passasse por isso, tava no grupo. &lt;br /&gt;         Motivo? A gente não tinha motivo nenhum. Era  a porrada pela porrada. A gente também  não tinha fins lucrativos nenhum, não éramos racistas nem anti-racistas, éramos democráticos: baixávamos a porrada em todo mundo, sem distinção de credo, cor, classe social ou partido político. Nossa idéia era botar moral mesmo. Sermos respeitados pela região. E éramos. Nós contabilizamos, na época, que cada um de nós comia mais ou menos umas dez mulheres diferentes por semana. As menininhas ficavam em cima. Era status ser comida por um de nós. E comíamos, é claro. Às vezes umas mais doidas entravam numa de serem comidas por todos. E a gente topava. Se tinha consentimento, a gente topava. Porque estupro nunca rolou não. E essas minas mais ninfomaníacas saíam de lá toda arregaçada e felizes da vida com mais de vinte pirus passados pela buceta e pelo cu. Coisa de doido, né? De doida, melhor dizendo&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         No depoimento de outro ex-membro, o Tuca ( nome fictício), a relação da gangue com as drogas é descrita em detalhes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         “ &lt;em&gt;Não tinha esse lance de droga pesada não. Só um bagulhinho e uma brizolinha de vez em quando. Ahh.. brizola era o nome que se dava na época pra cocaína. Tinham uns que cheiravam lança perfume e loló, mas não era a minha não, me dava uma puta dor de cabeça. Birita a rapaziava biritava direto, era cinco, dez litros de pinga numa noite só. A gente bebia e saía pra night pra tocar horror. E treta com a polícia rolou algumas vezes, mas nada sério não. Se eu te falar que tinha até meganha na Lazinha, cê não ia acreditar. Na boa.  Policial que, nas horas vagas, gostava de uma diversão. Tinha neguinho de tudo quanto era idade e classe social: crioulo do morro misturado com playboy que se misturava com moleque adolescente e com a galera mais cascuda de 25, trinta anos, com trabalhador. Mistureba geral. E doideira geral. E porrada geral.(...)”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber mais ? bateu uma fome de conhecer o livro? Semana que vem já está nas livrarias o  magnífico livro “Lazinha: quando a barra era pesada – histórias de violência e pancadaria de uma gangue que aterrorizou a pacata cidade de Barra do Piraí nos anos 80.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tem que ter estômago. E estômago forte, permanentemente  embrulhado pelas minunciosas histórias  de extrema violência, nessa espécie de Laranja Mecânica Tupiniquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porrada. Uma porrada na boca ( do estômago).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-3407986372200893194?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/3407986372200893194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=3407986372200893194' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/3407986372200893194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/3407986372200893194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/10/momento-cultural.html' title='Momento Cultural'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-4729040745702839740</id><published>2008-10-10T10:39:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T10:41:35.715-07:00</updated><title type='text'>CHUTANDO CACHORRO MORTO?</title><content type='html'>Mais um texto fodão do Sebastião Nestunes ( ou Sebastião Nunes, ou Sebunes Nastião)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Leitores de Machado de Assis entusiasmadíssimos com sua obra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje os folhetins estão nas novelas de TV, onde se trepa (pelo menos tentam) o tempo todo. Quem não trepa na frente do telespectador trepa antes ou depois do capítulo. Até dá pra saber se foi antes ou depois, pela intensidade dos beijos dos atores. Aqueles de arrancar beiços revelam que ainda não, vai ser depois. Os meio murchos, de boca mole, declaram em altos brados que já era. A comida foi antes e os atores já andam a meio pau. Tudo isso porque fiquei pensando na chusma de "estudiosos" universitários que escrevem, escreveram e escreverão teses e mais teses sobre o marido de Dona Carolina. Se a gente dobrar a esquina leterária, vai ver que a coisa é um formigueiro. Carlos Drummão de Andrade já deve ter contabilizado 12.222 teses; Cecília Meirinha, umas 6.666; Jorge de Limão, outras 3.333; Só Macu, o impávido colosso de Mario d'Andrade, cerca de 1.666,5; Castr'Alves, o vate mulherengo, 24.444 trambolhos; até os tropicalistas, depois que deixaram de ser olhados com olho de mau agouro e Gil virou ministro, já renderam 2.222 estudos. Que significa isso? Significa que a universidade é um enorme vespeiro de trançar e cruzar referências, de preferência conservadas no formol do dejavismo e nos perfumes da falta de ousadia. Pegue você um autor fora da linha, desses que descarrilam se o vento sopra, dos que lambem chulé e cheiram meia sebenta (Glauco Mattoso serve bem de exemplo), ou dos que sabem que mãe é santa mas também trepa, que todo pai dá em cima das vizinhas mais fofinhas, que as tias chupam escondido os sobrinhos de seis anos - e vê lá se merecem uma linhazinha só dos universitários grimpados nos cumes da sapiência. Nécaras! Ficam nos luminares estelares dos caralhes (marmóreos) lá deles. Escrevo esse lero-lero - e já encerro - pensando que a literatura atual, principalmente em prosa, é feita de baixaria, como a vida que vivemos diuturnamente, nas ruas, nas vielas, nas passarelas e nos puteiros de centrão e de subúrbio, quando não são puteiros ali bem refestelados nos salões de 333 metros quadrados de apês dos Jardins ou do Lebrão. Então me pergunto: quando tais escritores, que mais parecem tarados escumando perdigotos, irão merecer que castos(as) donzéis(elas) de letras escorreitas se debrucem sobre eles? Núncaras! E assim mais se escancara o abismo entre vida, escrita (ou escritura, como eles mesmos gostam) e universitários estudiosos de alto coturno. Como aliás eu nem queria demonstrar, mas fica enfim demonstrado: literatura não tem nada com universidade. Muito antes pelo contrário, como dizia Maria Antonieta d'Alkmin, tomando conta de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-4729040745702839740?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/4729040745702839740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=4729040745702839740' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/4729040745702839740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/4729040745702839740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/10/chutando-cachorro-morto.html' title='CHUTANDO CACHORRO MORTO?'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-2439926976310940285</id><published>2008-10-05T06:13:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T06:15:33.977-07:00</updated><title type='text'>A VOZ DO POVO</title><content type='html'>Olá Bacharéis em Baixaria,            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Gostaria de desabafar com vocês um problema sério que passei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Quis candidatar-me  a uma vaga de vereador na minha cidade e tive dificuldades para conseguir levar o projeto adiante. Criei um nome bem impactante para usar na campanha, e já tinha até o slogan:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Para Vereador, Fernandes Honesto. Roubando com honestidade!".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fernandes Honesto é o único candidato que cumpre o que promete:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Prometo, se eleito, participar de todas as mamatas, compras sem licitações, negociatas, desvios, falcatruas, roubos, canalhices, mentiras, sujeiras, corrupções, superfaturamentos....E se eu não cumprir o prometido, podem mandar me prender !&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Minha proposta de governo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Fernandes exercerá seu mandato :- “No dia da minha posse, jurarei descumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal (a Lei Maior do Município), não observar as leis, não desempenhar o mandato e trabalhar pelo regresso do Município e o mal estar do  povo . ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Função Legislativa - “Elaborarei leis esdrúxulas e  desnecessárias , votarei sem analisar os projetos de lei enviados pelo prefeito. Proporei projetos que impliquem em criação de novas despesas para o município, facilitando o desvio de verbas. Não participarei das votações e discussões em plenário - onde são travados os grandes debates -, nem me posicionarei politicamente, fugindo de pronunciamentos. Serei tão ordinário que nunca participarei de  sessões Ordinárias nem Extraordinárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Função Fiscalizadora – “Não fiscalizarei e nem controlarei os atos do Executivo (prefeitos e secretários municipais). Ao julgar as contas do prefeito; não encaminharei nenhum pedido de informação sobre a administração municipal ,quando alguma ação do prefeito não tiver sido devidamente divulgada. Em caso de suspeitas de irregularidades não criarei Comissões de Inquéritos para apuração dos fatos ,em troca de favores com o prefeito. Sairei de sintonia com seus Dirigentes, Lideranças e Correligionários do meu partido, faltarei à Reuniões de bancada, de diretório e mesmo de discussão de estratégias.Contrariarei o regimento interno. Participarei  de todas as negociatas. Sabem o que é negociata ? É todo bom negócio para o qual ainda não fomos convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Função Judiciária – “Ao  exercer a função judiciária num eventual  processo ao prefeito e os secretários, farei vista grossa, omitindo, burlando e falsificando informações para assim inverter a situação, tornando-o um mártir injustiçado.Ao perguntarem-me sobre as Moções ( Proposição Legislativa pelo qual o Vereador expressa seu Reconhecimento, Congratulação, Louvor, Pesar ou Repúdio). Direi que moção pra mim é “Moça Grande”. E fim de papo !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Função de Assessoramento -   “As medidas de  interesse público  que a mim forem designadas para encaminhamento ao prefeito, como; obras , construção ou reformas de ruas, limpeza de vias públicas, melhorias dos serviços de saúde, serão cuidadosamente jogadas na lata de lixo, sendo substituídas por outras , que , mesmo não sendo de interesse público, serão somente do meu interesse .Serei o elo partido  entre o Governo e o Povo. As minhas Cartas Abertas (informar sobre os Atos e Projetos do Vereador.) à população  serão mais fechadas do que mão de vaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Função Administrativa – “Desorganizarei os serviços da Câmara. Subornarei  a todos,Isso inclui a escolha da mesa, a constituição das comissões, a organização da secretaria e a contratação de seus serviços. Minhas Audiências Públicas serão privadas. Ao integrar uma ou mais Comissões Permanentes da Casa, desapreciarei os Projetos específicos da área a que se dedica essa comissão. Quando necessitar de quórum para alguma votação, alugarei uma Van e levarei 2/3 do plenário para pegar uma praia , azarar uma minas e tomar umas cervejas contrariando o regimento interno. Rasgarei a  Lei Orgânica ( Constituição Municipal. Um conjunto de Leis que regulamentam o Município. Tem de estar de acordo com as Constituições Estadual e Federal, sendo subordinada às mesmas) em mil pedacinhos ,  usando-a como adubo orgânico nos vasinhos de plantas da Câmara.Projetos de Lei? Só se for da Lei-do-cão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Bem sincera minha campanha, não é Bacharéis? O problema é que, mesmo preenchendo todos os pré-requisitos para a candidatura, não consegui levar a cabo meu projeto. Tive o maior trabalho para me informar a respeito dos procedimentos legais, e pesquisei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        No Brasil, a lei eleitoral é bastante clara: para se candidatar a um cargo político, o cidadão deve estar filiado a um partido político a pelo menos um ano, ser maior de 18 anos, para candidatar-se ao cargo de vereador, prefeito, governador, deputado federal e estadual e maior de 35 anos, para o cargo de Senador e Presidente da Repúblíca. O futuro candidato não poderia  ter nenhum processo pendente, nem civil e nem criminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Sim! Eu, até aqui, preenchia todos os requisitos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Confirmei que não havia candidato independente ou candidatura avulsa. Somente através de um partido político que eu poderia pleitear o registro de minha candidatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Aí, eu procurei saber sobre filiação em partidos, onde descobri que, para  que eu  pudesse filiar-me a um partido político, a primeira condição é que eu deveria ser eleitor no município onde desejasse me inscrever. Só podendo filiar-me a algum partido se eu estivesse em pleno gozo dos direitos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Sim! Eu estava em pleno gozo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Descobri, também, que havia regras estatutárias de cada partido e, ao inscrever-me, após um ano de filiação, para poder candidatar-me, eu já deveria de antemão apresentar ao partido a minha proposta de governo como vereador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Moleza! Minha plataforma já tava na palma da mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Fiquei sabendo também que estavam proibidos de se filiarem a partido político os militares, magistrados e promotores de justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Eu não era militar, nem magistrado, nem promotor de justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Beleza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Vi que os partidos políticos devem encaminhar aos Cartórios Eleitorais  relação dos filiados, nas segundas semanas  (8/14) dos meses de abril e outubro. Esta relação deveria conter os nomes de todos os filiados, número de título e seções, para fim de arquivamento e publicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Parti, então, para os comitês dos partidos para poder afiliar-me e, já de antemão, apresentar a minha  futura proposta de candidatura a vereador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Meu propósito era candidata-me. Somente isso. Em qualquer partido que fosse, por isso fui em todos, sem exceção, apresentar a minha plataforma de governo. Diante da unânime recusa, e da decepção de não ser aceito em nenhuma, cheguei a conclusão de que teria que fundar o meu próprio partido político. Mas aí já é outra história.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Portanto, Bacharéis , venho por meio deste e-mail solicitar a publicação, no dia da eleição municipal,  desse meu desabafo. Se puderem fazê-lo, eu e a democracia agradecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Um abraço, do leitor Alexandre Coimbra Gomes, morador da cidade de Barra do Piraí, interior do Estado do Rio de Janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-2439926976310940285?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/2439926976310940285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=2439926976310940285' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/2439926976310940285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/2439926976310940285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/10/voz-do-povo.html' title='A VOZ DO POVO'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-4042979534292294263</id><published>2008-09-28T18:46:00.001-07:00</published><updated>2008-09-28T19:21:04.353-07:00</updated><title type='text'>Machado morreu, antes ele do que eu</title><content type='html'>As celebrações, neste 29 de setembro de 2008, pelos 100 anos da morte do Bruxo do Cosme Velho, sempre chapa-branca e  com o exagero de elogios e atribuições de genialidade esperados, instigaram-nos a verificar se havia textos que compactuassem com o que achamos do referido literário, e achamos dois , e assinamos embaixo. Ei-los:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PICUMÃ, TEIAS DE ARANHA E O BRUXO DO COSME VELHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Sebastião Nunes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dalton Trevisan, um dos três maiores escritores vivos do Brasil (os outros são Millôr Fernandes e Augusto de Campos), tem verdadeira ojeriza a Machado de Assis. Como velho conhecedor das cruéis batalhas que são os laços de família (perdão, Clarice, de amendoados olhos), o esquivo vampiro não perdoa as tibiezas do triste acadêmico, que viveu enfurnado em gabinetes empoeirados, levantando as mangas de pudicas senhoras para revelar-lhes os brancos braços aos olhos extasiados de caixeirinhos punheteiros.&lt;br /&gt;            Como sempre, Dalton tem razão. Se João estupora Maria e lambe o facão; se Nelsinho estupra a magricela antes do expediente (e ela gosta); se o escritor famoso estropia a tímida fã que lhe vai pedir autógrafo; se a velha desdentada se veste de vermelho no velório do velho cornudo, não seria ele, o Vampiro de Curitiba, que estenderia tapetes pros acadêmicos ficarem discutindo eternamente se Bentinho colecionava chifres ou se Capitu tinha olhos de sacana.&lt;br /&gt;            Tudo isso me veio à cabeça depois de reler, mais uma vez, Esaú e Jacó, com olhos de estudioso, tentando extrair do livro um mínimo de interesse. Em vão. Esaó e Jacu (desculpem o trocaletrário) é um dos livros mais chatos e insignificantes da literatura brasileira. Só não é o mais chato porque o próprio Machado também escreveu Memorial de Aires, outra pedrada no saco. Sem esquecer que tem muita gente se empurrando na fila dos piores e mais chatos, desde que Caminha, desencaminhado por estas bandas, escreveu sua famosa epístola ao rei.&lt;br /&gt;            Diante disso, e em benefício do próprio “Bruxo do Cosme Velho”, venho solicitar a algum escriba do congresso nacional – que tal José Sarney? – que proponha lei proibindo sua leitura por menores de 30 anos. Seria bom, ao mesmo tempo, propor outra lei, condenando ao degredo perpétuo em Roraima todo professor, universitário ou não, que tenha a coragem de nomear Machado de Assis o maior escritor que já surgiu debaixo destes alegres trópicos.&lt;br /&gt;            Está bem, vamos dar desconto. Quincas Borba é um bom romance, e o mesmo se pode dizer de Memórias póstumas de Brás Cubas. Podemos acrescentar aí uns dez ou doze contos que valem a leitura. Mas – perguntarão os letrados mais velhos – e o estilo? Sim, tem certa graça, existem achados interessantes, a linguagem é sóbria, a ironia está bem dosada. Mas se a gente pensa na safadeza que comia solta em Botafogo e São Cristóvão, como sempre comeu solta no mundo inteiro, o velho Machado era um escritor para senhoras reclusas e senhorinhas sonhadoras do século XIX. O típico escritor de folhetim, que aliás ele era, na mesma época em que o velho Dostô botava um pai e três filhos se despedaçando por uma xoxota. E em que o diplomata Eça fazia padre Amaro fungar que nem bode velho no cangote de Amélia.&lt;br /&gt;            Hoje os folhetins estão nas novelas de TV, onde se trepa (pelo menos tentam) o tempo todo. Quem não trepa na frente do telespectador trepa antes ou depois do capítulo. Até dá pra saber se foi antes ou depois, pela intensidade dos beijos dos atores. Aqueles de arrancar beiços revelam que ainda não, vai ser depois. Os meio murchos, de boca mole, declaram em altos brados que já era. A comida foi antes e os atores já andam a meio pau.&lt;br /&gt;            Tudo isso porque fiquei pensando na chusma de “estudiosos” universitários que escrevem, escreveram e escreverão teses e mais teses sobre o marido de Dona Carolina. Se a gente dobrar a esquina leterária, vai ver que a coisa é um formigueiro. Carlos Drummão de Andrade já deve ter contabilizado 12.222 teses; Cecília Meirinha, umas 6.666; Jorge de Limão, outras 3.333; Só Macu, o impávido colosso de Mario d’Andrade, cerca de 1.666,5; Castr’Alves, o vate mulherengo, 24.444 trambolhos; até os tropicalistas, depois que deixaram de ser olhados com olho de mau agouro e Gil virou ministro, já renderam 2.222 estudos.&lt;br /&gt;            Que significa isso? Significa que a universidade é um enorme vespeiro de trançar e cruzar referências, de preferência conservadas no formol do dejavismo e nos perfumes da falta de ousadia. Pegue você um autor fora da linha, desses que descarrilam se o vento sopra, dos que lambem chulé e cheiram meia sebenta (Glauco Mattoso serve bem de exemplo), ou dos que sabem que mãe é santa mas também trepa, que todo pai dá em cima das vizinhas mais fofinhas, que as tias chupam escondido os sobrinhos de seis anos – e vê lá se merecem uma linhazinha só dos universitários grimpados nos cumes da sapiência. Nécaras! Ficam nos luminares estelares dos caralhes (marmóreos) lá deles.&lt;br /&gt;            Escrevo esse lero-lero – e já encerro – pensando que a literatura atual, principalmente em prosa, é feita de baixaria, como a vida que vivemos diuturnamente, nas ruas, nas vielas, nas passarelas e nos puteiros de centrão e de subúrbio, quando não são puteiros ali bem refestelados nos salões de 333 metros quadrados de apês dos Jardins ou do Lebrão. Então me pergunto: quando tais escritores, que mais parecem tarados escumando perdigotos, irão merecer que castos(as) donzéis(elas) de letras escorreitas se debrucem sobre eles?&lt;br /&gt;            Núncaras! E assim mais se escancara o abismo entre vida, escrita (ou escritura, como eles mesmos gostam) e universitários estudiosos de alto coturno. Como aliás eu nem queria demonstrar, mas fica enfim demonstrado: literatura não tem nada com universidade. Muito antes pelo contrário, como dizia Maria Antonieta d’Alkmin, tomando conta de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sebastião Nunes, ex-poeta, também conhecido como Sabião Bestunes (criador do bestianismo sociológico, do atoísmo filosófico e autor de “Elogio da Punheta e o Mistério da Pós-Doutora” – Lamparina Editora, 2004). E-mail: &lt;a href="mailto:dubolso@uai.com.br"&gt;dubolso@uai.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do site &lt;a href="http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=2991#texto"&gt;http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=2991#texto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O OUTRO LADO DE DOM CASMURRO&lt;br /&gt;Por Millôr Fernandes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado na revista Veja em 26 de janeiro de 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala cada vez mais de Machado de Assis, a pretexto do cinema, permito-me, com o desrespeito que Deus me deu (inclusive em relação a Ele próprio) falar do Bruxo. Como não sou dos maiores e nem mesmo dos menores admiradores do fundador da Academia Brasileira de Letras (“a Glória que fica, eleva, honra e consola”, eu, hein?) não vou discutir a maciça, impenetrável, inexpugnável web que se criou em torno dele. Nem polemizar com a desconfiança que os maiores erúditos (com acento no ú, por favor) e curiosos têm pra relação equívoca entre Capitu, a “dos olhos de ressaca” (que Machado não explica se era ressaca do mar ou de um porre) e Escobar, o mais íntimo amigo de Bentinho, narrador e personagem principal do livro.&lt;br /&gt;Essa desconfiança vem desde 1900, quando Machado de Assis publicou Dom Casmurro. Afinal Capitu deu ou não deu pro Escobar? Dom Casmurro é ou não é corno, palavra cujo sentido de infâmia - ainda mantendo bastante de sua força nesta época de total permissividade - na época de Machado era motivo de crime passional, “justa defesa da honra”, e outros desagravos permitidos pela legislação e pelos costumes. A palavra corno era tão infamante que mesmo o sangue não lavava honra nenhuma. O cara era corno e, lavasse ou não lavasse o brio dos seus chifres com todos os sabões e explicações, o universo dos olhares convergia, pelo menos ele assim sentia, pra sua infamada testa.&lt;br /&gt;Curioso que, ontem como hoje, o epíteto "corna" não se grudou às mulheres. Ela é tola, idiota, “não sei como suporta isso!”, “corneia ele também!”, mas o epíteto não colou. Mas Dom Casmurro sofre da dor específica umas 50 páginas do romance, envenenado pela hipótese da infidelidade da mulher.&lt;br /&gt;Eu, porém, ao contrário dos erúditos, não tenho hipótese. Capitu deu pra Escobar. O narrador da história, Bentinho/Machado, só não coloca até o DNA de seu (do Escobar, claro) filho porque ainda não havia DNA, que atualmente está acabando com o romance “policial” e a novela passional.&lt;br /&gt;Mas Bentinho/Machado fica humilhado, desesperado mesmo, à proporção em que o filho vai crescendo e mostrando olhos, mãos, gestos e tudo o mais do amigo, agora morto. Bentinho chega a chamar Escobar de comborço (parceiro na cama conjugal).&lt;br /&gt;Essa é a intriga principal do livro. Mas, curiosamente, pela nossa eterna pruderie intelectual, ainda ridiculamente forte com relação a outro tipo de relação, a homo, nunca vi ninguém falar nada das intimidades entre Bentinho e Escobar. É verdade que, na época, Oscar Wilde estava em cana por causa do pecado “que não ousa dizer seu nome”.&lt;br /&gt;Mas, olhe, não estou afirmando nada. Leiam estes destaques (da edição da Editora Nova Aguilar), que colhi no original, e julguem. Quem fala é Bentinho/Machado:  &lt;br /&gt;(pág. 868)Chamava-se Ezequiel de Souza Escobar. Era um rapaz esbelto, olhos claros, um pouco fugidios, como as mãos, como os pés, como a fala, como tudo.&lt;br /&gt;(mesma página)Escobar veio abrindo a alma toda, desde a porta da rua até o fundo do quintal. A alma da gente, como sabes, é uma casa com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro... Não sei o que era a minha. Mas como as portas não tinham chaves nem fechaduras, bastava empurrá-las e Escobar empurrou-as e entrou. Cá o achei dentro, cá ficou....&lt;br /&gt;(pág. 876)Ia alternando a casa e o seminário. Os padres gostavam de mim. Os rapazes também e Escobar mais que os rapazes e os padres.&lt;br /&gt;(pág. 883)Os olhos de Escobar eram dulcíssimos. A cara rapada mostrava uma pele alva e lisa. A testa é que era um pouco baixa... mas tinha sempre a altura necessária para não afrontar as outras feições, nem diminuir a graça delas. Realmente era interessante de rosto, a boca fina e chocarreira, o nariz fino e delgado.&lt;br /&gt;(mesma página)Fui levá-lo à porta... Separamo-nos com muito afeto: ele, de dentro do ônibus, ainda me disse adeus, com a mão. Conservei-me à porta, a ver se, ao longe, ainda olharia para trás, mas não olhou.&lt;br /&gt;(mesma página)Capitu viu (do alto da janela) as nossas despedidas tão rasgadas e afetuosas, e quis saber quem era que me merecia tanto.- É o Escobar, disse eu.&lt;br /&gt;(pág. 887)- Escobar, você é meu amigo, eu sou seu amigo também; aqui no seminário você é a pessoa que mais me tem entrado no coração...- Se eu dissesse a mesma cousa, retorquiu ele sorrindo, perderia a graça... Mas a verdade é que não tenho aqui relações com ninguém, você é o primeiro, e creio que já notaram; mas eu não me importo com isso.&lt;br /&gt;(pág. 899)Durante cerca de cinco minutos esteve com a minha mão entre as suas, como se não me visse desde longos meses.- Você janta comigo, Escobar?- Vim para isto mesmo.&lt;br /&gt;(pág. 900)Caminhamos para o fundo. Passamos o lavadouro; ele parou um instante aí, mirando a pedra de bater roupa e fazendo reflexões a propósito do asseio; lembra-me só que as achei engenhosas, e ri, ele riu também. A minha alegria acordava a dele, e o céu estava tão azul, e o ar tão claro, que a natureza parecia rir também conosco. São assim as boas horas deste mundo.&lt;br /&gt;(pág. 901)Fiquei tão entusiasmado com a facilidade mental do meu amigo, que não pude deixar de abraçá-lo. Era no pátio; outros seminaristas notaram a nossa efusão: um padre que estava com eles não gostou...&lt;br /&gt;(pág.902)Escobar apertou-me a mão às escondidas, com tal força que ainda me doem os dedos.&lt;br /&gt;(pág. 913)Escobar também se me fez mais pegado ao coração. As nossas visitas foram-se tornando mais próximas, e as nossas conversações mais íntimas.&lt;br /&gt;(pág. 914)A amizade existe; esteve toda nas mãos com que apertei as de Escobar ao ouvir-lhe isto, e na total ausência de palavras com que ali assinei o pacto; estas vieram depois, de atropelo, afinadas pelo coração, que batia com grande força.&lt;br /&gt;(pág.925/26)(Depois da morte de Escobar)Era uma bela fotografia tirada um ano antes. (Escobar) estava de pé, sobrecasaca abotoada, a mão esquerda no dorso de uma cadeira, a direita metida no peito, o olhar ao longe para a esquerda do espectador. Tinha garbo e naturalidade. A moldura que lhe mandei pôr não encobria a dedicatória, escrita embaixo, não nas costas do cartão: “Ao meu querido Bentinho o seu querido Escobar 20-4-70”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, pros que ainda tenham qualquer dúvida, reservei para o fim a moral da história de Bentinho/Machado, a cena e a frase conclusivas. Está na página 845 do fúlgido romance. Bentinho, ele próprio, ficou pasmo com seu feito de bravura, quando conseguiu dar um beijo (na verdade apenas uma bicota) em Capitu. É ele próprio quem fala, cheio de entusiasmo, na página 845:  &lt;br /&gt; “De repente, sem querer, sem pensar, saiu-me da boca esta palavra de orgulho: - Sou Homem!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Millôr Fernandes dispensa apresentações, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                            Por Olavo Sader&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-4042979534292294263?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/4042979534292294263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=4042979534292294263' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/4042979534292294263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/4042979534292294263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/09/machado-morreu-antes-ele-do-que-eu.html' title='Machado morreu, antes ele do que eu'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-2218142943281196444</id><published>2008-09-04T18:01:00.000-07:00</published><updated>2008-12-18T03:53:37.033-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Waldick Soriano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emir de Carvalho'/><title type='text'>ELUCUBRAÇÕES SOBRE A LITERATURA DE WALDICK SORIANO</title><content type='html'>por Emir de Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É com pesar que o blog Bacharéis em Baixaria recebe a notícia da partida de Waldick Soriano. Não que eu ache que a música popular brasileira tenha perdido grande coisa. Não, mesmo. Nunca fui fã da música produzida por esse senhor, razão pela qual, em termos estritamente musicais, digo que já foi tarde. Aliás, a morte dele trará o inconveniente de nos forçar a ouvir o insuportável &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hit &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu Não Sou Cachorro Não&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Ou pior ainda, a versão em inglês do Falcão. Puta que o pariu! Haja saco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, no reino da bizarrice literária, Waldick Soriano é responsável pela produção de um feito que só encontra paralelo no cinema, com as "obras" de Ed Wood. Trata-se do livro &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A Vida de WaldickSoriano&lt;/span&gt;, lançado em 1977, pela editora Codecri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui abro um parêntese para falar da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Codecri&lt;/span&gt;. É a sigla oriunda da abreviatura das palavras &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Co&lt;/span&gt;mitê de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;De&lt;/span&gt;fesa do &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Cri&lt;/span&gt;oulo. Inimaginável nos dias de hoje, com tanto patrulhamento politicamente correto. Mas o fato é que se a editora, que pertencia à turma do Pasquim, com o Jaguar à frente, lançou muita porcaria como &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A Rebelião dos Mortos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;do Luiz Fernando Emediato, ou &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Terror e Êxtase&lt;/span&gt; do José Carlos de Oliveira (esse virou um filme ainda pior que o livro, onde só se salva a Denise Dummont, não pela atuação, mas por estar numa fase muito gostosa). Em compensação publicou Paulo Francis da fase nova esquerda/social-democrata, coletâneas de entrevistas do Pasquim, livros interessantes como &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Barra Pesada&lt;/span&gt;, entre outros. Vale a pena garimpar em sebo alguns lançamentos da editora. Fecha parêntese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;À Vida de Waldick Soriano&lt;/span&gt;, o livro, o grotesco corre solto decapa a capa. Infelizmente não tenho aqui a mão o livro para fazer uma citação literal. Merece destaque um trecho que pretende ser uma metáfora da dureza que o ato de viver traz em si e cuja imagem criada, reconstruída de memória, é mais ou menos a seguinte: a mãe do Waldick Soriano vai abandonar a casa onde ele vive com seu pai e irmãos. Ela (a mãe) começa a se afastar da casa, de repente se vira, abre a sacola, tira de lá de dentro um pé de galinha apimentado (!?!?) e presenteia ao pequeno Waldick, que filosofa "com aquele gesto, me entregando um pé de galinha apimentado, talvez ela quisesse me dizer que a vida é ardida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiradas como essa recheiam um livro que deve estar entre os mais representativos da nossa literatura. Algo no nível intelectual dos brasileiros. Até mesmo o rei das metáforas, o analfabeto presidencial, é capaz de entender e captar o sentido "profundo" de A Vida de Waldick Soriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse campo específico, o da literatura brasileira, Waldick Soriano fará muita falta. Se os EUA têm as fortes imagens de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Leaves of Grass&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Whitman&lt;/span&gt;, a Itália as do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;inferno&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dante&lt;/span&gt;, a França dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dados lançados&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marllamé&lt;/span&gt; etc, nós, a terra dos nambiquaras, seremos imortalizados pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pé de Galinha Apimentado&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Waldick Soriano&lt;/span&gt;, o grande símbolo nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponho que de hoje em diante devemos todos os brasileiros ao entrar numa birosca, pedir uma dose de pinga e, como tira- gosto, um pé de galinha apimentado que serão degustados em memória, honra e glória do nosso poeta maior: Waldick Soriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;**********&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O governo federal pode parar de gastar dinheiro com propaganda para divulgar o avanço da alfabetização no Brasil. Neste domingo que passou, tivemos uma grande demonstração de que os brasileiros estão realmente apresentando um domínio do idioma maior que anos atrás. Em reportagem exibida pelo &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Fantástico&lt;/span&gt; sobre quadrilhas envolvidas com a comercialização clandestina de palmito, os bandidos mandaram um recado incisivo aos policiais que estavam investigando a prática criminosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recado não podia ser mais claramente escrito: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;vocês VAM morrer!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-2218142943281196444?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/2218142943281196444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=2218142943281196444' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/2218142943281196444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/2218142943281196444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/09/elucubraes-sobre-literatura-de-waldick.html' title='ELUCUBRAÇÕES SOBRE A LITERATURA DE WALDICK SORIANO'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-5813572260265673790</id><published>2008-09-04T17:56:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T12:17:33.989-07:00</updated><title type='text'>ATÉ QUE ENFIM , O FIM DA TV CABEÇA</title><content type='html'>por Olavo Sader&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa (re) corte cultural vai sair do ar. Isso mesmo. O programa mega-ultra-blaster-cabeça do idem apresentador Michel Melamed ( seria muito mais adequado “melamerd”) vai sair do ar! Estou feliz. Sou Homer Simpson do Bonner. Babo, durmo e distraio-me passivo em frente à televisão sempre com uma latinha de cerveja quente na mão. Televisão não deveria ter outros propósitos além desses. Televisão é entretenimento. Nada mais, nada menos. Ela não emburrece e muito menos deixa mais inteligente. O problema é justamente esse. Alguns imbecis ( que , acredito, não foi a televisão que contribuiu para tal predicado) creditam - e fazer alguns outros prévios imbecis acreditarem - à televisão uma propósito que não lhe seria próprio: aumentar a cultura e a inteligência dos telespectadores, e criaram essa merda de programa meio-video-clipe-meio-samba-do-jovem-cabeça-doido, que era um misto de colagens de filmes cabeça, textos poéticos e divagações “filosóficas” do apresentador. Ah! Tinha também as entrevistas. Entrevistas que sempre terminavam com a bizarra pergunta: “Então...Qual o sentido da vida?” . Pro constrangimento do coitado do entrevistado ( e também meu). Tudo numa televisão pública. Tudo com dinheiro público. Tudo com meu dinheiro ( latinhas de cerveja a menos). E os telespectadores jovens-cabeças, com os seus joviais interesses culturais cabeças, sempre aplaudiram de pé essa iniciativa. Aplaudiram, aplaudem e aplaudirão, porque estão aplaudindo a si mesmos. Suas próprias inteligências. Não há uma – sequer uma! - referência negativa na internet a esse programa. Podem verificar. Digite o nome (re)corte cultural ou o do apresentador no google e verifique que sempre são os mesmos elogios nos blogs, sites e comunidades do orkut: “ o máximo”, “muito inteligente”, “ programa para pessoas inteligentes” e outras pérolas ( aos muitos). Vi pouquíssimas vezes o referido programa, mas o suficiente pra me encher o saco. Ou melhor, esvaziar o saco. Na verdade, dou um crédito ao [re]corte cultural: ele contribuíu para que eu tivesse contato com as coisas que mais gosto. Entrava o dito no ar e eu imediatamente desligava a televisão pra ler os quadrinhos da Drunna ( e a conseqüente bronha, é lógico) ou botava no aparelho de DVD um filme da minha coleção pornô da Savannah ou da Sílvia Saint ou lia um livro do Henri Miller. Atribuo, então, ao [re]corte cultural a possibilidade de revisto e relido as coisas que mais gosto. Lido mais, vivido mais. (...). Pô, sacanagem, agora é que eu tô percebendo que com o fim do programa meu contato com essas preciosidades vai acabar. Não vai ter mais um motivo justo para eu desligar a televisão e partir pra minha coleção. A televisão vai sem menos cabeça e mais interessante. A quantidade de vezes que eu vou desligar a televisão vai ser proporcional à cabecice exposta na telinha. Com o término, eu vou desligá-la menos, e ler menos e bater menos bronha. E eu vou ficar mais burro mesmo! Então a informação procede: o programa realmente me deixava mais inteligente. Eu não tinha me ligado nisso. Então, é por isso que os telespectadores do referido programa estão no topo de QI de uma recente pesquisa sobre a inteligência dos que vêem televisão.&lt;br /&gt;Saca só:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Permanent Link to QI dos telespectadores brasileiros por emissora" href="http://imonmyown.wordpress.com/2008/04/14/qi-dos-telespectadores-brasileiros-por-emissora/"&gt;QI dos telespectadores brasileiros por emissora&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um estudo sobre o Quociente de Inteligência dos telespectadores da TV aberta brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classificação, ou escala, utilizada será a proposta por Davis Wechsler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QI acima de 127: Superdotação&lt;br /&gt;121 - 127: Inteligência superior&lt;br /&gt;111 - 120: Inteligência acima da média&lt;br /&gt;91 - 110: Inteligência média&lt;br /&gt;81 - 90: Embotamento ligeiro&lt;br /&gt;66 - 80: Limítrofe&lt;br /&gt;51 - 65: Debilidade ligeira&lt;br /&gt;36 - 50: Debilidade moderada&lt;br /&gt;20 - 35: Debilidade severa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede Globo&lt;br /&gt;QI médio: 98&lt;br /&gt;Mais você: 95 - Globo Esporte: 93 - Jornal Hoje: 104 - Vídeo Show: 95 - Sessão da Tarde: 96 - Malhação: 98 - Novela das seis: 105 - Novela das sete: 101 - Novela das oito: 93 - Jornal nacional: 103 - Tela Quente: 95 - Corujão: 109&lt;br /&gt;Programa do Jô: 156 - Turma do Didi: 87 - Big Brother Brasil: 91&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SBT&lt;br /&gt;QI médio: 87&lt;br /&gt;Bom Dia e Cia. : 45 - Chaves: 96 - Casos de Família: 88 - SBT Brasil: 98 - Programa Hebe: 92 - Siga bem caminhoneiro: 91&lt;br /&gt;Tela de sucessos: 95 - A praça é nossa: 90 - Domingo legal: 91&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Band&lt;br /&gt;QI médio: 79&lt;br /&gt;Igreja viva: 84 - Atualíssima: 89 - Márcia: 88 - Brasil Urgente: 95 - Jornal da Band: 105 - A noite é uma criança: 92 -&lt;br /&gt;Vitória em Cristo: 81&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede Record&lt;br /&gt;QI médio: 93&lt;br /&gt;Tudo a ver: 94 - Fala Brasil: 95 - Hoje em dia: 91 - Programação IURD: 83 - Fala que eu te escuto: 85 - Jornal da Record: 102&lt;br /&gt;Dr. House: 107 - Programa da Tarde: 91 - Domingo espetacular: 97&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede TV&lt;br /&gt;QI médio: 74 (limítrofe)&lt;br /&gt;Igreja Mundial do Poder de deus: 62 - Bom dia mulher: 78 - TV esporte e notícias: 92 - Igreja Universal do Reino de deus: 80 - A tarde é Sua: 72 - Igreja da Graça nosso programa : 50 - Encontro marcado: 78 - TV Fama: 79 - Rede TV news: 96 -&lt;br /&gt;Superpop: 29 - Leitura dinâmica: 105 - Amaury Jr. Show: 91 - Furacão 2000: 60 – Programa Hiper QI: 56 - Pânico na TV: 93&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CNT&lt;br /&gt;não foi possível reunir dados porque não há audiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TV BRASIL (antiga TVE)&lt;br /&gt;QI médio: 129&lt;br /&gt;Sem Censura: 123 - Atitude.com: 122 - Repórter Brasil: 124 - Revista do Cinema Brasileiro: 125 - Espaço Público: 118&lt;br /&gt;Conversa Afinada: 115 – Diversidade Cultural: 98 - Direito em Debate: 122 - História da Música brasileira: 129 - Animania: 121 – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Re-Corte Cultural : 158&lt;/span&gt; - Cadernos de cinema: 116&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-5813572260265673790?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/5813572260265673790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=5813572260265673790' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/5813572260265673790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/5813572260265673790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/09/at-que-enfim-o-fim-da-tv-cabea.html' title='ATÉ QUE ENFIM , O FIM DA TV CABEÇA'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-2530856510282361532</id><published>2008-08-20T12:03:00.000-07:00</published><updated>2008-12-18T03:56:20.579-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emir de Carvalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brazil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>CANALHAS, ESQUIZOFRÊNICOS &amp; BESTAS</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt; é dedicado ao Cao.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Meu último &lt;i style=""&gt;post&lt;/i&gt; tratou da podridão inerente à condição humana. Claro que fazia piada (nem tanto, né?), mas meu dileto amigo, o filósofo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Olavo Sader&lt;/span&gt;, com todo seu cabedal de erudição, disse-me que se eu pretendia mergulhar verdadeiramente na alma humana, deveria ler &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Shakespeare&lt;/span&gt;. Mais especificamente, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hamlet&lt;/span&gt;. Se tivesse indicado algum cucólogo, tal qual &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lacan&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Freud&lt;/span&gt;, o cocainômano, teria o mandado à merda. Mas como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hamlet &lt;/span&gt;possui tradução brasileira de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Millôr Fernades&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L&amp;amp;PM pocket&lt;/span&gt;), resolvi aceitar a sugestão e encarei de bom grado o bardo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando peguei o livro não tava nem aí para mergulhos na alma, profundidade psicológica, arquitetura da peça, ou qualquer dessas bobagens. Queria mesmo é dar um verniz de erudição a minha pregação. E, estimados leitores, não é que consegui?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vejam o que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Shakespeare&lt;/span&gt; põe na boca (epa! No bom sentido meninas e meninos.) do príncipe dinamarquês (ato III, cena I) quando este dialoga com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ofélia&lt;/span&gt;, que é &lt;i style=""&gt;pessoalzinho&lt;/i&gt; dele, se é que me entendem:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Vai prum convento. Ou preferes ser geratriz de pecadores? Eu também sou razoavelmente virtuoso. Ainda assim, posso acusar a mim mesmo de tais coisas que talvez fosse melhor minha mãe não me ter dado à luz. Sou arrogante, vingativo, ambicioso; com mais crimes na consciência do que pensamentos para concebê-los, imaginação para desenvolvê-los, tempo para executá-los. Que fazem indivíduos como eu rastejando entre o céu e a terra? &lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;Somos todos rematados canalhas, todos&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;! Não acredite em nenhum de nós. Vai, segue pro convento.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Viram, só? Não é só seu amado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Frei Emir de Carvalho&lt;/span&gt; que considera a espécie humana uma corja de fdp. Não. Tem gente boa entre nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Meus caríssimos fiéis, assim que arrumar mais embasamento para justificar essa novíssima “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Teologia da Podridão&lt;/span&gt;” instituo o dízimo e forneço o número da minha conta bancária. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aguardem os próximos capítulos da nossa saga.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:20;"&gt;************&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ainda sobre nossa condição, um pequeno estudo de caso para destacarmos os habitantes do bananão como espécimes mais medíocres que a média da humanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Liguei a televisão (nota: nunca escrevo TV. Acho uma intimidade falsa. Coisa de bicha marqueteira. Ou marqueteiro bicha. Dá no mesmo. Ênfase no dá.). Estava rolando a prova de natação. São oito raias. E o locutor se anima, com a oitava colocação do brasileiro (!?!). Não entendi o orgulho. Será que dava pra ser pior que o último?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As ginastas olímpicas ficam também em oitavo, ou seja, em último e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pedro Bial&lt;/span&gt; diz a elas “todos os brasileiros estão orgulhosos de vocês. Vocês foram maravilhosas!”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu, não! Mesmo se ganhassem não me orgulharia. Perdendo então, aí que não sou acometido por nenhum sentimento ufanista, que de resto é sempre nefasto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas começo a esticar demais essa introdução. Na verdade quero que se fodam todos os atletas de todas as delegações. O que me chamou a atenção a ponto de vir aqui escrever é o fato de que além de canalhas (como quer &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Shakespeare&lt;/span&gt;) ou podres (como digo eu), nós brasileiros temos um &lt;i style=""&gt;plus&lt;/i&gt; de esquizofrenia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se o importante é competir, segundo os animadores de auditório travestidos de repórteres televisivos, por que devemos ter tanto orgulho quando algum atleta brasileiro conquista uma medalha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ou o importante é competir, e o simples fato de haver um “representante” brasileiro já é motivo de orgulho independente do resultado obtido, ou só deveríamos nos orgulhar quando “nosso” esportista é laureado, não bastando competir, sendo, sim, necessário vencer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É preciso hierarquizar a coisa. As duas terem o mesmo valor é caso pra internação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Canalhas, podres e esquizofrênicos. É o que somos todos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:20;"&gt;************&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pra encerrar, só mais um historinha vivida por um amigo professor. Um cara realmente notável. De quem se pode dizer com toda propriedade que é uma cabeça de destaque.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pois, bem. Vamos ao caso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esse professor amigo meu, sempre relata suas experiências empíricas para que eu possa melhor fundamentar minha descrença na espécie humana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vejam o que uma aluna de graduação, durante a aula de filosofia do direito disse em sala: “mas, professor, a verdade é relativa.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso aqui não é blog de filosofia, portanto, sigo ao largo da discussão se existe ou não verdade. Como anda na moda dizer por aí, “me inclui fora dessa”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora, que a aluna cagou pela boca, isso é fácil de provar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se afirmarmos que a verdade é relativa, como fez a moçoila, esse enunciado deve ser lido como portador de uma verdade inquestionável, ou seja, absoluta, sob pena de inviabilizar a análise de seu conteúdo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas se é uma verdade absoluta, essa não é uma verdade relativa. Assim sendo ela formulou uma regra geral (“a verdade é relativa”) que se nega em seus próprios fundamentos. Logo a afirmação é falsa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma bobagem dessas quando excretada por representante da elite estudantil de um país, da nata de um país, sem questionamento de seus pares, denota que o quadro geral é deplorável e que a inteligência é realmente a exceção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É chegada a hora de assumirmos: nós humanos somos umas bestas!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-2530856510282361532?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/2530856510282361532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=2530856510282361532' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/2530856510282361532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/2530856510282361532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/08/canalhas-esquisofrncios-bestas.html' title='CANALHAS, ESQUIZOFRÊNICOS &amp; BESTAS'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-8425231876176997005</id><published>2008-08-17T20:59:00.000-07:00</published><updated>2008-08-17T21:01:51.473-07:00</updated><title type='text'>UM COMPROMISSO COM O FRACASSO</title><content type='html'>Decidimos verificar pela primeira vez o contador de visitas do blog. Qual foi nossa surpresa ao saber da exorbitante  quantidade de visitantes: em menos de um mês contabilizou-se mais de 11.000 acessos. Isso para nós, os Bacharéis em Baixarias, representa um fracasso total como projeto editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como ex-fanzineiros, entendemos que ser fracassado significa ser bem-sucedido, ou seja, quanto menos pessoas nos lerem, melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Criamos este blog, porque queríamos traduzir uma prova de resistência. Um big brother ao avesso dos gêneros acadêmicos. Ao invés de sermos conhecidos, pretendemos um mergulho no anonimato. Tacamos fogo nos louros da glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois de postarmos os textos, sabemos que perdemos a privacidade deste, para que ele se torne - teoricamente - domínio público. Mas a idéia é justamente não sair do caramujo do quarto, e entendemos que escrever e ser conhecido não acontece simultaneamente. Nem queremos ser conhecidos nem reconhecidos. Queremos paz. Poucas visitas. No máximo umas oito visitas diárias, nada mais. Oito não! Três, três visitas diárias é mais do que o suficiente! Contribuam com nosso propósito, esqueçam-nos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nossas postagens têm como propósito soltar pérolas aos pouquíssimos leitores  fiéis que forem nos acompanhar nessa saga intelectual. Odiamos os  curiosos de Internet, uma erva daninha que queremos podar o quanto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por isso, avisamos: parem de nos visitar seus merdas! Não têm mais o que fazer? Migrem  para as suas imbecis  páginas do Orkut, entrem em salas de bate-papo com nomes fictícios, sei lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vemos blogueiros desesperarem-se por visitas. Queremos justamente o contrário! Ao invés de virem pra cá, visitem estes blogs que clamam por popularidade. Blogs desse tipo há aos milhares.No texto “Epístola aos blogueiros” encontrado no site Cronópios, o escritor Fabrício Carpinejar sintetiza esse universo desesperador  da blogosfera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) Ao criar um blog, você pensou que isso seria a glória instantânea. Caprichou na redação, no humor e nas perspectivas singulares de captura do cotidiano. Mas o único que entra no site é você. Trinta vezes ao dia. Chega a esbarrar consigo entre tantos acessos e atualizações. Uma miragem. Cada texto é um quarto vago. O demo do reconhecimento insiste em tomar seu lugar. Procura contornar o drama. Manda um aviso de postagens para os amigos. Prepara uma festa-surpresa de aniversário, com o atrativo de que é o aniversariante quem a organiza. Continua sendo surpresa; nenhuma alma comparece. Daí manda um aviso de postagens para os desconhecidos, catando endereços aleatórios. Nada mais o separa de um SPAM. Recebe avisos ásperos: “não o conheço” ou “favor me excluir da lista”. A humilhação não começou. O desespero o obriga a fazer atos impensáveis: entrar de computadores diversos para fazer com que o contador se mexa de alguma forma. Assim como um atacante chuta a bola para as redes alheio á marcação do impedimento. Para se livrar do azar. Ainda que esteja quebrando uma das regras básicas do jogo e leve um cartão amarelo. Não há nem juiz para lhe dar cartão amarelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebe que lançou um texto com um erro gravíssimo de português. Estava na rua quando lembrou a indecisão ortográfica, longe de qualquer terminal. Foi observando um outdoor. Corre para uma lan house, consome seu suspiro sem sentir o gosto, arruma e conclui que tampouco alguém reparou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decide escrever qualquer coisa que continuará sendo qualquer coisa. O isolamento do blog produz alucinações. O contador de visitas parece uma bomba-relógio: anda para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tortura é quando finalmente recebe um comentário. Alegria aflita para abrir a janela, quem será? quem será?, descobre que partiu do pai ou da mãe, solidário com sua desgraça. Não pode comemorar, agora intui que seu pai ou sua mãe conhecem o fracasso de sua rotina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua personalidade passará a se dividir, e não multiplicar como desejava. Sede de laranjas. Laranjas! Sem pudor, cria pseudônimos para deixar comentários (o blog, pelo menos, obriga que seja seu próprio leitor). Diverte-se no sofrimento ao inventar formas de agradecimento pelos textos. Não economiza elogios ao estilo. Estará perto da internação quando se convence de que aqueles comentários não são seus e ainda responde aos e-mails falsos. Hora do soro! (...)” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente não somos estes. Queremos que  parem de nos visitar. Vão pra puta que os pariu ( usando as sábias palavras do meu amigo Emir de Carvalho), vão bater punheta, tocar siririca, sei lá, mas deixem-nos em paz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo Sader ( Bacharel I )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-8425231876176997005?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/8425231876176997005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=8425231876176997005' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/8425231876176997005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/8425231876176997005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/08/um-compromisso-com-o-fracasso.html' title='UM COMPROMISSO COM O FRACASSO'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-4344813960766776281</id><published>2008-08-11T07:52:00.000-07:00</published><updated>2008-12-18T04:01:44.318-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desumanismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emir de Carvalho'/><title type='text'>SEJA VOCÊ TAMBÉM UM PODRE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis me aqui de novo meninas e meninos. O seu amado Emir de Carvalho volta a atacar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha primeira postagem fui importunado por uns babacas que não têm o que fazer e vieram aqui, invadindo o nosso sagrado espaço, com sua catilinária contra a minha impoluta pessoa. Deixo-os em paz. Eles não sabem do que falam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aproveito o mote desses pregadores do “novíssimo evangelho” do politicamente correto pra falar de um assunto que há anos me fez ter um estalo, mais ou menos como o do padre Antônio Vieira, ainda que muito mais modesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia veio de uma das mais rematadas bobagens que já li. Trata-se da empulhação conhecida como Teologia da Libertação, que todos os que possuem mais de dois neurônios reconhecem como sendo um engodo. Entre os mais pudicos a estrovenga foi batizada de Sociologia da Libertação. Já os que não têm saco pra tanta besteira acabaram por denominá-la simplesmente como Teologia da Empulhação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, me perguntam vocês, e eu com isso? Nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que essa bobagem se baseia numa premissa, que foi resumida da seguinte forma: opção preferencial pelos pobres. Eu, hein?!? Sai pra lá! De minha parte digo que prefiro as riquinhas. São limpas &amp;amp; cheirosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que eu peguei o mote, distorci e perverti. Fiz uma opção preferencial pelo podre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estante, em vez de o Diário de um Mago, tenho o Diário de um Ladrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é com essa visão que eu encaro todos os fenômenos da vida. Por isso minha falta de paciência com os politicamente corretos, com as modas musicais, estéticas, literárias etc etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que vejo alguém se apresentar como bonzinho, um exemplo a ser seguido, procuro me informar sobre a vida diária do sujeito e descubro as pequenas falcatruas que ele comete no dia-a-dia. Comeu a cunhada, passou cheque sem fundo, deu calote no padeiro, enfim, agiu como um verdadeiro ser humano. Que heróis, que nada! Picaretas, isso sim! Todos têm um lado Mr. Hyde que orienta a maioria de seus atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem escapatória, quando vistos de perto os seres humanos são uns canalhas. Sei que parece difícil de acreditar, principalmente quando estamos diante de alguém tão singular como eu, mas não há escapatória, somos todos uns pilantras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a podridão não se limita aos aspectos psicológicos humanos, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos alimentamos de animais mortos, respiramos ares contaminados, destruímos a fauna &amp;amp; flora, contaminamos os mares, e mais e mais e mais ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se tornou lugar comum, carne-de-vaca, falar da iguaria da culinária francesa conhecida como bife &lt;span style="font-style: italic;"&gt;faisandé&lt;/span&gt;. Mas a imagem surrada não é desculpa para que esqueçamos que se trata de carne em estado de decomposição. Ou seja, podre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em matéria sexual, também não somos grande exemplo de higiene. Um antigo tabu das sociedades mais primitivas, considerado tão degradante que supostamente fazia parte do ritual de pacto com o diabo, o famigerado beijo negro é hoje pratica comum na vida de casais comportadinhos. O cunete foi institucionalizado. Quem sabe se daqui a pouco o governo Lula não lança até uma cartilha explicando a melhor forma de praticá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sobre nosso corpo, o que dizer? Basta uma simples gripe para que nosso organismo nos lembre do que somos constituídos: catarro &amp;amp; pus entre outras delicadezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia me alongar dando os mais diversos exemplos e transformando isso num tratado da podridão, que ninguém leria, mas me garantiria uma cátedra na USP. Só que aí eu teria que freqüentar ambiente acadêmico, o que, convenhamos, é demais até mesmo para um apóstolo da podridão como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso encerro aqui meu texto, conclamando todos os queridos leitores deste blog a assumirem sua visceral podridão e se unirem ao Frei Emir de Carvalho para pregarmos juntos o Evangelho da Podridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso irmãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-4344813960766776281?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/4344813960766776281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=4344813960766776281' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/4344813960766776281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/4344813960766776281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/08/seja-voc-tambm-um-podre.html' title='SEJA VOCÊ TAMBÉM UM PODRE'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-6562867347517097193</id><published>2008-08-10T00:29:00.000-07:00</published><updated>2008-08-10T18:02:30.621-07:00</updated><title type='text'>SERVIÇO PÚBICO I</title><content type='html'>Um querido leitor do nosso blog enviou-nos um e-mail  pedindo que o publicássemos,  alegando que o BACHARÉIS EM BAIXARIAS seria o veículo ideal  para a exposição de   um problema que viveu enquanto estava concluindo seus estudos em Letras no ano de 2005.  No intróito do referido e-mail ele faz um desabafo, dizendo que, por falta de coragem e de obstinação, desistira de levar adiante um projeto de estudo acadêmico que pretendera desenvolver  acerca do tema PALAVRÃO. Tema do qual, segundo ele, provocaria sérias controvérsias na instituição, e que poria até em risco sua credibilidade como futuro pesquisador. Logo após, no mesmo e-mail, ele segue com a transcrição de uma carta-declaração que, na véspera da ocasião da defesa da referida pesquisa, apresentara à direção do curso desistindo de  continuá-lo, seguida de um resumo do que seria o tal nefando estudo. Que segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************************************************************&lt;br /&gt;DECLARAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Eu, Alexandre Coimbra Gomes, graduando do 4° ano de Letras desta Veneranda Instituição, e futuro professor de Língua Portuguesa e suas Literaturas, acuado diante do risco de sofrer uma esculhambação geral por parte dos ilustres companheiros de ofício (e, também, propagadores  do bom uso e do amálgama da nossa Língua ), desisto desta lamentável apresentação sobre “o palavrão” e declaro recuar, como um pobre-coitado, a fim de defender minha reputação perante vocês.&lt;br /&gt;                 Sob o risco de incorrer em uma pesquisa espúria, em que “o tiro poderia sair  pela culatra”, assumo que vali-me de total pudicícia para tomar  tal resolução.&lt;br /&gt;               Livro-os deste aperitivo de mau gosto do nosso ramo, evitando, assim, algum tipo de  encrenca.&lt;br /&gt;                 Aqui fica meu testemunho.&lt;br /&gt;                 Por favor, não fiquem enfezados comigo.&lt;br /&gt;                 Peço  desculpas,&lt;br /&gt;                                                         Alexandre Coimbra Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E o e-mail continua assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Reitor, o  resumo do referido projeto consistiria , após apresentá-lo como ante-projeto, No desrespeitoso e absurdo tema que segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Português Culto x  Português Vulgar :- a importância e o uso do chulo pelos cânones literários em suas obras . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       O presente trabalho  pretende, livrando-se dos tabus que sempre cercearam estudos de tamanha relevância, redimensionar  o quão necessário  foi, e é, a importância dos palavrões para os autores  da literatura  de língua portuguesa, ditos canônicos, como forma de expressão, discutindo assim a  utilização da linguagem chula , popular pela linguagem erudita ( e sua literatura ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste blasfemo estudo, Senhor Reitor, antes de dar início à pesquisa propriamente dita,   eu pretenderia ( Olha que atitude mais ingênua e  anti-acadêmica da minha parte!) corroborar uma suposta importância científica acerca do tema PALAVRÃO a partir de  citações ( que eu denominara idiotamente como “Palavrinhas sobre palavrões”) como as a seguir:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Em ciência não há problema moral: qualquer pesquisa é válida desde que os objetivos sejam científicos”&lt;br /&gt;DINO PRETI –(professor da USP no livro “A  Linguagem Proibida”.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não vulgarizemos o palavrão (...)o palavrão há de constituir zona de segurança, um refúgio a ser utilizado (...), quase in extremis. Se banalizá-lo, na hora do sufoco vai-se usar o quê? Tiros, certamente.”&lt;br /&gt;  SOARES FEITOSA –( escritor , em entrevista ao site Jornal de poesia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ O palavrão para o escritor burguês abre as portas para que se discuta com mais propriedades determinados temas qua são tabus, (...)sem luvas de pelica.”&lt;br /&gt;  SILVIANO SANTIAGO – (escritor em entrevista  sobre o seu livro “O Falso Mentiroso”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “ (...) o primeiro ato civilizatório teria ocorrido quando, em vez de responder ao impulso de eliminar fisicamente  a alguém que o tenha desagradado, o ser humano pré-histórico xingou aquele outro”&lt;br /&gt;SIGMUND FREUD – (o pai da psicanálise, no livro “O mal estar da civilização”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “ A alegação de algumas palavra são tão deletérias a ponto de não poderem ser escritas é usada em todas as tentativas de impedir a liberdade de expressão (...).”&lt;br /&gt;  RUBEM FONSECA –  (escritor, no conto “Intestino Grosso”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “ O palavrão é fundamentalmente necessário como meio de descarga emotiva. Não é apenas uma palavra, mas um campo magnético no qual o sentido é secundário em relação às suas linhas de força. ”(...)  “ (...).o português é uma língua pobre em palavrões. Muito rico é o espanhol, que possui o maior número e os mais eficientes. O italiano não fica muito atrás, inclusive com uma grande variedade de blasfêmias. A mais pobre é o alemão. Talvez por isso, de vez em quando, os alemães precisem de guerras .”&lt;br /&gt;  HALMILCAR DE GARCIA – (dicionarista e coordenador brasileiro do dicionário Caldas Aulete, em entrevista a Edilberto Coutinho, revista Fatos e Fotos Gente nº 735/1975)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  “ Imaginad lo que pasaria em medicina si los médicos negaram atención a muchas inmundicias ( físicas y morales) que tienen que considerar”&lt;br /&gt;  DÁMASO ALONSO – ( psicanalista chileno, citado por Camilo José Cela, em Diccionário Secreto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “ (...) as sociedades ambiciosas detestam temas escatológicos e vivem obcecadas com eles”&lt;br /&gt;NORMAN MAILER – (escritor americano, na introdução do livro Erotismo na Literatura Brasileira, citado pelo dramaturgo Agnaldo Silva)         &lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;“ O palavrão é elemento útil para a caracterização do ethos de uma sociedade ou das constantes de uma cultura ou da identificação de um tempo social.”&lt;br /&gt;GILBERTO FREYRE  - (autor de casa Grande e Senzala, no prefácio do livro “ Dicionário do Palavrão e termos afins”.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é qualquer um que consegue usá-lo ( o palavrão) bem; seu emprego é uma arte”&lt;br /&gt;ODUVALDO VIANA – teatrólogo, ao Diário de notícias em 14 de outubro de 1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “(...) falar palavrão é coisa séria, muito mais séria do que se imagina. (...) O palavrão deve ser usado como um sentimento  muito forte de injúria. Para mim, usar um palavrão fora de hora é como marido e mulher irem a um motel. O motel foi feito para os amores clandestinos. Fazer amor legal no motel? Ora, faça-me o favor!”&lt;br /&gt;JOSÉ PAULO PAES – (poeta e escritor brasileiro em entrevista para a Veja, em 3 de abril de 1986 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ (...) a raiz latina de pudenta – os nossos genitais – significa ‘ envergonhar-se`. ficamos divididos entre o pudor e os abençoados prazeres do corpo, vivendo em meio a uma proliferação de imagens sexuais que nos causam ao mesmo tempo prazer e vergonha.”&lt;br /&gt;SALLIE TISDALE – ( do livro “Sussurre coisas eróticas pra mim”de 1985)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os palavrões possuem um poder de gerar alucinações, já que provocam a representação da cena sexual,das secreções e dos fuidos corporais, ou do órgão de uma forma clara à realidade”&lt;br /&gt;ARIEL ARANGO – ( psicanalista argentino no livro “As virtudes terapêuticas dos  palavrões “.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A linguagem obscena, ou seja, os palavrões, seria transgressora , em alguma medida, por rebelar-se contra o engessamento emocional, promovido pelo que se convencionou chamar de “ bons costumes” (..) com isso, a linguagem obscena se presta a promover a liberação da agressividade, às vezes representando ela mesma a agressão” &lt;br /&gt;PAULO BESSA DA SILVA ( professor da UMESP no artigo “ linguagem obscena”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “(...) mas não adianta consultar dicionários. em inglês, como em português, os dicionários continuam pudicos por princípio e atrasados por motivos técnicos.”&lt;br /&gt;MILLÔR FERNANDES – ( jornalista e escritor, in epígrafe do livro Dicionarinho do palavrão e correlatos” de Glauco Mattoso, em 1990)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A partir daí, Senhor Reitor, é que eu finalmente  analisaria  os seguintes poemas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face dos últimos acontecimentos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! sejamos pornográficos&lt;br /&gt;(docemente pornográficos).&lt;br /&gt;Por que seremos mais castos&lt;br /&gt;que o nosso avô português?&lt;br /&gt;Oh! sejamos navegantes,&lt;br /&gt;bandeirantes e guerreiros&lt;br /&gt;sejamos tudo que quiserem,&lt;br /&gt;sobretudo pornográficos.&lt;br /&gt;A tarde pode ser triste&lt;br /&gt;e as mulheres podem doer&lt;br /&gt;como dói um soco no olho&lt;br /&gt;(pornográficos, pornográficos).&lt;br /&gt;Teus amigos estão sorrindo&lt;br /&gt;de tua última resolução.&lt;br /&gt;Pensavam que o suicídio&lt;br /&gt;fosse a última resolução.&lt;br /&gt;Não compreendem, coitados,&lt;br /&gt;que o melhor é ser pornográfico.&lt;br /&gt;Propõe isso ao teu vizinho,&lt;br /&gt;ao condutor do teu bonde,&lt;br /&gt;a todas as criaturas&lt;br /&gt;que são inúteis e existem,&lt;br /&gt;propõe ao homem de óculos&lt;br /&gt;e à mulher da trouxa de roupa.&lt;br /&gt;Dize a todos: Meus irmãos,&lt;br /&gt;não quereis ser pornográficos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           ( Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 CENSURADO [1999]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que a censura não me trava,&lt;br /&gt;pediram-me um soneto sem calão&lt;br /&gt;pra pôr na antologia de salão&lt;br /&gt;que o tal do [censurado] organizava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queriam até tônica na oitava,&lt;br /&gt;mas nada de recurso ao palavrão.&lt;br /&gt;Usei o ingrediente mais à mão,&lt;br /&gt;porém sem [censurado] não passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisto. Quanto mais remendos meto,&lt;br /&gt;mais roto vai ficando o [censurado].&lt;br /&gt;Poema não é texto de panfleto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra ter que se estampar todo truncado!&lt;br /&gt;Pois esta [censurado] de soneto&lt;br /&gt;que vá pra [censurado] [censurado]!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            (Glauco Mattoso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;100 PROIBIDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabus são mui comuns em todo o mundo.&lt;br /&gt;Na China não se pode ter irmão.&lt;br /&gt;Em Cuba, ser de esquerda é obrigação&lt;br /&gt;e, nos States, nada está em segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deve um escritor ser tão profundo&lt;br /&gt;a ponto de ocultar toda a intenção;&lt;br /&gt;Nem é-lhe permitido o palavrão,&lt;br /&gt;a fim de não ferir o pudibundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, se correr o bicho pega,&lt;br /&gt;se fica o bicho come, não tem jeito.&lt;br /&gt;Mas cego que é poeta não se entrega:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não existe fama sem proveito,&lt;br /&gt;já basta o que a cegueira me sonega!&lt;br /&gt;Sou chulo e reconheço meu defeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         (Glauco Mattoso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Portanto, Senhor Reitor, neste ato de claro arrependimento, venho por meio desta, pedir o redirecionamento do objeto do meu estudo para outro em que sua nobreza de tema faça juz à seriedade dessa instituição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre, nós os Bacharéis em Baixarias lemos e publicamos, como vê, todo o seu e-mail, mas gostaríamos de fazer algumas observações acerca  justamente do tema que você, por critérios pessoais, desistiu de continuar a pesquisar (e  que respeitamos o ato). O Reitor  e os Professores desta “Veneranda Instituição” após terem lido a sua  “DECLARAÇÃO”,  acataram o pedido e até disseram terem adorado texto, como você nos disse. Mas nós os Bacharéis somos, como pode evidentemente perceber, especialistas em perceber baixarias nos mais recôndidos, obscuros e eruditos  meios intelectuais. Esse é o nosso verdadeiro papel. Lamentável que o tal Senhor Reitor e os Venerados ( ou Venerandos? Sei lá, já me confundi com essa baboseira toda) Professores tenham concordado que você tivesse que se distanciar do tema palavrão, tenham lido e gostado do texto da sua DECLARAÇÃO e não tenham percebido algo importantíssimo: SUA DECLARAÇÃO ESTAVA REPLETA DE PALAVRÕES! Isso mesmo rapaz!Sem querer vocês pregou-lhes uma peça. Após termos feitos minunciosas análises etimológicas de cada palavra, verificamos que, na hipocrisia dessa atmosfera acadêmica, todos acabaram aplaudindo, sem perceber, justamente o que estavam rejeitando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhe as palavras numeradas do seu elogiado texto e veja a análise a seguir; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************************&lt;br /&gt;DECLARAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Eu, Alexandre Coimbra Gomes, graduando do 4° ano de Letras desta Veneranda Instituição, e futuro professor de Língua Portuguesa e suas Literaturas, acuado[1] diante do risco de sofrer uma esculhambação[2] geral por parte dos ilustres companheiros de ofício (e, também, propagadores  do bom uso e do amálgama[3] da nossa Língua ), desisto desta lamentável apresentação sobre “o palavrão” e declaro recuar[4], como um pobre-coitado[5], a fim de defender minha reputação[6] perante vocês.&lt;br /&gt;                 Sob o risco de incorrer em uma pesquisa espúria [7], em que “o tiro poderia sair  pela culatra”[8], assumo que, vali-me de total pudicícia[9] para tomar  tal resolução.&lt;br /&gt;               Livro-os deste aperitivo[10] de mau gosto do nosso ramo[11],evitando, assim, algum tipo de  encrenca[12].&lt;br /&gt;                 Aqui fica meu testemunho[13].&lt;br /&gt;                 Por favor, não fiquem enfezados[14] comigo.&lt;br /&gt;                 Peço  desculpas,&lt;br /&gt;Alexandre Coimbra Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;************************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre, nós do Bacharéis em Baixarias verificamos que etimologicamente as palavras grifadas têm as seguintes origens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] - acuado  -  do Latim “ proteger o próprio rabo”, colocar o c* contra a parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] - esculhambação  - a etimologia identifica na palavra  derivada do grego “koleión” , evoluindo para  “colhões”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] - amálgama  - remete a “coito” em árabe antigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] - recuar – do Latim “ apontar para a região traseira”, ir em direção ao c*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] - coitado- do latim “coitus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] - reputação -  “do latim “puttare”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] - espúria  - Plutarco (50-120d. C) dizia que o adjetivo ‘spurius” deriva de uma palavra Sabina para a genitália feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] - culatra - termo bélico “culatra” do latim “culus”, “ parte de trás do canhão, ânus”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] - pudicícia -“pudico”e “impudico” vem de “podex”,como os romanos chamavam o ânus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] - aperitivo- “aperitivum” era termo médico na Antiguidade que significava “purgante”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] - ramo – do latim “ramu”, já foi “membro viril” na península ibérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12] - encrenca -  vem do iídiche “ein krenke” que significa “ ter doenças venérea”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[13] - testemunho -  - “testimonium”, do latim, vem de “testi”, sobretudo no plural testes: “jurar sobre os testículos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[14] - enfezados  - tem a raiz no Latim “faeces”, ou seja; “estar encoleirado por fazer força para aliviar-se das fezes”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não há de quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Disponha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Olavo Sader ( Bacharel I )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-6562867347517097193?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/6562867347517097193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=6562867347517097193' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6562867347517097193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6562867347517097193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/08/servio-pbico.html' title='SERVIÇO PÚBICO I'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-4203176643212204838</id><published>2008-08-02T09:06:00.000-07:00</published><updated>2008-12-18T04:03:52.749-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apresentação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emir de Carvalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bloco de Concreto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS</title><content type='html'>Com muito orgulho me junto à empreitada do meu estimado amigo e filósofo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Olavo Sader&lt;/span&gt; em seu &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Bacharel em Baixarias&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Neste &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt; de estréia gostaria de expor minha plataforma de intenções, para que todos os insignes leitores deste prestigioso blog possam conhecer quais os critérios que fundamentarão todas as futuras intervenções que ocasionalmente eu fizer neste espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, informo que, como a maioria dos leitores, posso cantar com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sílvio Caldas&lt;/span&gt;, pois também “já fui moço, já gozei a mocidade” (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cabelos Brancos&lt;/span&gt; de autoria de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Herivelto Martins&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marino Pinto&lt;/span&gt;) e me interessava por todas as vanguardices da moda. De vanguarda em vanguarda fui avançando até chegar ao estágio de só ver novidades no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje basta que me apresentem uma novidade como a do grupo “experimental-vanguardista” de Volta Redonda (cidade do interior do estado do Rio de Janeiro) chamado de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bloco de Concreto&lt;/span&gt;, que produz “música” com “instrumentos” de percussão catados no lixo, para que eu sarcasticamente lembre que houve um grupo igualmente “musical” chamado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Moleque de Rua&lt;/span&gt; (tem um cd na praça, pesquisem. O produtor é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Charles Gavin&lt;/span&gt;, baterista dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Titãs&lt;/span&gt;) que fazia a mesma coisa uns quinze/vinte anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então me dizem: “ah, mas então esse &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Moleque de Rua&lt;/span&gt; era vanguardista!”. Daí, carregando ainda mais no sarcasmo lembro que antes da indústria dos instrumentos musicais se estabelecer, as comunicações tribais eram feitas por batuques em pedaços de árvores e mais remotamente em pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse um comentário moderninho, eu poderia dizer que as pedras foram rolando até o estágio atual de desenvolvimento da indústria musical. Mas aí seria um trocadilho de lascar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pelo que foi dito acima dá pra notar que o teor dos meus textos será sempre um azedume só. Sempre que houver um moderninho feliz com sua última “descoberta”, aqui estarei para desmontar sua alegria procurando desconstruir (viram? também sei ser moderninho.) seu achado, mostrando que não passa de mais um engodo, pra fisgar otário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ridicularizar a modernice apresentada, não me limitarei aos argumentos racionais e a explicações bem fundamentadas. Não! Usarei todas as armas que me estiverem a mão. Ofensa pessoal, inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo para atingir o meu objetivo: chatear o máximo possível o leitor e transformar sua certeza em pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me importará, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SEMPRE&lt;/span&gt;, será acabar com a tranqüilidade e paz proporcionada pelo “deleite estético” do ouvinte, do leitor, enfim, do apreciador de qualquer produto supostamente artístico apresentando seu objeto de adoração como algo ridículo, indigno da condição humana. Nada mais que merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, que não pensem os conservadores que me aliarei a eles. Isso nem passa pela minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a novidade pela novidade me aborrece, o tradicionalismo bocó, não me desperta sensação mais elevada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esses também dedicarei minha bílis. Como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Drummond&lt;/span&gt;, ensinarei aos cultores da tradição que “meu ódio é o melhor de mim” (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Flor e a Náusea&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Rosa do Povo&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como o presente texto trata de um intróito nessa trama, manda a boa regra de etiqueta que assim como os encômios iniciais eu me despeça com a máxima gentileza possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, queridos leitores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VÃO TODOS PARA A PUTA QUE OS PARIU!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emir de Carvalho (Bacharel II)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-4203176643212204838?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/4203176643212204838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=4203176643212204838' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/4203176643212204838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/4203176643212204838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/08/declarao-de-princpios.html' title='DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-7597156273528111729</id><published>2008-07-31T20:50:00.000-07:00</published><updated>2008-07-31T20:52:50.441-07:00</updated><title type='text'>História secreta da Academia Brasileira de Letras</title><content type='html'>(...)&lt;br /&gt; Corria o ano de 1896. Era meia-noite. Recostado na poltrona favorita, Machado de Assis lia pensativo, enquanto esperava Carolina voltar do teatro. Nas mãos, a edição inglesa das Bioi Paralleloi, de Plutarco, aberta nas páginas dedicadas a Marco Júnio Brutus, filho adotivo e um dos assassinos de Júlio César.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Rua Cosme Velho estava deserta, de quando em quando um cão uivava para a lua, um gato miava, um bêbado cantava ao violão. Machado cismava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; — Com os diabos. Será que perdeu o último bonde e foi dormir na casa do irmão Faustino? Quando saiu, às três horas da tarde, disse que ia ao dentista, depois à modista, depois ao chá de caridade de Sofia Palha e, lá pelas oito, ao teatro, ver a representação do último sucesso da Companhia Fogo-Apagou, A Moreninha, adaptação do romance de Macedo, aquele defunto babão. Tudo bem, era um extenso programa, mas meia-noite também é demais para uma senhora casada e já entrada em anos. Carolina não é mais uma sirigaita vulgar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Retomou o livro, no trecho em que Brutus e seus amigos cercaram César no Senado e se preparavam para apunhalá-lo. Mas não conseguia se concentrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; — E se ela estiver mentindo? E se tiver um amante, como insinuaram antes do nosso casamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um punhal de gelo riscou a espinha do notável romancista. Pensou no Dom Casmurro*, livro que andava rascunhando, e se sentiu pior do que Bento Santiago, o Bentinho, futuro personagem principal da trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; — Tenho de fazer alguma coisa. Com quem poderia ela estar até agora? E passou a enumerar os amigos que freqüentavam a casa, muitos dos quais lançavam, com inquietante freqüência, olhares compridos em direção a Carolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (1) Luís Murat? (2) Coelho Neto? (3) Filinto de Almeida? (4) Aluísio Azevedo? (5) Raimundo Correia? (6) Teixeira de Melo? (7) Valentim Magalhães? (8) Alberto de Oliveira? (9) Magalhães de Azeredo? (10) Rui Barbosa? (11) Lúcio de Mendonça? (12) Urbano Duarte? (13) Visconde de Taunay? (14) Clóvis Bevilácqua? (15) Olavo Bilac? (16) Araripe Júnior? (17) Sílvio Romero? (18) José Veríssimo? (19) Alcindo Guanabara? (20) Salvador de Mendonça? (21) José do Patrocínio? (22) Medeiros e Albuquerque? (23) Machado de Assis? (24) Garcia Redondo? (25) Barão de Loreto? (26) Guimarães Passos? (27) Joaquim Nabuco? (28) Inglês de Sousa? (29) Artur Azevedo? (30) Pedro Rabelo? (31) Luís Guimarães Júnior? (32) Carlos de Laet? (33) Domício da Gama? (34) Pereira da Silva? (35) Rodrigo Otávio? (36) Afonso Celso? (37) Silva Ramos? (38) Graça Aranha? (39) Oliveira Lima? (40) Eduardo Prado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; — Um deles, ou vários deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O suor pingou-lhe da testa sobre as lunetas de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; — Bem — pensou. — O de número 23 sou eu mesmo, portanto não posso ser o amante de minha mulher. Patrocínio, de número 21, é negro, Carolina não se rebaixaria tanto. Raimundo Correia, número 5, dizem que é fresco, e pelos trejeitos deve ser verdade. O Visconde de Taunay, número 13, vive metido no mato, em suas expedições militares, comido de carrapatos. Mesmo assim sobra muita gente. Que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Levantou-se, foi até a janela — e nada. O silêncio da rua respondia com brutal silêncio. Detestou a frase. Ridícula! Não era razoável que ele, o mais notável romancista do país, estilista finíssimo, pensasse de tal maneira. Araripe Júnior (16), tudo bem. Salvador de Mendonça (20), também. Mesmo Graça Aranha (38) podia se dar a tais deslizes. Mas ele, jamais! Era preciso elegância, elegância acima de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Voltou à poltrona, retomou o livro e leu, sem parar ou pensar, com feroz alegria, a narrativa da morte de César, massacrado pelos amigos liderados por Brutus. Sim, se fosse o caso, ele também se vingaria. Mas se vingaria de quem? Tirando os sete que havia listado, sobravam 33. E se todos fossem culpados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O suor inundou-lhe a testa, escorreu pelo rosto, desceu pelo colarinho, encharcou a camisa branca. De repente, ergueu-se de um salto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; — Já sei — exclamou. — Já sei. Fundarei uma academia de letras, nos moldes da francesa. E os acadêmicos serão exatamente 40, os mesmos que lembrei, nomeei e numerei, que são todos meus amigos. Desse modo poderei vigiá-los de perto, de muito perto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sorriu quase feliz, deu um piparote na mesa, jogou o livro na poltrona e foi abrir a porta para uma risonha Carolina, que chegava de tílburi exatamente quando o relógio batia uma hora da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Trazia um buquê de camélias e um fulgor selvagem nos olhos de ressaca.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                                 ***&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; *Sim, foi nessa noite que se consolidou, no espírito do austero Machadinho, a idéia de terminar seu famoso romance, baseado em seus próprios devaneios de macho ofendido e humilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Enviou-nos o historiador Sebastunes Nião este trecho de uma biografia romanceada, ainda no prelo, baseada num, até então desconhecido, diário mantido por Machado de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo Sader ( Bacharel I)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-7597156273528111729?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/7597156273528111729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=7597156273528111729' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/7597156273528111729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/7597156273528111729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/07/histria-secreta-da-academia-brasileira.html' title='História secreta da Academia Brasileira de Letras'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-7233187220112410699</id><published>2008-07-31T18:08:00.001-07:00</published><updated>2008-07-31T18:13:11.768-07:00</updated><title type='text'>Presença de Espírito I</title><content type='html'>Segue um poema satírico inédito supostamente escrito pelo espírito de Gregório de Mattos, psicografado pelo médium  G.W., e enviado-nos para que pudéssemos comprovar a veracidade do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SONETO XVII &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ardor em firme caralhão crescido! &lt;br /&gt;Pranto por belo leite derramado! &lt;br /&gt;Recebe ao ventre o jorro esporrado! &lt;br /&gt;Expele ao vento o bastardo nascido! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós, que em seus ventres acolhes escondidas, &lt;br /&gt;Vós, que em suas conas escorre arrebaçadas, &lt;br /&gt;Qual néctar que espalha a semente aprisiondada, &lt;br /&gt;Herdeiros, quais? De tal caralha ardida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és Sirle, como passas em gestante? &lt;br /&gt;Se és Dirce, do pretinho ser pai me acusaria? &lt;br /&gt;Mas ai! Que andou Amor em mi imprudante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois para acalmar a gesta mulataria, &lt;br /&gt;Vivendo em tal inferno como al Dante, &lt;br /&gt;Estarei a gozar em outra pradaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No soneto, vemos  que  a gravidez aparece como imperceptível como causa e efeito no firme, ou seja impenetrável coração. Porém, no segundo verso é perceptível no pranto pelo leite derramado, tornando-se perceptível o efeito de uma causa oculta. Podemos observar também no segundo quarteto o disfarce da causa na palavra escondidas e o efeito transpõem o circulo da contenção interna para o exterior evidenciando o efeito concreto de uma causa oculta no verso: “...suas conas escorre arrebaçadas”. E, nos versos seguintes, continua o jogo de oposições. Nesta primeira parte do  soneto, observamos que os dois quartetos são para descrever o ato sexual desenfreado a suas conseqüências, bem como a sua natureza contraditória. O sujeito-lírico o sente e descreve o que sente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Uma vez descrito esse sentimento conflitante, o poeta passa a investigá-lo racionalmente “(...)Qual néctar que espalha a semente aprisiondada, / Herdeiros, quais? De tal caralha ardida. (...)” . Logo, observamos que a emoção é deixada de lado sob os auspícios da nova constatação: a falta de prudência, que para suavizar a tirania do próprio ato sexual; como vimos no verso “(...)Mas ai! Que andou Amor em mi imprudante. (...)”. Mesmo assim, o poeta fixa-se na linha da oposição para retratar o engano entre a realidade e o jogo sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No soneto XVII, observamos um joguete de palavras que nos conduz num ritmo cadenciado, na sonoridade das silabas tônicas e, também, nas rimas interpoladas ou intercaladas nos quartetos e rimas cruzadas ou alternadas nos tercetos, ou seja, ABBA e ABABAB. Inervesicalidade deveras característica do Boca do Inferno. Aliás, nos dois sonetos todas as rimas são interversicais. O sujeito-lírico, na sua angústia, nos revela o afeto e as lágrimas, derramadas no desespero de ter engravidado tais mulatinhas. Os sinais de exclamação tendem a revelar a exaltação ao sofrimento, cujo choro seria o ápice de tal sentimento. Observamos, que o sujeito, ainda que desinencial, aparece no final do verso (oração). A tônica da primeira parte do soneto está em intercalar o desespero e a lascívia. A presença da antítese é freqüente, pois observamos que proximidade de palavras de sentido contrário que, através das figuras de linguagem com as hipérboles, metáforas paradoxos, não só personalizam o medo , mas demonstram toda a tensão, principalmente, no segundo quarteto. Já na segunda parte, ou seja, nos dois tercetos, os versos interrogativos demonstram o conflito, enquanto a revelação do sentimento de angústia  é destacada com clareza quando o poeta usa letra maiúscula no início dos nomes ( os negros de então tinham seus nomes grafados , sempre, em minúsculas). Observamos, outra vez, o paradoxo, bem como a ambigüidade e o dualismo nos versos finais em que o poeta utiliza as figuras de linguagem com engenhosidade e habilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito-lírico, na sua angústia, nos revela um afeto e um tormento. Todavia, utilizando os recursos da alusão e ilusão, o diz de uma forma ambígua em que relaciona esperma e gravidez numa velada despedida, talvez, de um sentimento oculto que chove e rega as faces de duas mulata as quais  o eu-lírico deseja deixar de amar. A repetição da mesma palavra nos versos 2º e 3º do primeiro quarteto faz-nos acreditar que é para dar ênfase à partida. no tendem a revelar a exaltação ao sofrimento, cujo choro seria o ápice de tal sentimento. Observamos, que o sujeito aparece no final do verso (oração). A tônica da primeira parte do soneto está em intercalar a paixão e as lágrimas. A presença da antítese é freqüente, pois observamos que proximidade de palavras de sentido contrário que, através das figuras de linguagem com as hipérboles, metáforas paradoxos, não só personalizam a paixão, mas demonstram toda a tensão, principalmente, no segundo quarteto. Já na segunda parte, ou seja, nos dois tercetos, os versos interrogativos demonstram o conflito, enquanto a revelação do sentimento é destacada com clareza quando o poeta usa letra maiúscula no início da palavra. Observamos, outra vez, o paradoxo, bem como a ambigüidade e o dualismo nos versos em que o poeta utiliza as figuras de linguagem com engenhosidade e habilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) Ardor em firme caralhão crescido! &lt;br /&gt;Pranto por belo leite derramado!  (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Outro elemento interessante é o desejo implícito nas metáforas que indica o dualismo do ser que ora pode ser emocional e ora pode ser carnal. Tanto é que pode  desejar duas pessoas ao mesmo tempo. Também observamos em esta mesma linha de raciocínio verso final na suposição suscitada com a cópula verbal “é” homogeneizando o amor e o desejo; alegria e tristeza; choro e sorriso; imagem e reflexo; alusão e ilusão: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...)Vós, que em seus ventres acolhes escondidas, / Vós, que em suas conas escorre arrebaçadas, (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Evidencia-se a visão  extremamente racista para com os negros, insultando-os e colocando-os em uma posição inferior à dele, como em  em vários de seus textos, que foram construídos com um tom de desprezo e repúdio. Este é um poema dos que  têm por tema a mulata, nos quais esta é descrita como alguém que tenta o poeta. Nesse poema percebe-se uma tensão sexual constante, um erotismo exacerbado e a colocação da figura feminina negra como objeto de desejo unicamente carnal. Repúdio ao negro, como no conhecidíssimo poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TORNA A DEFINIR O POETA OS MAOS MODOS DE OBRAR NA GOVERNANÇA DA BAHIA, PRINCIPALMENTE NAQUELA UNIVERSAL FOME, QUE PADECIA A CIDADE.&lt;br /&gt;Que falta nesta cidade?.....................Verdade&lt;br /&gt;Que mais por sua desonra.................Honra&lt;br /&gt;Falta mais que se lhe ponha..............Vergonha.&lt;br /&gt;O demo a viver se exponha,&lt;br /&gt;Por mais que a fama a exalta,&lt;br /&gt;Numa cidade, onde falta&lt;br /&gt;Verdade, Honra, Vergonha.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Quais são os seus doces objetos?..............Pretos&lt;br /&gt;Tem outros bens mais maciços?................Mestiços&lt;br /&gt;Quais destes lhe são mais gratos?..............Mulatos.&lt;br /&gt;Dou ao demo os insensatos,&lt;br /&gt;Dou ao demo a gente asnal,&lt;br /&gt;Que estima por cabedal&lt;br /&gt;Pretos, Mestiços, Mulatos.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;O trecho acima faz parte de um poema em que Gregório ataca vários segmentos da sociedade baiana, e evidencia a postura de repúdio do artista quando o assunto é a classe dos negros e mulatos. Gregório usa um tipo de construção na primeira estrofe e outro tipo na segunda estrofe, recuperando no final da segunda estrofe as palavras finais de cada verso da primeira. Nota-se também na última parte do trecho que ele dirige sua crítica não apenas aos negros, mas aos que os estimam também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Cotejando este desconhecido poema  que estamos analisando, com outros textos de Gregório, que têm desta vez a mulher branca como tema, nota-se uma diferença brusca dos poemas sobre mulatas em diversos aspectos, desde o tom do texto até a escolha do vocabulário. O poeta descreve esse segundo tipo de musa utilizando imagens religiosas, linguagem mais erudita, entre outros recursos, que acabam por criar uma impressão diferente da donzela, uma impressão de beleza superior e intangível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vejamos agora como Gregório lida com a figura da mulata em outro poema de conhecida safra.&lt;br /&gt;INDO O POETA PASSEAR PELA ILHA DA CAJAIBA, ENCONTROU LAVANDO ROUPA A MULATA ANNICA E LHE FEZ ESTE ROMANCE.&lt;br /&gt;Achei Anica na fonte&lt;br /&gt;lavando sobre uma pedra&lt;br /&gt;mais corrente, que a mesma água,&lt;br /&gt;mais limpa, que a fonte mesma.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Conchavamos, que eu voltasse&lt;br /&gt;na segunda quarta-feira,&lt;br /&gt;que fosse à costa da Ilha,&lt;br /&gt;e não pusesse o pé em terra,&lt;br /&gt;Que ela viria buscar-me&lt;br /&gt;com segredo, e diligência,&lt;br /&gt;para na primeira noite&lt;br /&gt;lhe dar a sacudidela.&lt;br /&gt;Depois de feito o conchavo&lt;br /&gt;passei o dia com ela,&lt;br /&gt;eu deitado a uma sombra,&lt;br /&gt;ela batendo na pedra.&lt;br /&gt;Tanto deu, tanto bateu&lt;br /&gt;co'a barriga, e co'as cadeiras,&lt;br /&gt;que me deu a anca fendida&lt;br /&gt;mil tentações de fodê-la.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;       É muito interessante analisar este poema, pois ele demonstra claramente (pelo menos para mim) o que a mulata representava para o poeta. Mostra-se, a seguir,  um outro texto de Gregório, para enfim confrontar os poemas e as diferentes posturas do autor. &lt;br /&gt;PONDERA AGORA COM MAIS ATTENÇÃO A FORMOSURA DE D. ÂNGELA.&lt;br /&gt;Não vi em minha vida a formosura,&lt;br /&gt;Ouvia falar nela cada dia,&lt;br /&gt;E ouvida me incitava, e me movia&lt;br /&gt;A querer ver tão bela arquitetura.&lt;br /&gt;Ontem a vi por minha desventura&lt;br /&gt;Na cara, no bom ar, na galhardia&lt;br /&gt;De uma Mulher, que em Anjo se mentia,&lt;br /&gt;De um Sol, que se trajava em criatura.&lt;br /&gt;Me matem (disse então vendo abrasar-me)&lt;br /&gt;Se esta a cousa não é, que encarecer-me.&lt;br /&gt;Sabia o mundo, e tanto exagerar-me.&lt;br /&gt;Olhos meus (disse então por defender-me)&lt;br /&gt;Se a beleza hei de ver para matar-me,&lt;br /&gt;Antes, olhos, ceguei, do que eu perder-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         São claras as diferenças entre os dois poemas. No que fala de Anica, há diversos sinais que a colocam apenas como objeto sexual do autor, enquanto no texto sobre a formosura de D. Ângela, esta é vista como um ser perfeito, que provoca as reflexões amorosas mais profundas no poeta. Há disparidades também na linguagem utilizada na construção dos poemas. Há uso constante de expressões populares no primeiro, e as imagens criadas servem para enfatizar o interesse carnal pela mulata, como no poema analisado. Já no segundo, percebe-se um vocabulário mais erudito, e o trabalho com imagens menos carnais e mais líricas ou elevadas, como em " De uma Mulher, que em Anjo se mentia, / De um Sol, que se trajava em criatura", que ajudam a dar um tom de distanciamento maior entre o poeta e sua amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      A partir destas discrepâncias textuais, pode-se passar para uma análise das motivações de tudo isso. Creio que pode-se concluir que Gregório de Matos e a sociedade brasileira do século XVI, da qual faz parte o poeta, era racista, e tinha o negro, o mulato, como alguém inferior, ou até como algo . Há também esta visão da mulata como simples objeto de desejo carnal, tomando-a apenas uma coisa, porém coisa cobiçada, mesmo que no sentido físico somente, “(...)Recebe ao ventre o jorro esporrado! (...)”, e não com o lirismo com que é tratada a personagem branca. Tal comportamento, visto tanto na obra do poeta barroco quanto nas próprias relações sociais, pode ser encarado como uma reafirmação do discurso racista, e não como uma contradição a ele, pois a coisificação da mulata ou a valorização unicamente de seus atributos físicos não deixa de ser uma atitude racista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para confirmar, segue uma análise minunciosa, heproca-escandida, dos versos a fim de verificar a metrificação peculiar do autor.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SílabaVerso 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º Ar dorem fir me ca ra lhãocre sci do!     A&lt;br /&gt;2º Pran to por be lo lei te de rra ma do!    B&lt;br /&gt;3º Re ce be aoven treo jô rroes po rra do!    B &lt;br /&gt;4º Ex pe leao vem too bas tar do nas ci do!   A &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º Vós, queem seus vem tresa co lhes es com di das,     A&lt;br /&gt;6º Vós, queem suas co nases co rrearre ba ça das,         A&lt;br /&gt;7º Qual néctar quees pa lhaa se men tea pri sio nda da,  B&lt;br /&gt;8º Her dei ros, quais? De tal ca ra lha ar di da.    B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9º Seés Si rle, co mo pas sas  em ges tan te?    C&lt;br /&gt;10º Seés Dir ce, do pre ti nho ser pai me a cu as ri a?   D &lt;br /&gt;11º Mas ai! Que an dou Amor em mi im pru dan te.   C&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12º Pois pa raa cal mara ges ta mu la ta ri a,   D&lt;br /&gt;13º Vi vem do em tal in fer no como al Dan te,   C &lt;br /&gt;14º Es ta reia go zar em ou tra pra da ri a.   D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrofes características da obra Matosiana presente no referido soneto: regulares compostas de dois quartetos e dois tercetos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versos característicos da obra Matosiana presente no referido soneto: regulares compostos e com número de sílabas fixo; com rimas dissilábicas, trissilábicas e polissilábicas; sendo que o 1º verso é decassílabo sáfico e os demais são decassílabos heróicos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crase (es) características da obra Matosiana presente no referido soneto: 4º verso, 5ª sílaba; 5º e 6º versos, 2ª sílaba;e 9º e 10º versos, 1ª sílaba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisão (sões) características da obra Matosiana presente no referido soneto: 3º verso, 3ª e 6ª sílabas; 5º verso, 5ª sílaba; 7º verso, 4ª sílaba; 11º verso, 3ª sílaba; 13º verso, 4ª, 7ª e 9ª sílabas;e 14º verso, 7ª sílaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Diante de todas as evidências, constata-se se , sem sombra de dúvida, um poema pertencente à obra de Gregório de Matos. Qual a surpresa deste analista, especialista na obra deste, desconhecer, até então,  tal  soneto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a análise, foi usada a seguinte bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MATOS, Gregório de. Obras completas. São Paulo: Cultura, 1945.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo Sader ( Bacharel I)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-7233187220112410699?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/7233187220112410699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=7233187220112410699' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/7233187220112410699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/7233187220112410699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/07/presena-de-esprito-i.html' title='Presença de Espírito I'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-8983900339505912296</id><published>2008-07-28T22:20:00.000-07:00</published><updated>2008-07-28T22:21:14.701-07:00</updated><title type='text'>Medicina legal I</title><content type='html'>Coprolalia - Palilalia - Ecolalia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coprolalia é a triste compulsão em proferir palavras obscenas. Normalmente a Coprolalia está presente nos quadros de tiques vocais. Os tiques vocais podem ser simples comuns, os quais incluem pigarrear, grunhir, fungar,escarrar , bufar e emitir sons guturais (Caso clássico registrado: “Hunghh! Hunghh!”). Os tiques vocais podem ainda ser complexos comuns, os quais incluem repetições de palavras ou frases fora de contexto e, também, a Coprolalia, ou uso de palavras socialmente inaceitáveis, freqüentemente obscenas, a Palilalia repetição de sons ou palavras (Caso clássico registrado: “ Me enterrou  o cabeção do cacetão no cabação e arrancou até carnegão, carnegão.”)  e a Ecolalia, que é a rima de palavras como se fosse um eco (Caso clássico registrado: “ Vou botar no seu cuzão até arrancar caroço de feijão” ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          No Transtorno de Tourette são múltiplos os tiques motores e um ou mais tiques vocais. Os tiques vocais do Transtorno de Tourette incluem várias palavras ou sons como estalos, grunhidos, ganidos, fungadas, espirros e tosse (tique vocal simples comum) e a Coprolalia, um tique vocal complexo envolvendo a verbalização de obscenidades. Este tipo de tique está presente em torno de 10% das pessoas com este transtorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Coprolalia subdivide-se nas categorias “orgogênicas” , “escatológico-orgogênicas”  e “ hepto-orgogênicas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo clássico de manifestação de Coprolalia orgogênica:&lt;br /&gt;“Minha buçanha está ardendo da xavasca arregaçada na gonorréia  da caralha azeda na bola do saco cabeludo ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo clássico de manifestação de Coprolalia escatológico-orgogênica:&lt;br /&gt;“Vai tomar no meio do buraco do seu cu arregaçado da puta-que-pariu da piranha da sua mãe viadona”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo clássico de manifestação de Coprolalia  hepto-orgogênica:&lt;br /&gt;“ Cavuquei o caralho escalavrado na bucetona inflamada  da porra empurrada na prega arrebentada”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes  transtornos se agravam habitualmente durante a adolescência e persistem freqüentemente na idade adulta. Os tiques vocais são freqüentemente múltiplos, com vocalizações, limpeza da garganta e grunhidos repetidos e explosivos, e por vezes, e como já foi dito, com a emissão de palavras ou frases obscenas, associadas em certos casos a uma ecopraxia gestual que pode ser igualmente obscena (copropraxia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casos extremos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gravíssimo transtorno  de manifestação de Coprolalia orgogênica associada a uma ecopraxia gestual (copropraxia) se dá , simultâneo aos respectivos proferimentos dos turpilóquios que lhe são próprios,   pela fricção constante da palma da mão esquerda na extensão do braço direito  desde o pulso até a região do bíceps, num movimento de vai-e-vem raivoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gravíssimo transtorno  de manifestação escatológico-orgogênicas associada a uma ecopraxia gestual (copropraxia) se dá , simultâneo aos respectivos proferimentos dos turpilóquios que lhe são próprios,   pelo gesto de união da ponta de todos os dedos da mão esquerda levados às próprias narinas e pela assustadora expressão de regozijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gravíssimo transtorno  de manifestação de Coprolalia  hepto-orgogênicas associada a uma ecopraxia gestual  (copropraxia) dá, simultâneo aos respectivos proferimentos dos turpilóquios que lhe são próprios,  pelo apalpar frenético da região genital num movimento horizontal-vertical e vertical-horizontal, espasmódico e irregular, retilíneo ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOUNIE, Ana and PETRIBU, Kátia. Síndrome de Tourette - revisão bibliográfica e relato de casos. Rev. Bras. Psiquiatr., Jan./Mar. 1999, vol.21, no.1, p.50-63. ISSN 1516-4446.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olavo Sader ( Bacharel I)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-8983900339505912296?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/8983900339505912296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=8983900339505912296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/8983900339505912296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/8983900339505912296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/07/medicina-legal-i.html' title='Medicina legal I'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-9078938886154719361</id><published>2008-07-28T21:08:00.000-07:00</published><updated>2008-07-28T21:15:41.874-07:00</updated><title type='text'>JURIDICULUS I</title><content type='html'>ACÓRDÃO Nº: 20071112060 Nº de Pauta:385 &lt;br /&gt;PROCESSO TRT/SP Nº: 01290200524202009 &lt;br /&gt;RECURSO ORDINÁRIO - 02 VT de Cotia &lt;br /&gt;RECORRENTE: XXXXXXX &lt;br /&gt;RECORRIDO: XXXXXXXX &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EMENTA PENA DISCIPLINAR. FLATULÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por princípio, a Justiça não deve ocupar-se de miuçalhas (de minimis non curat pretor). Na vida contratual, todavia, pequenas faltas podem acumular-se como precedentes curriculares negativos, pavimentando o caminho para a justa causa, como ocorreu in casu. Daí porque, a atenção dispensada à inusitada advertência que precedeu a dispensa da reclamante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível validar a aplicação de punição por flatulência no local de trabalho, vez que se trata de reação orgânica natural à ingestão de alimentos e ar, os quais, combinados com outros elementos presentes no corpo humano, resultam em gases que se acumulam no tubo digestivo, que o organismo necessita expelir, via oral ou anal. Abusiva a presunção patronal de que tal ocorrência configura conduta social a ser reprimida, por atentatória à disciplina contratual e aos bons costumes. Agride a razoabilidade a pretensão de submeter o organismo humano ao jus variandi, punindo indiscretas manifestações da flora intestinal sobre as quais empregado e empregador não têm pleno domínio. Estrepitosos ou sutis, os flatos nem sempre são indulgentes com as nossas pobres convenções sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disparos históricos têm esfumaçado as mais ilustres biografias. Verdade ou engenho literário, em "O Xangô de Baker Street" Jô Soares relata comprometedora ventosidade de D. Pedro II, prontamente assumida por Rodrigo Modesto Tavares, que por seu heroísmo veio a ser regalado pelo monarca com o pomposo título de Visconde de Ibituaçu (vento grande em tupi-guarani). Apesar de as regras de boas maneiras e elevado convívio social pedirem um maior controle desses fogos interiores, sua propulsão só pode ser debitada aos responsáveis quando deliberadamente provocada. A imposição dolosa, aos circunstantes, dos ardores da flora intestinal, pode configurar, no limite, incontinência de conduta, passível de punição pelo empregador. Já a eliminação involutária, conquanto possa gerar constrangimentos e, até mesmo, piadas e brincadeiras, não há de ter reflexo para a vida contratual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, não se tem como presumir má-fé por parte da empregada, quanto ao ocorrido, restando insubsistente, por injusta e abusiva, a advertência pespegada, e bem assim, a justa causa que lhe sobreveio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACORDAM os Juízes da 4ª TURMA do Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região em: por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares de nulidade por suspeição de testemunha e por cerceamento de defesa, arguidas pela reclamada; no mérito, por igual votação, dar provimento parcial ao apelo da mesma, para expungir da condenação o pagamento de 11 dias de saldo de salário, por já devidamente quitado, expungir da condenação o pagamento de diferenças salariais decorrentes do acréscimo de 30% pelo desvio de função e suas integrações em horas extras, férias mais 1/3, 13º salários, aviso prévio e FGTS com 40%, tudo na forma da fundamentação que integra e complementa este dispositivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 11 de Dezembro de 2007. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RICARDO ARTUR COSTA E TRIGUEIROS &lt;br /&gt;PRESIDENTE E RELATOR &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACÓRDÃO Nº: 20071112060 Nº de Pauta:385 &lt;br /&gt;PROCESSO TRT/SP Nº: 01290200524202009 &lt;br /&gt;RECURSO ORDINÁRIO - 02 VT de Cotia &lt;br /&gt;RECORRENTE: XXXXXXX &lt;br /&gt;RECORRIDO: XXXXXXXX&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-9078938886154719361?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/9078938886154719361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=9078938886154719361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/9078938886154719361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/9078938886154719361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/07/juridiculus-i.html' title='JURIDICULUS I'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-6937900906591444561</id><published>2008-07-19T09:54:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T10:00:32.198-07:00</updated><title type='text'>Pérolas aos poucos 2 ( resgatando do ostracismo)</title><content type='html'>PAULINHO CACETETE E O DESCONHECIDO SAMBA SERIAL DA DÉCADA DE 70&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconhecido do público e rejeitado pela crítica, Paulinho Cacetete, nascido em 19 de fevereiro de 1946, em Austin, Baixada Fluminense, foi o idealizador do projeto samba serial. Samba serial  é uma subdivisão do serialismo. O serialismo é um método de composição musical surgido na primeira metade do século XX como desdobramento do dodecafonismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o próprio dodecafonismo é às vezes chamado também de serialismo. Portanto, para evitar ambigüidades, usa-se a denominação serialismo dodecafônico ou simplesmente dodecafonismo para fazer referência àquele, sendo o serialismo propriamente denominado preferencialmente serialismo integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre os dois sistemas está em que o serialismo integral, no limite, se baseia numa série para ordenar todos os parâmetros do som em uma peça. Desse modo, duração, timbre, altura e intensidade são, todos eles, definidos a partir de uma série, que nesse caso, em geral se organiza como uma série de razões do tipo 2:3:7:5:1 etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samba Serial é, portanto, a intersecção entre o samba de raiz e o serialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sambas de Cacetete totalmente serializados incluem Carne Esponjosa, (1974) para 18 instrumentos, e Carne Mijada I, para dois pianos e um pandeiro. Carne Esponjosa foi também ponto de inflexão para Cacetete. Como uma das obras mais visivelmente serializadas em sua totalidade, serviu de archote de iluminação para diversas espécies de criticismo. Deste samba, pode-se afirmar acerca dos versos de Carne Esponjosa a ascensão de um suspiro. De um suspiro, sem nenhuma dúvida,  mas antes uma descida que uma ascensão onde o  hermetismo aparente serve-lhe com freqüência para dissimular suas preocupações eróticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARNE ESPONJOSA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sou professor de Semiótica na UFRJ&lt;br /&gt;nunca comi  aluna nenhuma&lt;br /&gt;Por isso sou considerado um idiota&lt;br /&gt;Desde o Leblon até Inhaúma&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas tenho um ponto a meu favor&lt;br /&gt;Uma protuberância  indecente&lt;br /&gt;em algumas pessoas causa horror&lt;br /&gt;mas provoca lascívia  nas discentes&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tenho uma carninha gostosa&lt;br /&gt;Em relevo na minha perna&lt;br /&gt;É minha carne esponjosa&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tenho uma carninha gostosa&lt;br /&gt;Em relevo na minha perna&lt;br /&gt;É minha carne esponjosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na revista  Sururu de Capote ( nº 6, de maio de 1976), Pedrão Bombeiro publicou artigo em que examinava os padrões de duração, dinâmica e timbre da obra Carne Mijada I, e chegou à conclusão que um timbre único não encaixava no modelo, que ele então continuava a questionar em exasperante detalhamento. Essas críticas, combinadas com o que Cacetete  sentia, foram “uma falta de flexibilidade expressiva na linguagem”, como ele delineou em seu ensaio “Beneplácito de cu é rola”,levaram Cacetete a refinar sua linguagem composicional. Ele destilou o sentimento de total serialização para dentro de música mais sutil e fortemente gestual ( a coreografia erótico-minimalista de Couro de Pica), e manteve secretos seus métodos de composição, para previnir pessoas como Pedrão de discutir sua técnica, em lugar de focar no conteúdo de sua música. A mais forte aquisição de Cacetete nesse método é sua obra-prima Carne Mijada II  para conjunto, trigogô e voz, de 1978-1979, uma das poucas obras de música avançada dos anos 1970 a manter-se no repertório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARNE MIJADA II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O buraco da vagina é um buraco imundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um buraco pra dentro e acumula mijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que mais me intriga é que ele não tem fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu meto o cacete até o talo e não encontro o fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois palmos de cacete rijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu não acho fundo no buraco imundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimentação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de  Carne Mijada II, Cacetete começou a fortalecer a posição dos compositores da música pós-Ditadura. Ele também começou a considerar novos caminhos para sua própria obra. Com  Corpo Cavernoso  para apito, repique, tarol e soprano, ele começou a trabalhar com uma idéia de improvisação e de finais abertos. Ele considerou como o meaestro ( denominação criada por Cacetete como “fusão entre mestre sala e maestro”)  deveria estar apto a 'improvisar' sobre notações vagas, tais como a fermata, e como os tocadores podiam 'improvisar' sobre durações irracionais, tais como notas adicionais e rítmicas. Para além disso, ele trabalhou com a idéia de deixar o ordenamento específico de movimentos ou seções de música abertos para serem escolhidos para uma noite particular de uma apresentação, uma idéia relacionada com a forma móvel de Karlheinz Stockhausen. Curiosamente, embora as duas obras pareçam semelhantes hoje, e certamente representam a mesma impecável técnica, Corpo Cavernoso não foi recebida tão bem quanto Carne Mijada I. Stravinsky, por exemplo, odiava a primeira, mas amava a última. Leci Brandão, declarou timidamente, em  entrevista à  Sururu de Capote ( nº 47, de junho de 1984) que gostara somente de Carne Mijada II. Essa é talvez mais um barômetro cultural do que reflexão sobre o trabalho em si. Durante o tempo em que Cacetete estava testando essas novas idéias, aqueles colegas que nunca tinham estado inteiramente confortáveis com a proeminência de uma linguagem musical rigorosa, como Beto-sem-braço, trouxeram um contra-argumento musical convincente para os ideais musicais de Cacetete. Em uma reviravolta poética, Cacetete moveu-se de um respeito irrestrito a  Martela o Martelão ( depois citada em canção do Bonde do Tigrão), significando “o martelo da cabeça rachada”, para aparente decepção com A racha azeda (Dobra sobre dobra), que dialogou com  um poema de Stéphane Mallarmé sobre a exasperante impotência de um pedreiro, incapaz de levantar sua “ferramenta de trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos anos 80, começando com a Terceiro Batuque para Piano (1985), Cacetete experimentou com o que ele chamou de casualidade controlada e desenvolveu seus pontos de vista sobre música aleatória nos artigos Gislene e Cleuza, que queres vós de mim? na revista Sururu de Capote ( nº 96, de dezembro de 1989). Seu uso da casualidade – que iria posteriormente empregar em composições como Ai minha bola do saco! e Tripa Lombeira é melhor do  que  o Angu do Gomes  – é muito diferente daquele, por exemplo, utilizado por John Cage em suas obras. Enquanto na música de Cage aos executantes é-lhes dada freqüentemente a liberdade para improvisar e criar sons completamente novos, nas obras de Cacetete eles somente podem escolher entre possibilidades que foram escritas em pormenores pelo compositor – um método que é freqüentemente descrito como forma móvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Década de 1990&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns críticos têm acusado Cacetete de experimentar  tardiamente as modas musicais francesas e norte-americanas  nos anos 70, por exemplo, o Chuta que é Macumba para orquestra dividido em oito grupos foi visto como sob a influência do minimalismo americano. Nenhuma dessas modas pareceu encaixar bem em Cacetete, e gradualmente, Cacetete fecha o livro sobre esse tipo de experimentação. Algumas revisões posteriores de suas obras, tal como um ordenamento fixo para os movimentos de Chuta que é Macumba II (que previamente podia ser tocado em qualquer ordem), são vistas como reação contra a mencionada linha de crítica. Cacetete pessoalmente explicou que – depois de trabalhar um pouco com a referida composição – parecia que havia, enfim, a melhor ordem: aquela que ele escolheu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, Cacetete tinha tido, antes disso, uma forte tendência a considerar todas suas peças como trabalho em andamento. Sua produção, desde a década de 1970, tinha desacelerado consideravelmente; as obras tendem a ser completadas depois de muitos anos, e algumas, como a Terceira Esporrada  para Piano (1956- ), permanecem inacabadas, embora dois de seus planejados cinco movimentos venham sendo executados. ...évelho-mais/émeu---porra!..., (é o título da peça) é efetivamente um concerto de caixa de fósforo com eletrôtetônica ( misto de eletrônica e Eletrotécnica, curso que fez no Senac), foi a princípio escrito nos anos setenta (1970) e completamente revisado nos anos noventa. Uma de suas primeiras obras Nabunda nada?  para piano (1955), que consistia de pequenas miniaturas, está hoje no processo de ser transformada em uma peça para orquestra, com seus diminutos movimentos para piano metamorfoseados em ciclo orquestral monolítico. No mínimo sete movimentos desse projeto foram concluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRA ESPORRADA PARA PIANO ( Bolero de Ravel em Samba de Breque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T-T-T-T-T-T-T-T-T-T-Terceira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eira-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a-a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esporr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p-a-r-a--p-i-a-n&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;g-g-g-g-g-o-o-o-o-z-z-z-z-e-e-e-i-i-i-i&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exame de próstata ( 1990-1994) trabalha com a idéia musical de ressonância e a espacialização dos sons que  - criados pelo conjunto -  fossem processados em tempo real (a música eletrônica era normalmente criada penosamente em situações controladas, e então gravada em fitas, e assim 'fixadas' em um substrato para poder fazer uma apresentação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cacetete é particularmente talentoso por suas interpretações sambísticas cultivadas de clássicos do século XX: Claude Debussy,Gustav Mahler, Arnold Schoenberg, Igor Stravinsky, Béla Bartók, Anton Webern e Edgard Varèse. Em 1984, ele regravou em ritmo de maxixe toda a obra de  Frank Zappa . Seu repertório do século XIX focaliza Ludwig van Beethoven, Hector Berlioz , Robert Schumann  e especialmente os tambores africanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de Olavo Sader ( Bacharel I )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-6937900906591444561?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/6937900906591444561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=6937900906591444561' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6937900906591444561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/6937900906591444561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/07/prolas-aos-pucos-2-resgatando-do.html' title='Pérolas aos poucos 2 ( resgatando do ostracismo)'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156707898122792605.post-3095064813829832827</id><published>2008-07-19T09:38:00.000-07:00</published><updated>2008-07-19T09:43:15.501-07:00</updated><title type='text'>Pérolas aos Poucos 1 ( resgatando do ostracismo)</title><content type='html'>&lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt;MC Marcão, o Concretista&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;MC Marcão ou Antônio Marcos Silveira, nasceu em Madureira, subúrbio do Rio, em 1967. Em 1985, começa a trabalhar de servente de pedreiro em quase todos os bairros da periferia do Rio de Janeiro. Nessas andanças encanta-se pelo ritmo funk e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;passa sua adolescência e juventude em meio a este clima musical.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Com a ampliação do acesso à freqüência FM, a partir da &lt;/span&gt;&lt;a title="Década de 80" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_80" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;década de 80&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, o funk no Rio começou a ser influenciado por um novo ritmo da &lt;/span&gt;&lt;a title="Flórida" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fl%C3%B3rida" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Flórida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, o &lt;/span&gt;&lt;a title="Miami Bass" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Miami_Bass" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Miami Bass&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, que trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas. Marcão, então, enquanto chapiscava uma parede, assentava um azulejo, só ouvia a FM O Dia, pois só a FM O Dia dedica grande espaço em sua grade horária para os falsos sucessos feitos no ritmo funk, um dos mais famosos é a regravação de uma música de &lt;/span&gt;&lt;a title="Raul Seixas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Raul Seixas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;: o "&lt;i&gt;Rock das Aranhas&lt;/i&gt;" que vira hit e se junta a ele outras músicas feitas com muito humor e sem muito apelo político como adaptações de músicas do funk norte-americano e gravações de cantores latinos como &lt;/span&gt;&lt;a title="Steve B (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Steve_B&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Steve B&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Corell DJ (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Corell_DJ&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Corell DJ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, entre outros MC's. Dentre os raps que marcam o período mais politizado (mas sem perder o humor) no funk é o "&lt;/span&gt;&lt;a title="Rap do Acari (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Rap_do_Acari&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Rap do Acari&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;" que abordava o tema da famosa Roubauto, feira de peças de carro roubadas pelas cidade - a feira muito eclética era sinônimo da precariedade do acesso dos pobres da periferia e outros marginalizados à bens de consumo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;Marcão, desolado por já estar com os dezoito anos e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ainda ser analfabeto, pede para seu amigo de obra, o pedreiro Tuto, para lhe ensinar a ler e a escrever. Tuto, leitor voraz, recentemente enebriado por um livro concretista que caíra-lhe nas mãos, decide educar Marcão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;através do livro &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Viva Vaia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt; do poeta concreto &lt;span style=""&gt;Augusto Luís Browne de Campos&lt;/span&gt;. E, depois de alguns meses, consegue.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A partir desse momento, Marcão passa a ler somente poesia concreta. Continua trabalhando como servente de pedreiro e começa a arriscar seus próprios poemas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Como os seus ídolos &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a title="Augusto de Campos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_de_Campos" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;Augusto de Campos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; , &lt;a title="Décio Pignatari" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cio_Pignatari" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;Décio Pignatari&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; , &lt;a title="Haroldo de Campos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Haroldo_de_Campos" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;Haroldo de Campos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e &lt;a title="Luiz Sacilotto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Sacilotto" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;Luiz Sacilotto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; ,&lt;/span&gt; Marcão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;então ( com o perdão do trocadilho) apenas um servente de pedreiro no grande edifício do concretismo escreve seus primeiros versos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;PRATO CHEIO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Bom apetite!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Bonapetit!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Boit!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Arros e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fej/ ã/ o e farinhosca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Com doeis O(vos) en CISMA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E 2ª conchacrá de marlhe de corno&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Tô de bucheio!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Marcão, depois de concluir estes versos, mostra-os aos amigos de obra que, não entendendo patavinas, começam a debochar do poeta. Ele não esmaecia e explicava pra rapaziada que seus versos defendiam a racionalidade e rejeitavam o &lt;a title="Expressionismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Expressionismo" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;expressionismo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o acaso, a abstração lírica e aleatória e que não havia intimismo nem preocupação com o tema, seu intuito era acabar com a distinção entre forma e conteúdo e criar uma nova linguagem, propunha a obra pela obra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Geladeira, o mestre-de-obras , ao ver que os devaneios líricos do rapaz estavam atrasando a conclusão da obra, chama-o num canto para repreendê-lo. Marcão, após o sermão profissional do seu superior, &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;passa a se envolver em temas sociais. As obras passam a ser mais e mais preocupadas com a inovação da linguagem. Marcão tinha &lt;span style="color: black;"&gt;em &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;a title="Vladimir Mayakovsky" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Mayakovsky" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;Vladimir Mayakovsky&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; um grande expoente; repetia, entre o assentamento de um tijolo e outro, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a afirmação do poeta russo que &lt;i style=""&gt;não há arte revolucionária sem forma revolucionária.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Marcão é despedido da empreiteira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Marcão,então , consegue vaga como carregador de caixa de som na Equipe de funk Cash Box. Seus serviços eram tão eficientes que passara a trabalhar de carregador de caixas em quase todas as equipes do Rio:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;Jet Black, Disco Dance, Signus, A Bolha, Supersonic, Hollywood&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;Studio Ld&lt;/i&gt;. Adorava a idéia: tinha tempo para continuar a escrever seus poemas ( desde que carregasse as caixas, ninguém lhe enchia o saco) e sempre pegava uns bailes de graça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Só que ele descobrira que ainda não trabalhava de carregador para as melhores. Nesta época &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;surgem, com destaque &lt;i&gt;A Coisa&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Kakareko&lt;/i&gt; e as duas grandes rivais Pipo's e &lt;a title="Furacão 2000" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Furac%C3%A3o_2000" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;Furacão 2000&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que organizavam bailes dançantes. Nos dias de folga passa a frequentar os &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;primeiros bailes fechados em clubes da periferia como a &lt;i&gt;Paratodos da Pavuna&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Pavunense&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Exentric&lt;/i&gt; (&lt;a title="Caxias" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caxias" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;Duque de Caxias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Marcão, entre carregar caixas, escrever poemas concretos e curtir bailes maneiros, passa a ser testemunha ocular do início desse fenômeno musical carioca. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ao longo da nacionalização do funk, os bailes, até então, realizados nos clubes dos bairros das periferias da capital e região metropolitana, expandiu-se para eventos em céu aberto, nas ruas, onde as equipes rivais se enfrentavam disputando quem tinha a aparelhagem mais potente, mais traficantes, o grupo mais fiel e o melhor DJ. Neste meio surge o DJ Malboro, um dos vários protagonistas do movimento funk.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Com o tempo, o funk ganha grande apelo dos marginalizados e se afirma como a voz da periferia, cujas letras cantadas pelos MCs, enfatizavam às reivindicações populares pelo combate da violência policial nas comunidades carentes dos morros cariocas. As músicas tratavam o cotidiano dos freqüentadores: abordavam a violência e a pobreza das &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a title="Favela" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Favela" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;favelas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Marcão percebera, nessa época, que havia &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;um grande silêncio sobre o funk, que continuava a ser popular nas rádios piratas (algumas eram de controle das equipes de som) e agora tratam dos temas ligados aos grupos criminosos, como o &lt;a title="Comando Vermelho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comando_Vermelho" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;Comando Vermelho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a title="Amigos dos Amigos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amigos_dos_Amigos" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;ADA&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e etc, servindo como inspiradores de combates e aviso sobre a troca de comando local, ou sobre a sujeição dos moradores da área a nova ordem: o funk falava principalmente sobre as drogas, as armas, os comandos, muitas vezes convocando moradores de favelas a participar de atos de violência ou pregando o extermínio de inimigos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Marcão desiludido com a pobreza lírica dos versos dos funks, passa a compor letras grandemente influenciadas pela poesia concreta. Como tinha boas influênias no meio, mostra para quase todos os DJ’s conhecidos e donos de equipes:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;VAI PRA VALA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Vala prai&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Prala vai&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Lapra pai&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Pra vai vala&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Nesta mesma época da composição de Vai pra Vala,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;o funk adota como temática o sexo apresentado sempre como uma simples cópula, muitas vezes acompanhados de gritos e gemidos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Não por acaso bailes funk passaram a ter bacanais entre os participantes, na maioria das vezes menores de idade. Tais orgias começavam após a execução de alguma música que era previamente conhecida como sinal para o início do sexo. Surgiram nas favelas os bebês "filhos do trem", crianças geradas em "trenzinhos" por sexo de adolescentes com desconhecidos. Nacem daí hits como “ A Dança da Chapeleta”, “Dança da cabeça” e “Dança da bundinha”, entre outras. Marcão, com toda a sensuualidade  dá luz a :&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;DANÇA DO ABORTO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Para &lt;/span&gt;&lt;a title="Stéphane Mallarmé" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/St%C3%A9phane_Mallarm%C3%A9" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Stéphane Mallarmé&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="James Joyce" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Joyce" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;James Joyce&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Ezra Pound" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ezra_Pound" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Ezra Pound&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Vladimir Maiakóvski" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Maiak%C3%B3vski" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Vladimir Maiakóvski&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Arnaut Daniel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arnaut_Daniel" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Arnaut Daniel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a title="E. E. Cummings" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/E._E._Cummings" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;E. E. Cummings&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dança do aborto. Você meche a bundinha e o bebê nasce morto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dança do aborto. Você meche a bundinha e o bebê nasce .&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dança do aborto. Você meche a bundinha e o bebê .&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dança do aborto. Você meche a bundinha .&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dança do aborto. Você meche .&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dança do aborto. Você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dança do aborto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Dança .&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;;D&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Sem muito sucesso com essa canção, Marcão segue sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Evidentemente os bailes funk também propiciaram a expansão da AIDS nas favelas cariocas. O jornalista Tim Lopes morreu assassinado por traficantes de drogas quando investigava denúncias de exploração sexual de menores em bailes funk. Alguns artistas desta fase, como &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a title="Claudinho e Buchecha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Claudinho_e_Buchecha" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Claudinho e Buchecha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, enveredaram para outros tipos de tema. Os chamados "&lt;/span&gt;&lt;a title="Charmeiros" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charmeiros" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;charmeiros&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;" são um&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; grupo de resistência a este cenário, mas que acabam sendo suprimidos, inclusive, pela mídia. Ao mesmo tempo que as músicas abordavam o cotidiano das classes baixas, alguns bailes começaram a ficar mais violentos e ser palco de "brigas de galeras", onde pessoas de dois lugares dividiam a pista em duas e quem ultrapassasse as fronteiras de um dos "lados", era agredido pela outra galera. Os chamados “Lado A” e Lado B”. Estas galeras podiam ser representadas por moradores de um vs. outro bairro, torcidas organizadas de times, grupos de equipes rivais, grupos de facções rivais, etc...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Marcão compõe a canção Lado C:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;LADO C&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Lá doce. ¨Tem¨ -o-o-o- Lado cê. Tam nrevoso. Lá / dô / cê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Pancaradariafolgolfadasãodesanguesapasindoponaparipiz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                       &lt;/span&gt;Con – spiração terrorista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                            &lt;/span&gt;Com – trafação ninilista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                  &lt;/span&gt;Cam – pesinidade suburbana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                       &lt;/span&gt;Bem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;bom&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 115%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Este poema é &lt;span style=""&gt;uma teia de elos sonoros e semânticos meticulosamente construída. &lt;i&gt;Lado C” &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;é o tema que se expande. “Tem” em forma  de cruz para cima (“tem”), para um lado (“tem”), para o outro (“tam”) e para baixo (“tom”). “São” o faz em diagonal “som”  e “sem som” . Os elementos que sobram formam um triângulo: “con”, ”com” e “can”- e uma diagonal: “bem”, “bem”. Todos estão a uma mesma distância do centro que é um nó em tensão. Segundo os princípios das palavras, há quatro grupos (“t”, “s”, “k” e “b”, mas há somente um se considerarmos as letras finais (todas estão enlaçadas pela nasalização). Assim como Marcão extrai quantidade de possibilidades do visual das palavras, também aproveita sua sonoridade, indo do “com som” ao “sem som” e extraindo valor onomatopaico das sílabas. Ao fazer um percurso clássico do olhar – da direita à esquerda -, vê-se que o poema é a tensão entre o silêncio: do “com som” ao “sem som”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;A pressão da &lt;/span&gt;&lt;a title="Polícia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADcia" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;polícia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, da &lt;/span&gt;&lt;a title="Imprensa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imprensa" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;imprensa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; e a criação de uma &lt;/span&gt;&lt;a title="CPI" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CPI" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;CPI&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; na &lt;/span&gt;&lt;a title="Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Assembl%C3%A9ia_Legislativa_do_Rio_de_Janeiro" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; em &lt;/span&gt;&lt;a title="1999" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1999" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;1999&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a title="2000" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2000" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;2000&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; suprimiram bailes, principalmente, os próximos a áreas urbanas nobres, pois além da potência das caixas de som estarem sempre acima do permitido normalmente 85dB (decibéis) por lei ,geralmente, eles começavam depois das 22h - e acabaram com a violência em poucos dos bailes,pois a maioria sempre acabava em tiroteio, ao mesmo tempo em que as músicas se tornaram mais dançantes e as letras mais sexuais. E o consumo de drogas nos bailes era evidente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;MC Marcão prontamente fez &lt;i style=""&gt;Coca-cola II.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;COCA-COLA II&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;CHEIRE&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;COCA&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;COLA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;CHE&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;COCA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;CHEIRE COLA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;CHEICO RELA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;CHEIRACÃO NO OLHO DO BALAILE DA FURACÃO&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;1002&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Vemos que o funk-concretismo, ao oferecer possibilidades várias de leituras, como se pode verificar pela análise do poema, em que o caráter esotérico é substituído por forte ideologia, como podemos observar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Não obstante MC Marcão falar apenas em antipropaganda, ao referir-e a este poema, analisando mais profundamente as coordenadas fonêmico-semânticas dos vocábulos que se metamorfoseiam ao longo do texto, observamos que subjaz às palavras um conteúdo que vai além do meramente &lt;i&gt;verbivocovisual&lt;/i&gt;. Já no segundo movimento, a metátese fonêmica que redundou na passagem de &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;cheire&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;para &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;che&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, evidencia o processo ideológico e o discurso do silêncio, subjacente ao visual.  Beber &lt;b&gt;coca-cola&lt;/b&gt; não figura nos países do Terceiro Mundo, tão-somente como ato de sorver o liquido e &lt;i&gt;matar a sede&lt;/i&gt;; é, antes, o ato de absorver uma cultura que se coloca por trás do discurso visual, ou se mistura com a essência da cocaína.&lt;b&gt; Che&lt;/b&gt;, além de se referir diretamente ao ato de revolucionar, próprio de quem vai ao poete sem se precaver, reserva uma carga semântica que se interconecta às conseqüências da perda da identidade cultural. E&lt;i&gt;sse raciocínio se clarifica quando verificamos que &lt;b style=""&gt;rela&lt;/b&gt; se correlaciona, ainda, a fala melíflua&lt;/i&gt;, fala enganosa da propaganda e do domínio cultural que se impõe aos povos subdesenvolvidos. Alicerçando nossa interpretação, observamos que a ação de &lt;i&gt;cheirar&lt;/i&gt; não se refere somente mais a &lt;b&gt;cocaína&lt;/b&gt;, como o fizera a de &lt;i&gt;che&lt;/i&gt;, mas a &lt;b&gt;cola&lt;/b&gt;. Ora, &lt;i&gt;cheirar cola&lt;/i&gt; é, de certa maneira, aderir ao consumismo, que compreende toda a dinâmica do capital e, sobremaneira, do copismo cultural. &lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E Marcão, infelizmente, ainda não conseguira seu tão esperado sucesso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;a name="Anos_2000" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Do morro ao asfalto o funk conseguiu, de uma maneira não muito usual, mascarou seu ritmo, mostrando-se mais parecido com um rap americano e integrou um pouco mais as classes cariocas. Seu ritmo hipnótico por sua batida repetitiva também contribuíram para essa adoração, algumas letras eróticas e de duplo sentido normalmente desvalorizando o gênero feminino também revelam uma não originalidade em copiar de outros estilos musicais populares no Brasil como o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a title="Axé music" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ax%C3%A9_music" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;Axé music&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e o &lt;a title="Forró" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Forr%C3%B3" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;forró&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;Acreditando no próprio talento e insistindo na fama,o já autodenominado MC Marcão&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;delineia sua obra mais fácil: &lt;i style=""&gt;Cabaço.&lt;/i&gt; A letra de caráter assumidamente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;popularesca ( MC Marcão, já com 4 filhos pra criar, decide não arriscar mais no hermetismo) &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e propõe um&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; novo limite da poesia, não mais a linearidade do verso, mas o espaço bidimensional da página, e que depois, passa a ser explorado inclusive em perspectiva, passando para a ilusão da tridimensionalidade, abrindo um leque de possibilida­des criativas . &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;CABAÇO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;Cabaço&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;baço aço çoba&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aboça&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;;;;;;;;;;;;;;;;;;çobaça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;aboça&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;çobaça Cabaço ;;;;;;;;;;;;;;; baço aço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;baço aço çoba&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aboça&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;çoba&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aboça&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;çobaça&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;baço aço çoba&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;aboça&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;çobaça ;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(102, 102, 102); font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(102, 102, 102); font-family: Verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Com o conceito de verbivocofunkvisualidade, Marcão buscava definir sinteticamente as possibilidades da palavra neste tipo de poesia. Além da palavra enquanto signo oral e escrito, cores, formas e o próprio espaço eram elementos de composição. Este poema&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;fundado nas possíveis permutações de letras dessa palavra ( Cabaço), a qual, como que por acaso, só é legível uma vez em todo o texto, e esse acaso, perdido no aparente anonimato de seqüências de letras privadas (ou quase) de semântica (digo 'quase' porque numa delas, por exemplo, se  pode reconhecer a palavras cabaço ... ), é que constitui a informação estética, poema, utilizando&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;60 combina­ções possíveís &lt;em&gt;entre as seis letras &lt;/em&gt;de cabaço&lt;em&gt;, dividídos &lt;/em&gt;em &lt;em&gt;grupos &lt;/em&gt;de 6 combinações cada. A relação entre o significado da palavra "cabaço" e o poema é evidente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="EC_MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;MC Marcão, o degregado do funk, o paria, continua lutando, depois de mais de 30 anos, entre a fusão da poesia concreta o o funk carioca.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Quanto mais o funk torna-se popular, mais MC Marcão cai no ostracismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;O funk, no século XXI &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ganha espaço fora do Rio e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;reconhecimento internacional, quando foi eleito umas das grandes sensações do verão &lt;/span&gt;&lt;a title="Europa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;europa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;a title="2005" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2005" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;2005&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; e ser base para um sucesso da cantora inglesa &lt;/span&gt;&lt;a title="MIA" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MIA" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;MIA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, "&lt;i&gt;Bucky Done Gun&lt;/i&gt;". Um dos destaques desta fase, e que foi objeto até de um documentário europeu sobre o tema é a cantora &lt;/span&gt;&lt;a title="Tati Quebra-Barraco" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tati_Quebra-Barraco" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Tati Quebra-Barraco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; que se tornou uma figura emblemática das mulheres que demonstra resistência à dominação masculina em suas letras em que põe a mulher no controle das situações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Com o nascimento de novas equipes de funk e &lt;/span&gt;&lt;a title="Rádio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A1dio" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;rádios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; de funk, além do interesse cada vez maior nos bailes, principalmente o &lt;/span&gt;&lt;a title="Baile do Castelo das Pedras (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Baile_do_Castelo_das_Pedras&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Baile do Castelo das Pedras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, em &lt;/span&gt;&lt;a title="Rio das Pedras" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_das_Pedras" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Rio das Pedras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a title="Zona Oeste (Rio de Janeiro)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_Oeste_%28Rio_de_Janeiro%29" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;Zona Oeste&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;, o funk vem se firmando como um ritmo forte e crescente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E Marcão continua até hoje compondo suas letras, e acreditamos que em breve sua genialidade será reconhecida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;de Olavo Sader ( Bacharel I )&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156707898122792605-3095064813829832827?l=bachareisembaixaria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/feeds/3095064813829832827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156707898122792605&amp;postID=3095064813829832827' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/3095064813829832827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156707898122792605/posts/default/3095064813829832827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bachareisembaixaria.blogspot.com/2008/07/prolas-aos-poucos-1-resgatando-do.html' title='Pérolas aos Poucos 1 ( resgatando do ostracismo)'/><author><name>Bacharel em Baixaria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11467427623160387146</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
